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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Estudos fazem previsões alarmantes para a agricultura brasileira

Tudo por causa das mudanças climáticas previstas para as próximas décadas como resultado do aquecimento global. É o que revela um estudo realizado por pesquisadors da Embrapa e da Unicamp. Esse aquecimento pode colocar em risco a produção agrícola no Brasil.



O problema pode acontecer porque com o aumento da temperatura no país, poderá ocorrer uma redução na área favorável aos cultivos de soja, café, milho, arroz, feijão e algodão, podendo levar a um prejuízo de R$ 7,4 bilhões já em 2020. As exceções são a cana-de-açúcar, que terá espaço para se expandir e até dobrar a produção, e a mandioca, que, apesar de perder espaço de cultivo no Nordeste, poderá ser plantada em outras regiões do país.



“O país está vulnerável. Mantidas as condições atuais, a produção de alimentos está ameaçada. Em termos de política, alguma coisa tem de ser feita, e rápido”, alerta o engenheiro agrícola Eduardo Assad, da Embrapa Informática Agropecuária, que coordenou o estudo ao lado de Hilton Silveira Pinto, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp.



da redação do Nordeste Rural

Pimenta longa alternativa de renda para o agricultor

A cultura da pimenta longa tem se revelado interessante do ponto de vista de produtividade e renda para o agricultor em virtude da sua capacidade de rebrota. Na pimenta longa, o óleo essencial concentra-se nos galhos finos e folhas o que permite a extração sem destruir a planta. Em cultivos racionais, aproximadamente seis meses após o plantio é possível realizar o primeiro corte. Seis meses depois ela já está apta para novo corte.



Os pesquisadores calculam que é possível realizar dois cortes/ano, obtendo-se uma produtividade de 250 litros do óleo/há. A ocorrência natural da pimenta longa é no estado do Acre, mas isto não quer dizer que seja o único estado capaz de produzir esse tipo de pimenta, o que favorece assim, uma alternativa econômica podendo ser cultivada em outras regiões. Nordeste Rural

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fruta nova no cultivo irrigado do Vale do São Francisco

É o caqui, que já tem estudos concluídos e pode ser plantado entre os meses de agosto e dezembro. A pesquisa foi realizada pelos técnicos da Embrapa semiárido e significa uma nova oportunidade de negócios para os agricultores do semiárido pernambucano. O engenheiro agrônomo Paulo Roberto Coelho Lopes, pesquisador da Embrapa Semi-Árido, que pesquisa a adaptação do caquizeiro às condições irrigadas do sertão nordestino desde o ano de 2006. O pesquisador considera que os resultados obtidos até agora são animadores.

No Brasil, o caquizeiro é cultivado nos estados das regiões sul e sudeste. As colheitas, com produtividades que oscilam entre 15 e 35 t/ha, ocorrem entre os meses de fevereiro e junho. Depois o mercado nacional volta a ser abastecido somente no mês de outubro com a importação da fruta de países como Espanha e Israel, e que chega ao consumidor com preços até quatro vezes maior que os praticados no período da safra dos pomares de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.

No relato do pesquisador Paulo Roberto, o trabalho foi realizado, a princípio, com observação de testes com 16 variedades. Duas, porém, se destacaram: Giombo e Rama Forte. Esta, inclusive, é que está demonstrada na área onde será realizado o evento de transferência de tecnologia. Segundo Paulo, a cultivar respondeu bem aos ajustes feitos no sistema de produção e, durante o período de avaliações, a qualidade e quantidade de frutos por planta foram semelhantes àquelas registradas na região sudeste.

Outro bom resultado da pesquisa de Paulo Roberto é a definição de um manejo para a cultura que consegue fazer com que a planta produza em qualquer mês do ano. Para o pesquisador, uma possibilidade técnica como esta foi que deu grande impulso à expansão do negócio da manga e da uva cultivada no Vale do Submédio São Francisco nos mercados interno e externo.


Fonte: Nordeste rural

Milho será destaque no Show Rural Coopavel

O evento, um dos principais do agronegócio brasileiro e está em sua 21ª edição. O objetivo é facilitar o acesso de produtores rurais a equipamentos e técnicas que auxiliam a produzir mais e melhor. O Show Rural Coopavel acontece entre os dias 9 e 13 deste mês, no município de Cascavel, no Paraná.

