Famílias do assentamento serra negra em Floresta, Pernambuco estão impedindo o andamento das obras de transposição do Rio São Francisco. A área onde elas moram precisa ser desapropriada para a passagem do canal. Mas garantem que só vão deixar as casas depois que acertarem os valores da indenização.
A comunidade de Serra Negra fica a 60 quilômetros de Floresta. No assentamento de 2,4 mil hectares, moram 45 famílias que vivem da agricultura e da criação de bodes.
Em janeiro deste ano, a paisagem começou a mudar, por causa do início da construção do canal que faz parte do lote 9 das obras de transposição do Rio São Francisco.
O posto de saúde que atente 450 famílias de 40 comunidades da região vai ser demolido. Os moradores temem ficar sem atendimento. Três famílias também devem ter suas casas destruídas. O agricultor Nilton Oliveira terá que se mudar, com a mulher e os filhos. “A gente não tem vontade de sair de casa, mas não tem outra alternativa. Desde que eles paguem o preço justo para que a gente possa construir outra casa”, comentou.
Os moradores dizem que os valores das indenizações não correspondem à realidade. Os valores que variam de R$ 5 mil a R$ 12 mil, dinheiro que até agora eles não sabem quando vão receber.
Desde o início deste mês, as obras da construção do canal estão paradas porque as famílias do assentamento impedem que os homens continuem a construção, até que seja feito um acordo sobre a indenização dos imóveis que precisam ser demolidos.
O Ministério da Integração Nacional informou que o assentamento ainda não está regularizado. O Incra e a Funai disputam a posse da terra. Enquanto não houver uma decisão da Justiça, não há como o ministério pagar as indenizações.
Os trabalhos continuam em andamento em outros pontos da obra da transposição.
G1
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domingo, 30 de maio de 2010
Falta debate na transposição do S. Francisco, diz bispo
O problema da transposição do Rio São Francisco, no Nordeste, tem muita semelhança com o que está acontecendo no Pará, em relação à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A comparação foi feita ontem por Dom Adriano Ciocca Vasino, bispo de Floresta (PE), na 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
"O governo federal simplesmente baixa um decreto e as coisas não são debatidas. As audiências públicas são apenas paliativos para dizerem que foram feitas, são pagos apenas 50 reais por hectare aos atingidos e assim, dessa forma, não há debate", afirmou o bispo, a respeito da transposição do Rio São Francisco, considerada uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.
Dom Adriano contou que é justamente do território de sua diocese que saem os dois eixos da transposição. "O eixo norte do Rio São Francisco sai do município de Cabrobó e o eixo leste sai do município de Floresta. Há obras em todas as partes do rio, os impactos ambientais são gravíssimos e as indenizações aos pequenos não estão chegando. Para nós, que estamos acompanhando as comunidades, estamos vendo o sofrimento estampado no rosto do povo."
O prelado comentou ainda que o rio, "patrimônio nacional", vai sendo totalmente descaracterizado. "O que vemos é que as pessoas não são ouvidas, e o rio está sendo modificado aos poucos. Para passar o canal tem um desmatamento de 200 metros de largura dos dois lados, com mais de 600 quilômetros de comprimento, ou seja, são dois rasgos enormes na biodiversidade local."
Ele ainda tem esperança no diálogo com representantes do governo. "No início das obras conversamos com representantes do Ministério da Integração Nacional, que nos recebeu com muita cortesia e com muita atenção. Num segundo momento, quando ele perceberam que conversávamos com representantes das comunidades atingidas e os pequenos proprietários, e estávamos organizando essas pessoas, o ministério cortou totalmente o nosso contato. Só estamos em busca de uma melhor situação para os atingidos", destacou. As informações são da CNBB.
Agência estado
"O governo federal simplesmente baixa um decreto e as coisas não são debatidas. As audiências públicas são apenas paliativos para dizerem que foram feitas, são pagos apenas 50 reais por hectare aos atingidos e assim, dessa forma, não há debate", afirmou o bispo, a respeito da transposição do Rio São Francisco, considerada uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.
Dom Adriano contou que é justamente do território de sua diocese que saem os dois eixos da transposição. "O eixo norte do Rio São Francisco sai do município de Cabrobó e o eixo leste sai do município de Floresta. Há obras em todas as partes do rio, os impactos ambientais são gravíssimos e as indenizações aos pequenos não estão chegando. Para nós, que estamos acompanhando as comunidades, estamos vendo o sofrimento estampado no rosto do povo."
O prelado comentou ainda que o rio, "patrimônio nacional", vai sendo totalmente descaracterizado. "O que vemos é que as pessoas não são ouvidas, e o rio está sendo modificado aos poucos. Para passar o canal tem um desmatamento de 200 metros de largura dos dois lados, com mais de 600 quilômetros de comprimento, ou seja, são dois rasgos enormes na biodiversidade local."
Ele ainda tem esperança no diálogo com representantes do governo. "No início das obras conversamos com representantes do Ministério da Integração Nacional, que nos recebeu com muita cortesia e com muita atenção. Num segundo momento, quando ele perceberam que conversávamos com representantes das comunidades atingidas e os pequenos proprietários, e estávamos organizando essas pessoas, o ministério cortou totalmente o nosso contato. Só estamos em busca de uma melhor situação para os atingidos", destacou. As informações são da CNBB.
Agência estado
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Lula muda a lei para agilizar transposição do São Francisco

Discretamente, o governo Lula promoveu uma mudança na legislação que vai facilitar as obras de transposição das águas do rio São Francisco e pode beneficiar outros projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em 2010, informa a Folha de S.Paulo desta sexta-feira. A medida foi promovida por meio de um "contrabando" -como se chama, no jargão do Congresso, a prática de incluir normas potencialmente polêmicas no texto de projetos que tratam de um tema diverso.
Graças a esse expediente, uma medida provisória destinada a conceder socorro financeiro aos municípios, convertida em lei anteontem, acabou ganhando na Câmara um artigo que apressa a desapropriação de imóveis considerados de utilidade pública, um dos principais empecilhos jurídicos enfrentados pelos investimentos federais, em particular no PAC. É o caso de uma série de terrenos de propriedade particular em Estados do Nordeste que o governo tenta desapropriar desde 2004 para as obras do São Francisco. O artigo inserido na lei recém-sancionada por Lula eliminou o inconveniente
Lula defende candidato único da base governista
FLORESTA (PE) - O presidente Lula defendeu publicamente, nesta quinta-feira (15), o lançamento de uma candidatura única da base de apoio do Governo. Lula quer que os partidos da base se unam em torno da pré-candidatura da ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil). O deputado Ciro Gomes (PSB-CE), porém, já anunciou a intenção de disputar a eleição à Presidência. Lula admitiu ontem que prefere que a base tenha um candidato único.