Um dos destaque da feira, será a apresentação de várias cultivares de milho desenvolvidas pela Embrapa Milho e Sorgo, de Sete Lagoas, em Minas Gerais. Entre as novas cultivares de milho, serão apresentadas quatro de milho (BRS 1040, BRS 2022, BRS 3025, BRS 3035) e uma de sorgo (BRS 655). O BRS 1040 é o novo híbrido simples de milho da Embrapa. Tem potencial genético para alta produtividade, estabilidade de produção e ciclo superprecoce. Possibilita alto retorno financeiro a produtores que mantêm lavouras com elevado uso de insumos


Fonte: Nordeste rural

sábado, 31 de janeiro de 2009

Produtor de banana de Pernambuco faz treinamento técnico sobre a cultura

O curso de capacitação sobre a produção da Banana Pakovan Ken começou ontem, no engenho Ouricuri, em Catende, a 137 quilômetros do Recife. O primeiro módulo vai até a sexta feira. A coordenação é do IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco com a Universidade Federal Rural e Embrapa. Depois do treinamento, serão distribuídas, para 1000 famílias de agricultores da zona da mata de Pernambuco, cerca de 1,1 milhão de mudas de banana Pakovan Kenas.

Durante as aulas temas teóricos e práticos. Entre eles análise da cadeia produtiva na Zona da Mata Pernambucana, fluxo de comercialização, custo de produção, manejo do cultivo da banana, colheita e calagem. O segundo módulo do treinamento vai ocorrer em fevereiro. Pesquisadores da Embrapa, IPA e UFRPE discutirão tratamento de mudas, métodos para conter pragas. Para essa etapa, está programada a realização de três dias de campo. “A capacitação da segunda fase será prática”, explica Luiz mesquita, extensionista do IPA.

De acordo com o pesquisador do IPA, Geraldo Majella, depois da Cana-de-açúcar o cultivo da banana é o segundo mais importante para a Zona da Mata do Estado. Além disso, em valor econômico e em quantidade produzida a banana é superior a uva, um importante cultivo pernambucano. Segundo Majela, atualmente, a banana é a segunda fruta de maior circulação no mundo. “Ela só perde para frutas cítricas, como a laranja”, finaliza o pesquisador.



da redação do Nordeste Rural

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Dicas para controlar a quantidade de moscas na fazenda

Além de causar incômodo tanto às pessoas quanto aos animais, moscas também são transmissoras de doenças porque pousam em qualquer lugar e, principalmente, em excrementos e depois em alimentos, os insetos acabam infectando-os com bactérias causadores de diferentes enfermidades, que podem ser transmitidas para animais e até para humanos.

As moscas se alimentam de matéria orgânica como fezes de animais e de pessoas, restos de comida e sobras da produção agrícola. Para se obter um controle sobre a quantidade de moscas, existem vários métodos. Entre eles, o mecânico que consiste em eliminar esses focos de atração, onde as moscas realizam a postura de larvas. “Qualquer matéria orgânica, onde o dejeto é fresco, oferece condições apropriadas para a proliferação de moscas. Essa matéria orgânica possui nutrientes e produz a condição ideal de temperatura e de umidade pra atender essa larva no seu desenvolvimento”, explica o veterinário Vítor Hugo Grings, da Embrapa Suínos e Aves.

Para controlar o excesso de moscas o produtor só precisa adotar algumas medidas simples. Como não é possível e nem mesmo desejável eliminar totalmente esses insetos, o método mais adequado para controlar a população de moscas na propriedade rural é o mecânico, defende o veterinário Vítor Hugo Grings. Ele explica que o controle químico, ou seja, o uso de veneno só deve ser usado quando a situação foge ao controle do produtor: “o veneno é um paliativo para os surtos de moscas. Se na propriedade tem um controle efetivo de moscas, com a adoção do método mecânico que mantém uma população reduzida mas ocorre um surto, é um indicativo de que o produtor tem que buscar a fonte de geração dessas moscas porque alguma coisa fugiu do seu controle”.


da redação do Nordeste Rural

Dicas para controlar a quantidade de moscas na fazenda

Além de causar incômodo tanto às pessoas quanto aos animais, moscas também são transmissoras de doenças porque pousam em qualquer lugar e, principalmente, em excrementos e depois em alimentos, os insetos acabam infectando-os com bactérias causadores de diferentes enfermidades, que podem ser transmitidas para animais e até para humanos.

As moscas se alimentam de matéria orgânica como fezes de animais e de pessoas, restos de comida e sobras da produção agrícola. Para se obter um controle sobre a quantidade de moscas, existem vários métodos. Entre eles, o mecânico que consiste em eliminar esses focos de atração, onde as moscas realizam a postura de larvas. “Qualquer matéria orgânica, onde o dejeto é fresco, oferece condições apropriadas para a proliferação de moscas. Essa matéria orgânica possui nutrientes e produz a condição ideal de temperatura e de umidade pra atender essa larva no seu desenvolvimento”, explica o veterinário Vítor Hugo Grings, da Embrapa Suínos e Aves.

Para controlar o excesso de moscas o produtor só precisa adotar algumas medidas simples. Como não é possível e nem mesmo desejável eliminar totalmente esses insetos, o método mais adequado para controlar a população de moscas na propriedade rural é o mecânico, defende o veterinário Vítor Hugo Grings. Ele explica que o controle químico, ou seja, o uso de veneno só deve ser usado quando a situação foge ao controle do produtor: “o veneno é um paliativo para os surtos de moscas. Se na propriedade tem um controle efetivo de moscas, com a adoção do método mecânico que mantém uma população reduzida mas ocorre um surto, é um indicativo de que o produtor tem que buscar a fonte de geração dessas moscas porque alguma coisa fugiu do seu controle”.


da redação do Nordeste Rural

sábado, 24 de janeiro de 2009

Produtores do Vale do São Francisco ganham ajuda para fugir da crise

Duas me medidas foram adotadas para socorrer o setor produtivo do nordeste. A primeira é a negociação das dívidas dos fruticultores do Vale do São Francisco e a segunda, a manutenção, este ano, dos limites de créditos verificados antes da crise para aquelas empresas exportadoras e financiadas pelo FNE. As medidas foram assinadas pelo Ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

Foi uma antecipação porque essas iniciativas estavam previstas para a segunda quinzena de março, quando ocorre a reunião do conselho deliberativo da Sudene, órgão ligado à pasta da Integração Nacional. Mas "em função da crise que reduziu o consumo de frutos e de outros produtos de exportação do Nordeste foi preciso antecipar as medidas", explicou o ministro Geddel afirmando que agiu "em coerência com os objetivos do FNE e do governo do presidente Lula de manutenção da competitividade externa das empresas brasileiras".

Os fruticultores do Vale do São Francisco vão poder renegociar as parcelas vencidas a partir de setembro de 2008 e vincendas em 2009, pagando apenas 2% do saldo devedor em atraso. Além disso, poderão tomar novos empréstimos para as safras seguintes. Já as empresas exportadoras, integrantes do Nexport - Programa Nordeste Exportação -, poderão contrair empréstimos do FNE até o limite de R$ 40 milhões, nas mesmas condições do ano passado.

da redação do Nordeste Rural

Incentivo de R$2 milhões para a cultura da mamona em Pernambuco

A intenção é promover um crescimento na área plantada da mamona no sertão do São Francisco, no Pajeú e no pólo de Pesqueira, no agreste pernambucano. O investimento será feita através de um convênio entre o IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco - e a Petrobras. Recursos de R$ 2 milhões serão aplicados em ações de assistência técnica e extensão rural para 5.300 famílias de agricultores familiares e produtoras de mamona.

O IPA prestará assistência em uma área total de 10.600 hectares, apresentando técnicas de cultivo, preparo de solo, manejo e adubação em áreas plantadas com mamona. O diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural do IPA, Ruy Carlos Barros, explica que a assistência técnica vai proporcionar um crescimento na área cultivada, além de colaborar para o aumento da produtividade da mamona no Estado.