“Gostaríamos que tivesse só um candidato. Uma eleição plebiscitária. Nós contra eles. Pão pão, queijo queijo. Se isso não for possível, paciência”, disse Lula em entrevista coletiva concedida após visitar canteiros de obras da transposição do Rio São Francisco, em Floresta (PE).
Questionado sobre o motivo de levar Ciro para sua viagem, Lula respondeu que isso era um reconhecimento ao trabalho dele em defesa da transposição.
Em relação às eleições, Lula afirmou que ainda há seis meses para definição do cenário eleitoral de 2010. “Penso que temos ainda seis meses pela frente para ter uma definição do quadro eleitoral de 2010. Sobre quem vai ser candidato a presidente ou a governador”, disse.
Lula ressaltou ainda a proximidade entre Ciro e Dilma. “Vocês não perceberam que o Ciro e Dilma estão sempre juntos? Tem seis meses para maturar. Muita coisa vai acontecer. Aí vamos anunciar (o candidato).” Lula atacou a fala do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sobre o Nordeste.
“Eu não sabia que o Serra tinha preocupação com o Nordeste, mas se tem perto das eleições, é bom sinal.” Serra disse que as obras de transposição não pensavam na irrigação nas áreas vizinhas. “Vai fazer transposição do São Francisco, tudo bem. Mas áreas que já estão à beirada do rio deveriam ser irrigadas (...) É curioso, enquanto se cuida da transposição, não cuidar da posição daqueles que já estão nas margens do rio”, afirmou José Serra.
“Dizer que as comunidades ribeirinhas não estão sendo tratadas... Criamos um programa de água para todos, que vai levar água. Não pode jogar nas costas do São Francisco a responsabilidade de séculos de descaso.” Lula vinculou a crítica de Serra ao período eleitoral.
“O que é triste é que vai passando o tempo, as pessoas não falam, ficam mudas. E quando vai chegando perto das eleições começam a preparar o discurso para a campanha. O Serra que fique esperto para ver o que vamos inaugurar de irrigação no Nordeste nesses próximos meses, projetos parados por anos e não por nossa culpa.” Lula cogita convidar Serra para viajar com ele para ver essas obras de perto.
“Gostaríamos que tivesse só um candidato. Uma eleição plebiscitária. Nós contra eles. Pão pão, queijo queijo. Se isso não for possível, paciência”, disse Lula em entrevista coletiva concedida após visitar canteiros de obras da transposição do Rio São Francisco, em Floresta (PE).
Questionado sobre o motivo de levar Ciro para sua viagem, Lula respondeu que isso era um reconhecimento ao trabalho dele em defesa da transposição.
Em relação às eleições, Lula afirmou que ainda há seis meses para definição do cenário eleitoral de 2010. “Penso que temos ainda seis meses pela frente para ter uma definição do quadro eleitoral de 2010. Sobre quem vai ser candidato a presidente ou a governador”, disse.
Lula ressaltou ainda a proximidade entre Ciro e Dilma. “Vocês não perceberam que o Ciro e Dilma estão sempre juntos? Tem seis meses para maturar. Muita coisa vai acontecer. Aí vamos anunciar (o candidato).” Lula atacou a fala do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sobre o Nordeste.
“Eu não sabia que o Serra tinha preocupação com o Nordeste, mas se tem perto das eleições, é bom sinal.” Serra disse que as obras de transposição não pensavam na irrigação nas áreas vizinhas. “Vai fazer transposição do São Francisco, tudo bem. Mas áreas que já estão à beirada do rio deveriam ser irrigadas (...) É curioso, enquanto se cuida da transposição, não cuidar da posição daqueles que já estão nas margens do rio”, afirmou José Serra.
“Dizer que as comunidades ribeirinhas não estão sendo tratadas... Criamos um programa de água para todos, que vai levar água. Não pode jogar nas costas do São Francisco a responsabilidade de séculos de descaso.” Lula vinculou a crítica de Serra ao período eleitoral.
“O que é triste é que vai passando o tempo, as pessoas não falam, ficam mudas. E quando vai chegando perto das eleições começam a preparar o discurso para a campanha. O Serra que fique esperto para ver o que vamos inaugurar de irrigação no Nordeste nesses próximos meses, projetos parados por anos e não por nossa culpa.” Lula cogita convidar Serra para viajar com ele para ver essas obras de perto.
Lula visita obras em Floresta
Floresta - PE -
A comitiva presidencial visita hoje e amanhã trechos do canteiro de obras da transposição do Rio São Francisco, em Pernambuco, considerado um dos projetos mais ambiciosos da história do País. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva verá pontos de captação de água no lago de Itaparica, em Floresta (PE), que está sendo feito pelo Exército. Ele também percorrerá por terra e pelo ar algumas áreas onde já é possível visualizar o caminho que será percorrido pelas águas que abastecerão 12 milhões de brasileiros que vivem nas regiões mais castigadas pela seca.
Lula e ministros estiveram ontem em Buritizeiros (MG) e Xique-Xique (BA) para acompanhar obras de dragagem e controle da erosão do "Velho Chico", que fazem parte do projeto de revitalização proposto pelo governo.
"Nós achamos que é importante levar água e essa água ela vai perenizar alguns rios existentes e, ao mesmo tempo, vai manter os açudes num nível com água, para que a gente possa fomentar a pequena agricultura e a irrigação em muitos Estados da federação", disse Lula durante as visitas.
Idealizada desde os tempos de Dom Pedro II, a obra também é cercada de polêmica principalmente pelos impactos que poderá provocar no regime de chuvas, na fauna e flora da região, além de uma possível perda no volume do rio.
Orçada inicialmente em R$ 6 bilhões com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a transposição tem duas frentes de trabalho. O eixo norte começa com o ponto de captação em Cabrobó (PE) e acaba em o sertão do Ceará, percorrendo um total de 21 municípios. Este sistema é alimentado por seis estações de bombeamento distribuídas nos 426 quilômetros de extensão. Já o eixo leste, que deve ser entregue até dezembro do ano que vem, apresenta três estações de bombeamento espalhadas ao longo de 287 quilômetros entre Floresta (PE) e Monteiro (PB). O piso arenoso dos leitos leito que darão vazão à água do São Chico estão sendo impermeabilizados e receberão placas de concreto em sua base.
Faltando 12 meses para as eleições, a obra já transforma a paisagem da caatinga e do semi-árido nordestino. Caminhões, escavadeiras e perfuradores de rochas agora fazem parte do cenário junto com mais de 8,4 mil trabalhadores, entre operários, técnicos, engenheiros, além dos responsáveis pela logística médica e nutricional. "A maioria dos operários é da Paraíba, mas veio gente de Goiás, Minas Gerais, Paraná e até do Mato Grosso", revela o motorista de caminhão Emídio Alves, 50, de João Pessoa.