O objetivo é ampliar a oferta de matéria prima destinada à produção de biodiesel. Atualmente, a Petrobras mantém fábricas de biodiesel em Candeias, na Bahia, Quixadá, no Ceará e Montes Claros em Minas Gerais. As três unidades têm juntas, capacidade para produzir 170 milhões de litros por ano. O presidente do IPA, Júlio Zoé de Brito, lembra que Pernambuco é pioneiro na produção de biodiesel, tendo, inclusive, duas plantas instaladas em Pesqueira e Caetés. “Com esse convênio, certamente teremos um crescimento significativo na oferta da matéria prima para a indústria nacional”, disse Zoé.

da redação do Nordeste Rural

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A importância do algodão para o agronegócio nordestino

Uma das culturas mais importantes para o setor agrícola do nordeste é a do algodão herbáceo (Gossypium hirsutum L. raça latifolium Hutch. ). O cultivo é feito a base de sequeiro e vem beneficiando há vários anos os pequenos é médios produtores. Uma das grandes vantagens desta atividade é que mais de 75% do custo de produção é com mão-de-obra o que significa ocupação para milhares de trabalhadores rurais.

O algodão produzido pelas pequenas propriedades na região Nordeste é todo colhido a mão, o que proporciona, quando esta operação é bem feita, a obtenção de um produto de elevada qualidade, ou seja de tipo superior, de 4,5 a 5,0 na classificação de fibra pelo HVI com qualidade intrínseca da fibra superior, especialmente a reflectância a finura, a resistência e a fiabilidade, conforme os técnicos da Embrapa Algodão, na Paraíba.

Os pequenos produtores de algodão herbáceo no Nordeste têm grande tradição com o cultivo desta malvácea e utilizam muito pouco insumos, principalmente fertilizantes inorgânicos, herbicidas e inseticidas, tendo assim a grande vantagem com relação as demais áreas de produção do Brasil. O algodão é um produto que tem mercado garantido dentro da própria região Nordeste e não é perecível o que se constitui em uma grande vantagem para o produtor.


Fonte: Nordeste rural

Pernambuco estimula a plantação de caju

A idéia é promover orientação para os agricultores de forma a que eles tenham capacipação para plantio e manejo da cultura do caju, em várias regiões do Estado. O primeiro curso, sob s responsabilidade do IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco – começou ontem e vai até o fim da semana, no município de Bom Conselho. Vinte e cinco agricultores receberão aulas de Revitalização de Culturas Agrícolas com ênfase no Caju.

Os extensionistas e técnicos do IPA aplicarão o mesmo curso com carga de 100 horas/aulas, dividido em três módulos. O extensionista Dijair Alves, um dos responsáveis pelas aulas, diz que o curso é dividido em módulos sobre meio ambiente, legislação, agricultura orgânica, compostagem e enxertia. A proposta é que, ao final do curso, os jovens agricultores estejam capacitados na produção de mudas, enxertadas ou não, com o objetivo de ajudar na propagação da cultura do caju no Agreste Meridional.

Outros cursos já estão programados para os municípios de Garanhuns e Brejão, também no agreste meridional. De acordo com dados da Embrapa, a Região Nordeste, com uma área plantada superior a 650 mil hectares, responde por mais de 95% da produção nacional, sendo os estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia os principais produtores.


Fonte: Nordeste rural

domingo, 18 de janeiro de 2009

Protegendo o feijão de corda do ataque de pragas

A doença é de difícil controle, sendo necessária a utilização conjunta de várias práticas culturais para evitar a perda total do plantio. Inicialmente, recomenda-se, que a área escolhida para plantio se mantenha livre de plantas daninhas e, ao ser preparada, que se possa fazer a eliminação dos restos do último cultivo, com aração profunda.

A mela, é uma das principais doenças que ataca o feijão-caupi, e é causada pelo fungo Rhizoctonia Solani. Os seus sintomas podem ser observados nas folhas, com o aparecimento de manchas de aspecto melado, mais claras no centro e com a borda escura. À medida em que a doença aumenta, pode-se visualizar uma teia branca em cima das folhas. O sintoma mais severo é o amarelecimento das folhas e a sua queda, levando à morte da planta.

No Norte e Nordeste do Brasil o feijão-caupi ou feijão-de-corda é considerado pela Embrapa Roraima, uma excelente fonte de proteínas para as populações de baixa renda, além de ser rico em aminoácidos e fibras dietéticas.


Fonte: Nordeste rural

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Festa do caju em Buique

É o Festival do Caju do município de Buíque, a 278 quilômetros do Recife. A festa, que tradicionalmente acontece em dezembro, este ano começa no dia 26 e vai até o dia 27. A previsão dos organizadores é de um grande movimento na economia da cidade porque a festa deve atrair cerca de 20 mil visitantes.



O 2º Festival do Comércio e do Caju de Buíque é promovido pela Associação Comercial da cidade em parceria com a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco (SARA). “O potencial econômico do Cajú vai ser demonstrado, por meio da feira de derivados da fruta”, diz o presidente a Associação Comercial de Buíque, Ronny Peterson. No evento, serão comercializados produtos produzidos a partir do cajú e da castanha, tais como: biscoito, hambúrguer, farinha e polpas, além da castanha desidratada e a castanha in natura. Também estarão em exposição produtos provenientes da mandioca e do mel.



Além da exposição com produtos resultado da cultura do caju, também haverá muita animação durante as noite. Está confirmado shows com os grupos musicais Valores da Terra, Nostalgia, Antony César e Banda, dia 26 e Edu Maraial e Casca de Ruma, no dia 27.


Fonte: Nordeste Rural

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

DNOCS ameaça tomar lotes e agricultores protestam

Cerca de 300 colonos que vivem da produção de milho e frutas no perímetro irrigado de Poço da Cruz em Ibimirim, no alto sertão pernambucano, a 400 km do Recife, cruzaram os braços, ontem, e foram às ruas com faixas e instrumentos de trabalho em protesto contra a decisão do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS – de desapropriar dezenas de famílias indiscriminadamente.

O ato contou com apoio oficial. O prefeito Padre Marcos (PSDB) ajudou na mobilização dos colonos e liderou a passeata, com direito a um discurso inflamado contra o Governo Federal. “O DNOCS, ao invés de ajudar a quem produz, persegue. Virou a pior desgraça para o nosso município, além de um antro de corrupção”, acusou o prefeito, ao discursar em frente à sede do DNOCS, local de encerramento da passeata

O prefeito foi mais além. Prometeu acampar com os colonos na sede do DNOCS, passar o cargo para a vice e fazer uma greve de fome até que a situação dos colonos seja resolvida. Os colonos reivindicam a regularização dos 600 lotes que ocupam hoje; a construção de moradias à margem dos canais de irrigação de Poço da Cruz; a mudança da política de irrigação e apoio para implantação para
instalação de um projeto de piscicultura.

A coordenadora do DNOCS na área, Haydê Carvalho, disse que o ato era político e ficou indignada com o prefeito. “Ele (o prefeito) afirmar que o DNOCS é a desgraça de Ibimirim não está certo. Tudo que Ibimirim tem hoje se deve justamente ao DNOCS”, afirmou. Segundo ela, não há perseguição da instituição aos colonos, mas sim uma política de regularização dos colonos.

“Tem muita gente que repassou o lote sem que tenha sido reconhecido legalmente como o proprietário”, alegou. Ao lado de Haydê, o colono José Antônio Vieira, 44 anos, confirmou ter comprado a sua área de seis hectares de outro colono e admitiu a situação irregular. “Paguei R$ 40 mil pelo lote e agora o DNOCS está
dizendo que estou ilegal. Não posso perder o que já investi na área”, afirmou.

Colono pioneiro em Poço da Cruz, o agricultor Expedito Viana Neto, 79 anos, contou que o que está ocorrendo, hoje, na área é culpa exclusiva da falta de uma política séria do DNOCS. “Tivemos uma fase áurea na década de 80, quando Ibimirim chegou a ser um dos maiores produtores de tomate do País. Depois, o perímetro foi abandonado por um período de mais de 10 anos. Como o DNOCS quer ter agora o direito de nos desapropriar? Isso é injusto, um absurdo”, protestou.

Mais de 600 km de canais integram o complexo de irrigação de Poço da Cruz, que sofreram um processo de deteriorização nos últimos 10 anos. O projeto incluía 8,5 mil hectares, mas existe exploração em apenas quatro mil hectares, que empregam pouco mais de seis mil pessoas, quando poderia atender a 15 mil famílias.

Poço da Cruz é a terceira maior barragem de Pernambuco, com 500 milhões de metros cúbicos de água. Se o projeto de irrigação estivesse operando na sua totalidade proporcionaria uma renda média anual para os 600 colonos em torno de R$ 90 milhões. “Na década de 80, no pique da produção de tomate, saia daqui 100
carretas carregadas por dia. Se o governo não tivesse dado para trás,
estaríamos, hoje, na chamada terra da prosperidade”, lamenta Expedito Viana.