A Paraíba, aliás, é o Estado onde a falta de água é mais severa. "O Estado está praticamente estagnado", revela o também paraibano Frederico Fernandes, engenheiro do Ministério da Integração Nacional responsável pelos eixos norte e leste da transposição. Fernandes revela ainda que estão sendo adotados todos os procedimentos recomendados pelo Ibama para a redução do impactos no ecossistema da região. "Toda a obra segue rigorosamente o que determinam os estudos de impacto ambiental", informa.
Cerca de 20 programas de compensação sócio-ambiental fazem parte do projeto de revitalização e transposição do rio. Um dos mais importantes trata do deslocamento das famílias que moram nas áreas atingidas. Para a construção dos novos ramos do São Francisco estão sendo desapropriados moradores que vivem em área até 200 metros das margens dos dois leitos. Cerca de 780 famílias estão sendo transferidas para vilas rurais compostas por escolas e postos de saúde que estão sendo construídas em locais próximos dos centros de captação.
As famílias, que em sua maioria vivem do plantio de cebola, milho e feijão e da criação de cabras, receberão casas e um lote de meio hectare para continuar produzindo. Também faz parte dos projetos de compensação o pagamento pelo governo federal de uma bolsa mensal no valor de R$ 1,2 mil por família até que a produção se normalize.
Esperança é uma palavra que de uns tempos pra cá começou a fazer parte do vocabulário de Maria do Socorro dos Santos, 62. Ela acredita que a estrutura que as vilas rurais vão oferecer vai fazer muitas pessoas desistirem de abandonar o sertão. "Tem que melhorar e acredito que vai", deseja. Desconfiada, a filha, Maria Lindinauva dos Santos, 38, mãe de cinco filhos, já não tem tanta fé no futuro. "Até agora ninguém me garantiu que a gente vai ter água pra beber ou pra plantar. Mas tomara que dê certo", torce.
A comitiva presidencial visita hoje e amanhã trechos do canteiro de obras da transposição do Rio São Francisco, em Pernambuco, considerado um dos projetos mais ambiciosos da história do País. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva verá pontos de captação de água no lago de Itaparica, em Floresta (PE), que está sendo feito pelo Exército. Ele também percorrerá por terra e pelo ar algumas áreas onde já é possível visualizar o caminho que será percorrido pelas águas que abastecerão 12 milhões de brasileiros que vivem nas regiões mais castigadas pela seca.
Lula e ministros estiveram ontem em Buritizeiros (MG) e Xique-Xique (BA) para acompanhar obras de dragagem e controle da erosão do "Velho Chico", que fazem parte do projeto de revitalização proposto pelo governo.
"Nós achamos que é importante levar água e essa água ela vai perenizar alguns rios existentes e, ao mesmo tempo, vai manter os açudes num nível com água, para que a gente possa fomentar a pequena agricultura e a irrigação em muitos Estados da federação", disse Lula durante as visitas.
Idealizada desde os tempos de Dom Pedro II, a obra também é cercada de polêmica principalmente pelos impactos que poderá provocar no regime de chuvas, na fauna e flora da região, além de uma possível perda no volume do rio.
Orçada inicialmente em R$ 6 bilhões com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a transposição tem duas frentes de trabalho. O eixo norte começa com o ponto de captação em Cabrobó (PE) e acaba em o sertão do Ceará, percorrendo um total de 21 municípios. Este sistema é alimentado por seis estações de bombeamento distribuídas nos 426 quilômetros de extensão. Já o eixo leste, que deve ser entregue até dezembro do ano que vem, apresenta três estações de bombeamento espalhadas ao longo de 287 quilômetros entre Floresta (PE) e Monteiro (PB). O piso arenoso dos leitos leito que darão vazão à água do São Chico estão sendo impermeabilizados e receberão placas de concreto em sua base.
Faltando 12 meses para as eleições, a obra já transforma a paisagem da caatinga e do semi-árido nordestino. Caminhões, escavadeiras e perfuradores de rochas agora fazem parte do cenário junto com mais de 8,4 mil trabalhadores, entre operários, técnicos, engenheiros, além dos responsáveis pela logística médica e nutricional. "A maioria dos operários é da Paraíba, mas veio gente de Goiás, Minas Gerais, Paraná e até do Mato Grosso", revela o motorista de caminhão Emídio Alves, 50, de João Pessoa.
A Paraíba, aliás, é o Estado onde a falta de água é mais severa. "O Estado está praticamente estagnado", revela o também paraibano Frederico Fernandes, engenheiro do Ministério da Integração Nacional responsável pelos eixos norte e leste da transposição. Fernandes revela ainda que estão sendo adotados todos os procedimentos recomendados pelo Ibama para a redução do impactos no ecossistema da região. "Toda a obra segue rigorosamente o que determinam os estudos de impacto ambiental", informa.
Cerca de 20 programas de compensação sócio-ambiental fazem parte do projeto de revitalização e transposição do rio. Um dos mais importantes trata do deslocamento das famílias que moram nas áreas atingidas. Para a construção dos novos ramos do São Francisco estão sendo desapropriados moradores que vivem em área até 200 metros das margens dos dois leitos. Cerca de 780 famílias estão sendo transferidas para vilas rurais compostas por escolas e postos de saúde que estão sendo construídas em locais próximos dos centros de captação.
As famílias, que em sua maioria vivem do plantio de cebola, milho e feijão e da criação de cabras, receberão casas e um lote de meio hectare para continuar produzindo. Também faz parte dos projetos de compensação o pagamento pelo governo federal de uma bolsa mensal no valor de R$ 1,2 mil por família até que a produção se normalize.
Esperança é uma palavra que de uns tempos pra cá começou a fazer parte do vocabulário de Maria do Socorro dos Santos, 62. Ela acredita que a estrutura que as vilas rurais vão oferecer vai fazer muitas pessoas desistirem de abandonar o sertão. "Tem que melhorar e acredito que vai", deseja. Desconfiada, a filha, Maria Lindinauva dos Santos, 38, mãe de cinco filhos, já não tem tanta fé no futuro. "Até agora ninguém me garantiu que a gente vai ter água pra beber ou pra plantar. Mas tomara que dê certo", torce.
"Necessidade de fiscalização" foi motivo de visita às obras do São Francisco, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que é por "necessidade de reconhecimento e fiscalização" que está visitando as obras de transposição do Rio São Francisco.
A declaração é parte da entrevista que o presidente deu a emissoras de rádio em um acampamento no município pernambucano de Sertânia e foi divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência.
Lula está na região em companhia de dois potenciais pré-candidatos à sua sucessão - a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o deputado Ciro Gomes (PSB) - e do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.
"Esta visita nossa faz parte de uma fiscalização que o governo tem de ter", disse Lula. "Desde pequeno, a gente apreende que o porco engorda com os olhos do dono, porque, se o dono não estiver olhando, ele morre de magro. Essas obras são de tamanha importância para o Brasil que essa visita de fiscalização que estamos fazendo, de reconhecimento da obra, é uma necessidade. O Geddel tem feito isso sistematicamente. Eu é a primeira vez. A Dilma é a segunda viagem. E daqui para frente temos de fiscalizar ainda mais, porque temos que inaugurar uma parte da obra ainda em 2010."
Maratona de visitas
Lula iniciou na quarta-feira uma maratona de visitas às obras de transposição do São Francisco. A visita continua nesta quinta-feira. Pela manhã, o presidente deu entrevista a rádios da região e assistiu a uma apresentação de técnicos do Ministério da Integração Nacional sobre o projeto de transposição do São Francisco.
À tarde, o presidente estará em canteiros de obras nos municípios pernambucanos de Floresta e Cabrobó, onde passará a segunda noite da viagem. O retorno a Brasília está previsto para sexta-feira.
Obras
As obras de transposição das águas do Rio São Francisco consumiram até agora cerca de R$ 1 bilhão. O projeto total está orçado em R$ 6,9 bilhões. Lula pretende entregar ao final do seu mandato, em dezembro do próximo ano, 220 quilômetros de canais - cerca de 30% dos 722 quilômetros previstos nas obras.
Atualmente o projeto emprega 8.500 pessoas nos Estados da Bahia, de Pernambuco e da Paraíba. O consórcio de empreiteiras das obras recebe cerca de R$ 100 milhões por mês de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Lula visita obras de integração do São Francisco no interior de Pernambuco
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua a vistoriar nesta quinta-feira obras de integração do Rio São Francisco. Agora de manhã, no município de Arcoverde (PE), ele dá entrevista a rádios locais e assiste a uma apresentação do ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, sobre o andamento das obras dos dois canais (eixos leste e norte) que estão sendo construídos para integrar as águas do rio às bacias hidrográficas do Nordeste setentrional.
Ainda de manhã, Lula se encontra com trabalhadores e moradores da região. Depois (11h30), sobrevoa as obras do eixo leste, que levará água aos estados de Pernambuco e da Paraíba. Em seguida (12h30), visita a Barragem de Itaparica, próxima à cidade de Floresta (PE), onde vai conhecer o mirante e a estação de bombeamento.
No fim da tarde, a comitiva presidencial deixa Floresta com destino a Cabrobó, também no sertão pernambucano, onde dormirá. Na sexta-feira de manhã, Lula inspeciona as obras de concretagem do canal do eixo norte, que terá 426 quilômetros de extensão e levará água ao Ceará, à Paraíba e ao Rio Grande do Norte.
Ainda de manhã, Lula se encontra com trabalhadores e moradores da região. Depois (11h30), sobrevoa as obras do eixo leste, que levará água aos estados de Pernambuco e da Paraíba. Em seguida (12h30), visita a Barragem de Itaparica, próxima à cidade de Floresta (PE), onde vai conhecer o mirante e a estação de bombeamento.
No fim da tarde, a comitiva presidencial deixa Floresta com destino a Cabrobó, também no sertão pernambucano, onde dormirá. Na sexta-feira de manhã, Lula inspeciona as obras de concretagem do canal do eixo norte, que terá 426 quilômetros de extensão e levará água ao Ceará, à Paraíba e ao Rio Grande do Norte.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Ministro da Defesa visita obra de transposição do São Francisco em Floresta
O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, esteve na última quinta-feira (29) no município de Floresta, no Sertão de Pernambuco. Ele visitou as obras do projeto de transposição das águas do rio São Francisco.
À tarde, o ministro sobrevoou os primeiros quilômetros do eixo leste das obras. Depois ele aterrisou no 3º Batalhão de Engenharia de Construção de Picos (BEC) no Piauí, que é responsável pelo trecho. Lá ele viu uma maquete da transposição e ouviu explicações de engenheiros sobre a mudança dos cursos das águas capitadas no local.
O eixo leste terá 220 km de extensão e vai levar água represada do São Francisco no Lago de Itaparica, que seguirá em canais e barragens para irrigar o semi-árido de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
O orçamento total da obra, incluindo o eixo leste, é de cerca de R$ 6 bilhões. “É uma obra extraordinária, ainda mais quando você vê do helicóptero a aridez da região”, afirmou Nelson Jobim. “Vamos produzir uma grande recuperação econômica e social”.
O trabalho no eixo leste já foi parado várias vezes por determinação da justiça, atendendo a processos movidos por pessoas que são contra a transposição do Rio São Francisco, e que já fizeram, e fazem, manifestações contrárias às obras. Estas o Ministro chamou de “parados no tempo”.
“São pessoas que vivem no passado e têm uma desconfiança do futuro, sempre acham que as coisas que podem ser feitas vão dar errado, mas eles ficam para trás”, disse.
da Redação do pe360graus.com
À tarde, o ministro sobrevoou os primeiros quilômetros do eixo leste das obras. Depois ele aterrisou no 3º Batalhão de Engenharia de Construção de Picos (BEC) no Piauí, que é responsável pelo trecho. Lá ele viu uma maquete da transposição e ouviu explicações de engenheiros sobre a mudança dos cursos das águas capitadas no local.
O eixo leste terá 220 km de extensão e vai levar água represada do São Francisco no Lago de Itaparica, que seguirá em canais e barragens para irrigar o semi-árido de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
O orçamento total da obra, incluindo o eixo leste, é de cerca de R$ 6 bilhões. “É uma obra extraordinária, ainda mais quando você vê do helicóptero a aridez da região”, afirmou Nelson Jobim. “Vamos produzir uma grande recuperação econômica e social”.
O trabalho no eixo leste já foi parado várias vezes por determinação da justiça, atendendo a processos movidos por pessoas que são contra a transposição do Rio São Francisco, e que já fizeram, e fazem, manifestações contrárias às obras. Estas o Ministro chamou de “parados no tempo”.