PERSEGUIÇÃO – Durante a passeata, os colonos revelaram que o DNCOS, na tentativa desesperada de desapropriar as suas áreas de produção, que ocupam uma média de oito hectares, chegou a ameaçar de forma truculenta. “Eles entraram em meu lote com a Polícia Federal, me ameaçaram, tomaram tudo que eu tinha e depois
colocaram um cadeado na porteira do meu lote”, contou José Jovaldo Feitosa, 66 anos, um dos primeiros alvos da ação de reintegração do DNOCS.

Segundo o vereador tucano Genivaldo Odilon, Jovaldo foi o primeiro de uma lista inicial de 70 colonos ameaçados de perderem seus lotes. Odilon desconfia do abandono da área e acusa o ex-presidente da Associação dos Colonos, Gilson Lima, de ser o laranja do DNOCS. “Foram repassados R$ 2,4 milhões para serem investidos na recuperação do projeto de irrigação. Para onde foi esse dinheiro?
Certamente, não foi para o perímetro”, diz, insinuando que o ex-presidente estaria envolvido no desvio da verba.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Colonos fazem protesto contra o DNOCS em Ibimirim

Cerca de 300 colonos que vivem da produção de milho e frutas no perímetro irrigado de Poço da Cruz em Ibimirim, no alto sertão pernambucano, a 400 km do Recife, cruzaram os braços, hoje, e foram às ruas com faixas e instrumentos de trabalho em protesto contra a decisão do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS – de desapropriar dezenas de famílias indiscriminadamente.

O ato contou com apoio oficial. O prefeito Padre Marcos (PSDB) ajudou na mobilização dos colonos e liderou a passeata, com direito a um discurso inflamado contra o Governo Federal. “O DNOCS, ao invés de ajudar a quem produz, persegue. Virou a pior desgraça para o nosso município, além de um antro de corrupção”, acusou o prefeito, ao discursar em frente à sede do DNOCS, local de encerramento da passeata.

O prefeito foi mais além. Prometeu acampar com os colonos na sede do DNOCS, passar o cargo para a vice e fazer uma greve de fome até que a situação dos colonos seja resolvida. Os colonos reivindicam a regularização dos 600 lotes que ocupam hoje; a construção de moradias à margem dos canais de irrigação de Poço da Cruz; a mudança da política de irrigação e apoio para implantação para instalação de um projeto de piscicultura.

A coordenadora do DNOCS na área, Haydê Carvalho, disse que o ato era político e ficou indignada com o prefeito. “Ele (o prefeito) afirmar que o DNOCS é a desgraça de Ibimirim não está certo. Tudo que Ibimirim tem hoje se deve justamente ao DNOCS”, afirmou. Segundo ela, não há perseguição da instituição aos colonos, mas sim uma política de regularização dos colonos.

“Tem muita gente que repassou o lote sem que tenha sido reconhecido legalmente como o proprietário”, alegou. Ao lado de Haydê, o colono José Antônio Vieira, 44 anos, confirmou ter comprado a sua área de seis hectares de outro colono e admitiu a situação irregular. “Paguei R$ 40 mil pelo lote e agora o DNOCS está dizendo que estou ilegal. Não posso perder o que já investi na área”, afirmou.

Colono pioneiro em Poço da Cruz, o agricultor Expedito Viana Neto, 79 anos, contou que o que está ocorrendo, hoje, na área é culpa exclusiva da falta de uma política séria do DNOCS. “Tivemos uma fase áurea na década de 80, quando Ibimirim chegou a ser um dos maiores produtores de tomate do País. Depois, o perímetro foi abandonado por um período de mais de 10 anos. Como o DNOCS quer ter agora o direito de nos desapropriar? Isso é injusto, um absurdo”, protestou.

Mais de 600 km de canais integram o complexo de irrigação de Poço da Cruz, que sofreram um processo de deteriorização nos últimos 10 anos. O projeto incluía 8,5 mil hectares, mas existe exploração em apenas quatro mil hectares, que empregam pouco mais de seis mil pessoas, quando poderia atender a 15 mil famílias.