“São pessoas que vivem no passado e têm uma desconfiança do futuro, sempre acham que as coisas que podem ser feitas vão dar errado, mas eles ficam para trás”, disse.
da Redação do pe360graus.com
Mais duas empresas deixam obras da transposição
O Ministério da Integração Nacional afirmou que as empresas LJA e a Ebisa, encarregadas de obras em um dos trechos da transposição do Rio São Francisco, desistiram do projeto. Segundo o ministério, o governo se negou a rever o valor do contrato e convocará as segundas colocadas na licitação para realizar as obras.Em novembro, a Camargo Corrêa havia desistido de outro trecho da transposição.Apesar de o ministério confirmar as informações publicadas ontem no jornal 'Valor Econômico' sobre a desistência, ele não deu maiores detalhes.As empresas ainda não teriam iniciado as obras, mas notícia publicada em maio de 2008 no site do ministério afirma que 'para a Construtora LJA foram liberados R$ 28 milhões'.
(Folha de S.Paulo)
(Folha de S.Paulo)
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Transposição: Lula quer entregar parte da obra em 2010
O governo diz que concluirá o eixo leste da transposição do São Francisco em outubro de 2010, no fim do mandato de Lula. Pelo cronograma, também será terminada parte do eixo norte, além de 18 barragens, nove aquedutos, três túneis e nove estações de bombeamento, que farão a água chegar às regiões mais altas.A intenção é tornar a obra, de R$ 5 bilhões, um projeto irreversível para o próximo governo, que, até outubro de 2012, concluiria mais 356 km do eixo norte, nove barragens, quatro aquedutos e dois túneis.Andamento das obrasCriticada por políticos, índios, religiosos e artistas, a transposição -que já gerou atos polêmicos, como as duas greves de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, e a paralisação das obras, derrubada pelo Supremo Tribunal Federal- tem ocorrido tranquilamente nos últimos meses.O Exército constrói sem maiores obstáculos os canais de aproximação, para captar água nas margens do São Francisco, e os primeiros reservatórios em Cabrobó e Floresta.(Folha de S.Paulo)
Um ano após, transposição é lenta em grandes trechos
Um ano e meio após ser iniciada, a obra da transposição do rio São Francisco, em trechos ao longo de sua rota, ainda se resume a estacas de madeira que, fincadas em meio à caatinga, marcam onde passarão os canais levando água a regiões secas. Por enquanto, carroças puxadas por jegues levam tambores com água barrenta a moradores dessa parte da obra. Eles têm antenas parabólicas e podem chamar a carroça por celular, no serviço "disque-jegue", mas enfrentam racionamento de água para beber.
Nos dois trechos onde haverá captação da água no rio, em Cabrobó e Floresta, no sertão pernambucano, desde junho de 2007 o Exército abre canais e constrói reservatórios. É a parte mais adiantada do projeto. Responsável pela transposição, uma das principais vitrines do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Ministério da Integração Nacional corre para substituir estacas por obras e entregar a maior parte do projeto em outubro de 2010, como previsto. O governo admite atrasos, mas diz que a construção será acelerada.As obras têm dois eixos: o norte, que parte de Cabrobó, com 426 km de extensão, e o leste, de Floresta, com 287 km.
Ao longo desses dois ramais, 1.998 áreas serão desapropriadas, mas as indenizações de 1.509 ainda não foram pagas -628 proprietários não têm sequer títulos de posse. Antes de pagar indenizações e avançar com a obra, é preciso regularizar as terras. Nesse processo, o governo já pagou R$ 30 milhões e deve desembolsar mais R$ 24,1 milhões.(Folha de S.Paulo)
Nos dois trechos onde haverá captação da água no rio, em Cabrobó e Floresta, no sertão pernambucano, desde junho de 2007 o Exército abre canais e constrói reservatórios. É a parte mais adiantada do projeto. Responsável pela transposição, uma das principais vitrines do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Ministério da Integração Nacional corre para substituir estacas por obras e entregar a maior parte do projeto em outubro de 2010, como previsto. O governo admite atrasos, mas diz que a construção será acelerada.As obras têm dois eixos: o norte, que parte de Cabrobó, com 426 km de extensão, e o leste, de Floresta, com 287 km.
Ao longo desses dois ramais, 1.998 áreas serão desapropriadas, mas as indenizações de 1.509 ainda não foram pagas -628 proprietários não têm sequer títulos de posse. Antes de pagar indenizações e avançar com a obra, é preciso regularizar as terras. Nesse processo, o governo já pagou R$ 30 milhões e deve desembolsar mais R$ 24,1 milhões.(Folha de S.Paulo)
domingo, 21 de dezembro de 2008
Biólogos salvam animais ameaçados pela transposição
Biólogos, veterinários, estudantes e professores da Universidade Federal do Vale do São Francisco seguem na dianteira da obra de transposição do Rio São Francisco. A missão é identificar e afugentar os animais e preservá-los e os que não conseguem fugir são recolhidos.
Os ambientalistas têm pressa, pois o barulho das moto-serras e o movimento das foices vêm logo atrás. “O papel da universidade é diminuir o impacto da obra em relação à natureza”, afirmou o professor da Universidade Vale São Francisco Luiz César Machado.
A obra que vem no rastro dos tratores é uma das maiores em andamento no país: a transposição do rio São Francisco está transformando a imensidão da terra seca. Máquinas pesadas abrem 800 quilômetros de dois canais gigantescos que irão levar a água do maior rio do Nordeste a quatro estados da região: Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
O projeto de R$ 4,5 bilhões está em ritmo acelerado com a chegada das empreiteiras. O número de trabalhadores irá triplicar: serão cinco mil até junho do ano que vem, um reforço para os militares do Exército que deram a arrancada.
O canal avança pela caatinga e árvores são derrubas para abrir passagem. Esse é um preço pago pela natureza: as árvores cortadas foram empilhadas, madeira a perder de vista.
Para compensar os estragos, foram elaborados planos ambientais que prevêem a recuperação de áreas degradadas. “Seguimos rigorosamente as especificações técnicas para minimizar os transtornos causados na região em conseqüência da obra”, disse o capitão Walfredo Galvão.
Para os ambientalistas, esta é uma oportunidade única de conhecer melhor a caatinga e salvar espécies de plantas e animais que estão no caminho de uma obra que não pára.
“Além de levar a água, não só para o ser humano, mas para as espécies de animais, para o gado, para ovinos e caprinos, ele é um projeto social e econômico também. Se o projeto conseguir atingir a sociedade, é um projeto que deu certo. Se não conseguir atingir a sociedade, é um projeto que não teve o objetivo contemplado”, disse Luiz César Machado.
Fonte: G1
Os ambientalistas têm pressa, pois o barulho das moto-serras e o movimento das foices vêm logo atrás. “O papel da universidade é diminuir o impacto da obra em relação à natureza”, afirmou o professor da Universidade Vale São Francisco Luiz César Machado.
A obra que vem no rastro dos tratores é uma das maiores em andamento no país: a transposição do rio São Francisco está transformando a imensidão da terra seca. Máquinas pesadas abrem 800 quilômetros de dois canais gigantescos que irão levar a água do maior rio do Nordeste a quatro estados da região: Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
O projeto de R$ 4,5 bilhões está em ritmo acelerado com a chegada das empreiteiras. O número de trabalhadores irá triplicar: serão cinco mil até junho do ano que vem, um reforço para os militares do Exército que deram a arrancada.
O canal avança pela caatinga e árvores são derrubas para abrir passagem. Esse é um preço pago pela natureza: as árvores cortadas foram empilhadas, madeira a perder de vista.
Para compensar os estragos, foram elaborados planos ambientais que prevêem a recuperação de áreas degradadas. “Seguimos rigorosamente as especificações técnicas para minimizar os transtornos causados na região em conseqüência da obra”, disse o capitão Walfredo Galvão.
Para os ambientalistas, esta é uma oportunidade única de conhecer melhor a caatinga e salvar espécies de plantas e animais que estão no caminho de uma obra que não pára.
“Além de levar a água, não só para o ser humano, mas para as espécies de animais, para o gado, para ovinos e caprinos, ele é um projeto social e econômico também. Se o projeto conseguir atingir a sociedade, é um projeto que deu certo. Se não conseguir atingir a sociedade, é um projeto que não teve o objetivo contemplado”, disse Luiz César Machado.
Fonte: G1
domingo, 30 de novembro de 2008
Obras de transposição do Rio São Francisco seguem ritmo acelerado no Sertão
As obras de transposição do Rio São Francisco estão em ritmo acelerado no Interior pernambucano. Os soldados do Eército não páam de trabalhar. Além deles, muitos moradores das áreas envolvidas também garantiram emprego com o projeto que promete levar água à região.
Um gigantesco canteiro de obras na imsensidão da terra seca. Só mesmo do alto é possível calcular a dimensão da obra às margens do Rio São Francisco, em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. Centenas de caminhões e máquinas pesadas transformam a Caatinga, na maior obra hídrica do país em andamento, que vai levar a água do rio mais importante da região a quatro estados nordestinos a um um custo de R$ 4,5 bilhões.
Toda a movimentação, entretanto, é a apenas o começo, ou seja, a parte inicial dos 800 quilômetros de canais que cortarão o Semi-árido. O projeto de transposição contará com dois eixos por onde passarão os canais. O eixo Norte terá 516 quilômetros de extensão. A captação será próximo à cidade de Cabrobó e vai percorrer o Sertão também da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
Já o eixo Leste, com 587 quilômetros de extensão, vai captar água na barragem de Itaparica, no município de Floresta, e seguirá até o Rio Paraíba. Um canal de 70 quilômetros levará água também à bacia do Rio Ipojuca, no Agreste de Pernambuco.
ESTRUTURA
Os canais têm 25 metros de largura por seis metros de profundidade e, com as margens, são 200 metros de um lado ao outro. Em alguns trechos, o vai e vem das máquinas é tão intenso que lembra o trânsito das cidades.
Três batalhões do Exército deram início aos trabalhos que agora serão acelerados com a chegada das empreiteiras. Atualmente, 1.200 homens tocam o projeto, mas esse número deve triplicar até julho do próximo ano.
Em sete meses, o motorista Marcelo Fontes conseguiu um emprego e até uma promoção. “Está representando muita coisa para a cidade, muita gente sendo empregada e muito bom para a gente”, avalia.
A primeira etapa do projeto deve ser concluída no final de 2009, com a barragem de Tucutu. Ao todo, serão 26 barragens nos dois canais. No meio do caminho, passa a BR-427, que leva a Petrolina e será elevada para que os dutos passem por baixo. Até o momento, pelo menos 60% dos trabalhadores da obra vêm de Cabrobó e região.
Sem despesas pendentes, a polêmica obra da transposição do Rio São Francisco vai preparando o terreno para levar a água do rio bem longe.
Fonte: PE 360 Graus
Um gigantesco canteiro de obras na imsensidão da terra seca. Só mesmo do alto é possível calcular a dimensão da obra às margens do Rio São Francisco, em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. Centenas de caminhões e máquinas pesadas transformam a Caatinga, na maior obra hídrica do país em andamento, que vai levar a água do rio mais importante da região a quatro estados nordestinos a um um custo de R$ 4,5 bilhões.
Toda a movimentação, entretanto, é a apenas o começo, ou seja, a parte inicial dos 800 quilômetros de canais que cortarão o Semi-árido. O projeto de transposição contará com dois eixos por onde passarão os canais. O eixo Norte terá 516 quilômetros de extensão. A captação será próximo à cidade de Cabrobó e vai percorrer o Sertão também da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
Já o eixo Leste, com 587 quilômetros de extensão, vai captar água na barragem de Itaparica, no município de Floresta, e seguirá até o Rio Paraíba. Um canal de 70 quilômetros levará água também à bacia do Rio Ipojuca, no Agreste de Pernambuco.
ESTRUTURA
Os canais têm 25 metros de largura por seis metros de profundidade e, com as margens, são 200 metros de um lado ao outro. Em alguns trechos, o vai e vem das máquinas é tão intenso que lembra o trânsito das cidades.
Três batalhões do Exército deram início aos trabalhos que agora serão acelerados com a chegada das empreiteiras. Atualmente, 1.200 homens tocam o projeto, mas esse número deve triplicar até julho do próximo ano.
Em sete meses, o motorista Marcelo Fontes conseguiu um emprego e até uma promoção. “Está representando muita coisa para a cidade, muita gente sendo empregada e muito bom para a gente”, avalia.
A primeira etapa do projeto deve ser concluída no final de 2009, com a barragem de Tucutu. Ao todo, serão 26 barragens nos dois canais. No meio do caminho, passa a BR-427, que leva a Petrolina e será elevada para que os dutos passem por baixo. Até o momento, pelo menos 60% dos trabalhadores da obra vêm de Cabrobó e região.
Sem despesas pendentes, a polêmica obra da transposição do Rio São Francisco vai preparando o terreno para levar a água do rio bem longe.
Fonte: PE 360 Graus
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Empresa explica parcialmente desistência da obra
Questionada sobre os motivos que levaram à desistência de tocar um dos trechos da obra de transposição do São Francisco, a construtora Camargo Corrêa se limitou a dizer, por meio de nota, que estava impossibilitada de executar o trabalho. Segundo a nota, a empresa venceu a licitação em maio do ano passado para executar o lote 9 por apresentar a melhor proposta. O preço cobrado, diz, estava '12% abaixo do previsto no orçamento básico constante no edital'. Em abril deste ano, a Camargo Corrêa foi chamada para assinatura do contrato, 'condicionada pelo TCU [Tribunal de Contas da União] a um desconto de mais 7%'. 'Após 120 dias, havendo a impossibilidade de se iniciar os serviços, a Camargo Corrêa se utilizou da prerrogativa, prevista na Lei de Licitações (8666/93), de solicitar a rescisão do contrato'.