Poço da Cruz é a terceira maior barragem de Pernambuco, com 500 milhões de metros cúbicos de água. Se o projeto de irrigação estivesse operando na sua totalidade proporcionaria uma renda média anual para os 600 colonos em torno de R$ 90 milhões. “Na década de 80, no pique da produção de tomate, saia daqui 100 carretas carregadas por dia. Se o governo não tivesse dado para trás, estaríamos, hoje, na chamada terra da prosperidade”, lamenta Expedito Viana.

PERSEGUIÇÃO – Durante a passeata, os colonos revelaram que o DNCOS, na tentativa desesperada de desapropriar as suas áreas de produção, que ocupam uma média de oito hectares, chegou a ameaçar de forma truculenta. “Eles entraram em meu lote com a Polícia Federal, me ameaçaram, tomaram tudo que eu tinha e depois colocaram um cadeado na porteira do meu lote”, contou José Jovaldo Feitosa, 66 anos, um dos primeiros alvos da ação de reintegração do DNOCS.

Segundo o vereador tucano Genivaldo Odilon, Jovaldo foi o primeiro de uma lista inicial de 70 colonos ameaçados de perderem seus lotes. Odilon desconfia do abandono da área e acusa o ex-presidente da Associação dos Colonos, Gilson Lima, de ser o laranja do DNOCS. “Foram repassados R$ 2,4 milhões para serem investidos na recuperação do projeto de irrigação. Para onde foi esse dinheiro? Certamente, não foi para o perímetro”, diz, insinuando que o ex-presidente estaria envolvido no desvio da verba

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Um motor para a agricultura que funciona com qualquer tipo de combustível

É o gerador de eletricidade de baixo custo cujo nome oficial é Motor Multicombustível para Uso Agrícola. Ele foi criado pelo pesquisador Aldemir Chaim, da Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna, São Paulo. O pequeno motor é uma adaptação do modelo Stirling, criado em 1816 pelo pesquisador Robert Stirling, e posteriormente abandonado em função da invenção de motores mais potentes.



Com alguma adaptação para beneficiar os agricultores de baixa renda, a Embrapa Meio Ambiente decidiu investir na construção de motores simples e de baixo custo, que podem ser utilizados tanto para a carga de baterias quanto para pequenas bombas d’água.



O motor é feito de sucata, não necessita de nenhum tipo de manutenção ou lubrificação e utiliza qualquer tipo de combustível renovável, sólido, líquido ou gasoso, tais como álcool, biodiesel, restos de cultura, cavacos de madeira, gravetos, carvão, e até mesmo energia solar, desde que gere calor.



O engenheiro agrônomo Luiz Guilherme Wadt, da Embrapa Meio Ambiente, estima que dentro de dois anos o motor poderá estar disponível para venda, desde que seja feita parceria com uma empresa que se proponha a aplicar a tecnologia desenvolvida pela Embrapa. “O interesse pelo motor está sendo enorme, uma vez que ele beneficia a natureza por diminuir os resíduos que antes virariam lixo e estimular a sociedade a fazer o aproveitamento da energia limpa”, afirma Wadt.


Fonte: Nordeste rural

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Jarbas Vasconcelos pede apoio federal ao Vale do São Francisco

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) cobrou hoje apoio do Governo Federal aos produtores de frutas do Vale do São Francisco, afetados pela crise econômica internacional. "Que o Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Econômico e do Desenvolvimento Regional, além do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste se movimente, e convoque os empresários para encontrar uma solução para o problema".

Nas últimas semanas, milhares de trabalhadores rurais de Pernambuco e da Bahia foram demitidos, diante dos cancelamentos dos contratos de exportação pelos compradores internacionais, nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia.

Em discurso no Senado, Jarbas disse que o fundamental neste momento é manter os empregos existentes. "Que exemplos como esse, do Vale do São Francisco, sirvam de alerta para que o presidente da República encare a crise com a seriedade necessária".

O senador pernambucano reproduziu informações repassadas pela Associação dos Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), dando conta da dispensa de milhares de trabalhadores das fazendas produtoras de uva. O peemedebista também informou que os produtores rurais reclamam da dificuldade em obter crédito.