A empresa não deixou claro, porém, quais os motivos que a impossibilitaram de assumir a obra. Segundo a assessoria da construtora, no entanto, tudo foi feito de acordo com a legislação e dentro dos prazos previstos, que permitem a desistência de uma das partes. Por isso, a Camargo Corrêa está discutindo administrativamente a aplicação da multa e apreensão das garantias. O projeto prevê a construção de 720 km de canais para levar a água do rio à região do semi-árido dos Estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.(Folha Online)
A empresa não deixou claro, porém, quais os motivos que a impossibilitaram de assumir a obra. Segundo a assessoria da construtora, no entanto, tudo foi feito de acordo com a legislação e dentro dos prazos previstos, que permitem a desistência de uma das partes. Por isso, a Camargo Corrêa está discutindo administrativamente a aplicação da multa e apreensão das garantias. O projeto prevê a construção de 720 km de canais para levar a água do rio à região do semi-árido dos Estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.(Folha Online)
Construtora desiste de obras no São Francisco
Em meio à crise que ameaça investimentos, sobretudo em grandes obras de infra-estrutura, a construtora Camargo Corrêa desistiu de participar de um dos maiores projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento): a transposição do rio São Francisco, orçada em R$ 6,8 bilhões incluindo projetos ambientais e de revitalização de áreas.
Vencedora de um trecho de 54 km da obra, a construtora pode perder quase R$ 23 milhões com a desistência. O governo já está chamando a segunda colocada, a Engesa, para o trabalho. Segundo a Folha apurou, após embate entre o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e a empresa, que pedia revisão do preço acertado, o governo considerou haver quebra de contrato.
Com isso, decidiu multar a empresa em R$ 1,6 milhão e quer reter R$ 21 milhões em garantias apresentadas pela Camargo quando ganhou a licitação. 'Fizemos o que determina a lei. Aplicamos a multa, e a segunda colocada na licitação já está sendo mobilizada.'(Folha Online)
Vencedora de um trecho de 54 km da obra, a construtora pode perder quase R$ 23 milhões com a desistência. O governo já está chamando a segunda colocada, a Engesa, para o trabalho. Segundo a Folha apurou, após embate entre o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e a empresa, que pedia revisão do preço acertado, o governo considerou haver quebra de contrato.
Com isso, decidiu multar a empresa em R$ 1,6 milhão e quer reter R$ 21 milhões em garantias apresentadas pela Camargo quando ganhou a licitação. 'Fizemos o que determina a lei. Aplicamos a multa, e a segunda colocada na licitação já está sendo mobilizada.'(Folha Online)
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Bispo que combate transposição tem prêmio internacional
O bispo de Barra (BA), d. Luiz Flávio Cappio, que por duas vezes fez greve de fome contra a transposição do rio São Francisco, recebeu no último sábado, em Sobradinho (BA), o Prêmio pela Paz, concedido pela Pax Christi Internacional.
Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ele recebeu o prêmio pelo trabalho de luta em favor dos menos favorecidos, pela preservação da vida e das comunidades ribeirinhas do rio São Francisco.
No mesmo dia, em Sobradinho, romeiros, representantes de entidades e movimentos sociais, pastorais e religiosos, participantes da 5ª Romaria das Águas, permaneceram na Capela de São Francisco em jejum, reflexão e oração.
"Esta é uma resposta concreta de solidariedade e de intensificar a luta em defesa do São Francisco e de tantas outras no Brasil. É uma alegria voltar à cidade e relembrar todos os momentos de fé e luta que passamos aqui no ano passado. E ao mesmo tempo de tristeza, por saber que os problemas sociais e com a água continuam. Nunca se produziu tanto alimento, e nunca se passou tanta fome e sede no mundo. O nosso grito é pela vida, pelo sagrado direito das pessoas se alimentarem e de ter acesso à água para beber e viver. Nesta Romaria e com o Jejum confirmamos a nossa luta", afirmou d. Cappio.
Fonte: Folha On Line
Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ele recebeu o prêmio pelo trabalho de luta em favor dos menos favorecidos, pela preservação da vida e das comunidades ribeirinhas do rio São Francisco.
No mesmo dia, em Sobradinho, romeiros, representantes de entidades e movimentos sociais, pastorais e religiosos, participantes da 5ª Romaria das Águas, permaneceram na Capela de São Francisco em jejum, reflexão e oração.
"Esta é uma resposta concreta de solidariedade e de intensificar a luta em defesa do São Francisco e de tantas outras no Brasil. É uma alegria voltar à cidade e relembrar todos os momentos de fé e luta que passamos aqui no ano passado. E ao mesmo tempo de tristeza, por saber que os problemas sociais e com a água continuam. Nunca se produziu tanto alimento, e nunca se passou tanta fome e sede no mundo. O nosso grito é pela vida, pelo sagrado direito das pessoas se alimentarem e de ter acesso à água para beber e viver. Nesta Romaria e com o Jejum confirmamos a nossa luta", afirmou d. Cappio.
Fonte: Folha On Line
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Margens do São Francisco vão ganhar 200 mil mudas até o fim do ano

Margens do São Francisco vão ganhar 200 mil mudas até o fim do ano
As mudas são distribuídas para a população e foram multiplicadas por técnicos do Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia, em Petrolina. A partir da coleta, multiplicação e implantação de espécies nativas na mata ciliar às margens do Rio São Francisco, será recuperada a flora e a fauna da região, ajudando a preservar o “Velho Chico”, como é popularmente conhecido um dos mais importantes rios do país.
O projeto Recomposição da cobertura vegetal de nascentes, margens e áreas degradadas nas sub-bacias e bacias hidrográficas do Rio São Francisco foi criado e coordenado pela Embrapa em parceria com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e o Fundo de Desenvolvimento da Região (Funder), e o apoio da Embrapa Semi-Árido.
O trabalho já vem sendo feito desde outubro de 2007 e a meta é o plantio de 200 mil mudas de espécies nativas da região às margens do São Francisco até o final deste ano. O cultivo da consciência ambiental está entre os focos da ação organizada pela Empresa, ao lado do objetivo prático de promover a recomposição da cobertura vegetal de nascentes e margens do rio.