Fonte: Blog da Folha

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Agricultor pernambucano vai receber sementes e trator para arar a terra

Já foi autorizado o início das ativida dos Programas Terra Pronta e de Distribuição de Sementes para a safra 2008/2009. O objetivo é garantir uma concentração do plantio de acordo com o calendário agrícola, diminuindo assim, o risco de frustração de safra, como também um melhor controle das pragas e doenças. A meta é preparar 44 mil hectares de terra, com 132 mil horas/máquinas, empregando recursos da ordem de R$ 8 milhões.



Os dois programas são do Governo de Pernambuco e serão iniciados pelas regiões do Sertão do São Francisco, Araripe, Sertão Central e Itaparica. . A Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária através do Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, já autorizou a liberação de sementes dos Centros de Produção e Comercialização de Petrolina e Ibimirim para abastecer agricultores daquela área do sertão.



Serão distribuídas 1,6 toneladas de sementes para plantio em 86 mil hectares de terras, com áreas de feijão vigna e phaseolus (corda e mulatinho), milho, sorgo (granífero e forrageiro), algodão e arroz, o que representará um investimento da ordem de R$ 6 milhões. O calendário de atividades do programa prevê o atendimento de 127 municípios, a partir da chegada das chuvas em cada região do Estado.


Fonte: Nordeste rural

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Na seca o xique-xique pode ser boa alimentação para os animais

Os estudos e testes feitos com o xique-xique na alimentação animal, foram feitos no município de Cruzeta, no Rio Grande do Norte. Segundo o relato dos pesquisadores da Embrapa e da Emparn, os estudos comprovaram que a alimentação de animais com xique-xique, associado a outros alimentos ricos em fibras e proteínas, é capaz de proporcionar ganho de peso ao gado e aumentar sua produção de leite.



Segundo os técnicos que fizeram parte da equipe da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte que estudou o uso de alimentos alternativos, o uso de cactáceas típicas da vegetação da Caatinga na alimentação animal, como o xique-xique, por exemplo, apenas as folhas da planta devem ser servidas aos animais pois o caule deve ser preservado.



O cultivo dessas espécies nativas, como reposição forrageira, contribui ainda para o aumento da capacidade de suporte animal, minimizando os efeitos causadores da degradação da Caatinga e possibilitando um maior equilíbrio ecológico.


Fonte: Nordeste Rural

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

De olho no controle de doenças depois da colheita do melão, manga e uva

Os frutos de melão, manga e uva são infectados ainda no campo. Os problemas provocados pelas doenças na pós colheita se manifestam com sintomas de deterioração quando os frutos completam o amadurecimento, cerca de 30 dias após colhidos. Os frutos destinados ao mercado externo são colhidos e embalados ainda verdes, quando mantêm aparência saudável.



Um dos problemas mais sérios enfrentados pela fruticultura brasileira são as doenças na pós-colheita de melão, manga e uva que provocam prejuízos nas exportações brasileiras com perdas em torno de 25%. Para superar esses prejuízos os pesquisadores Daniel Terao e Andréia Hansen Oster, da Embrapa Semi-Árido e Embrapa Agroindústria Tropical, respectivamente, vêm promovendo estudos para controlar os diversos fungos que infectam as frutas e provocam os problemas para o produtor.



Segundo Daniel Terao, na cultura do melão, 20 patógenos já foram apontados como causadores de doenças pós-colheita. Nos mangueirais, três deles são responsáveis por doenças como a podridão peduncular, antracnose e podridão por alternaria, que, além de afetarem os frutos, podem levar as plantas à morte. Nos parreirais, é freqüente a doença conhecida como mofo-cinzento ou podridão-cinzenta que causa a perda de frutos; e em período mais recente, tem sido registrada a presença do fungo Lasiodiplodia que provoca escurecimento do engaço, podendo desencadear podridões nos cachos.



Para Andréia Hansen, o controle desses microorganismos é de fundamental importância para a elevação da produtividade e da qualidade dessas frutas. Nos Laboratórios de Patologia Pós-Colheita da Embrapa Semi-Árido e da Embrapa Agroindústria Tropical, os pesquisadores estudam soluções para eliminar os riscos de infecção dos frutos e ainda estabelecer controles que reduzam ao mínimo os danos econômicos causados pelas doenças na pós-colheita.


Fonte: Nordeste Rural