Fonte: Nordeste Rural
domingo, 31 de agosto de 2008
Transposição do São Francisco - Vencedoras da licitação dos lotes 3 e 4 do Projeto São Francisco são contratadas
Vencedoras da licitação dos lotes 3 e 4 do Projeto São Francisco são contratadas
Brasília – Já foram contratadas as empresas que realizarão as obras civis dos lotes 3 e 4 do Projeto de Integração da rio do São Francisco às Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional. A empresa Encalso é a vencedora desses lotes e será responsável, entre outras obras, pela construção de canais revestidos em concreto, túneis e barragem, inclusive hidrelétricas.
Segundo o diretor de projetos estratégicos do Ministério da Integração Nacional, Francisco Campos Abreu, o primeiro lote já possui as ordens de serviço e a previsão é de que sejam assinadas as dos lotes 2, 3, 4, 5 e 6 até o final de agosto deste ano. "Logo após a assinatura é feita a mobilização e, depois, vão instalar o canteiro de obras. Entre a mobilização e a instalação do canteiro de obras, será cerca de um mês e meio", explica o diretor.
Os lotes 5 e 6 já foram licitados, com publicação dos resultados no Diário Oficial da União (DOU) no final do mês de julho. No quinto lote serão investidos R$ 161,8 milhões e o vencedor foi o consórcio Encalso/Conpav/Arvek/Record. O sexto lote será no valor de R$ 223,4 milhões, com o consórcio EIT/Delta/Getel como vencedor.
O Projeto São Francisco é o mais importante projeto de infra-estrutura hídrica do governo federal. A obra prevê a construção de dois canais, os eixos Norte e Leste, que levarão água para os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará.
Para o Eixo Leste, que beneficiará os Estados da Paraíba e Pernambuco, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê entre 2007 e 2010 R$ 1,91 bilhão. Este eixo terá a extensão de 220 km. O Batalhão de Engenharia do Exército já executou 16 % do canal de aproximação de 5,8 km e 55 % da Barragem de Areias.
O Eixo Norte atenderá os Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte e tem garantido pelo PAC (2007-2010) R$ 2,89 bilhões. Serão 402 km de canal, englobando também a construção de canal (trecho V), estações de bombeamento, reservatórios, túneis e aquedutos. O Batalhão de Engenharia do Exército já executou 24,7 % do canal de aproximação de 2,1 km e 32,2% da Barragem de Tucutu.
O Eixo Leste abrange os lotes 9 a 13 e tem previsão de conclusão até setembro de 2010. O eixo norte compreende os lotes 1 a 7. Os lotes 1 e 2 serão concluídos até 2010. Já os lotes 3, 4, 5, 6 e 7 só devem ser finalizados em 2011.
Para a realização das obras do Projeto São Francisco, serão implantados 36 Programas Básicos Ambientais (PBAs), que visam a eliminação, minimização e controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação do empreendimento. No PAC está previsto o total de R$ 226 milhões para o atendimento desses programas.
Fonte: Ministério da Integração.
Link. http://www.mi.gov.br/saofrancisco/noticias/noticia.asp?id=3640
Brasília – Já foram contratadas as empresas que realizarão as obras civis dos lotes 3 e 4 do Projeto de Integração da rio do São Francisco às Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional. A empresa Encalso é a vencedora desses lotes e será responsável, entre outras obras, pela construção de canais revestidos em concreto, túneis e barragem, inclusive hidrelétricas.
Segundo o diretor de projetos estratégicos do Ministério da Integração Nacional, Francisco Campos Abreu, o primeiro lote já possui as ordens de serviço e a previsão é de que sejam assinadas as dos lotes 2, 3, 4, 5 e 6 até o final de agosto deste ano. "Logo após a assinatura é feita a mobilização e, depois, vão instalar o canteiro de obras. Entre a mobilização e a instalação do canteiro de obras, será cerca de um mês e meio", explica o diretor.
Os lotes 5 e 6 já foram licitados, com publicação dos resultados no Diário Oficial da União (DOU) no final do mês de julho. No quinto lote serão investidos R$ 161,8 milhões e o vencedor foi o consórcio Encalso/Conpav/Arvek/Record. O sexto lote será no valor de R$ 223,4 milhões, com o consórcio EIT/Delta/Getel como vencedor.
O Projeto São Francisco é o mais importante projeto de infra-estrutura hídrica do governo federal. A obra prevê a construção de dois canais, os eixos Norte e Leste, que levarão água para os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará.
Para o Eixo Leste, que beneficiará os Estados da Paraíba e Pernambuco, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê entre 2007 e 2010 R$ 1,91 bilhão. Este eixo terá a extensão de 220 km. O Batalhão de Engenharia do Exército já executou 16 % do canal de aproximação de 5,8 km e 55 % da Barragem de Areias.
O Eixo Norte atenderá os Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte e tem garantido pelo PAC (2007-2010) R$ 2,89 bilhões. Serão 402 km de canal, englobando também a construção de canal (trecho V), estações de bombeamento, reservatórios, túneis e aquedutos. O Batalhão de Engenharia do Exército já executou 24,7 % do canal de aproximação de 2,1 km e 32,2% da Barragem de Tucutu.
O Eixo Leste abrange os lotes 9 a 13 e tem previsão de conclusão até setembro de 2010. O eixo norte compreende os lotes 1 a 7. Os lotes 1 e 2 serão concluídos até 2010. Já os lotes 3, 4, 5, 6 e 7 só devem ser finalizados em 2011.
Para a realização das obras do Projeto São Francisco, serão implantados 36 Programas Básicos Ambientais (PBAs), que visam a eliminação, minimização e controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação do empreendimento. No PAC está previsto o total de R$ 226 milhões para o atendimento desses programas.
Fonte: Ministério da Integração.
Link. http://www.mi.gov.br/saofrancisco/noticias/noticia.asp?id=3640
terça-feira, 29 de julho de 2008
Superpopulação preocupa prefeito
Reportagem feita pelo Jornal Folha de Pernambuco 28/07/2008
O início das obras em Floresta preocupa o prefeito Augusto Ferraz. Segundo ele, o município não está preparado para receber cerca de 5 mil operários - que vão se somar aos 28 mil moradores. “É uma satisfação pelas obras, pois será importante para Floresta. Mas nosso sistema de atendimento é precário”, disse. Em Floresta, há apenas um hospital e uma central de atendimento.
A preocupação do prefeito, porém, não recai sobre os militares, já que o 3° Batalhão de Engenharia de Construção do Exército (BEC) tem sua própria estrutura. “Além da saúde, precisamos de apoio em assistência social e educação”, explicou.
As atuais atividades feitas para receber o projeto de transposição são de saneamento básico. Estão em curso obras de R$ 4,7 milhões, oriundos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A prefeitura ainda aguarda R$ 2,4 milhões que devem ser liberados após as eleições.
De acordo com o diretor de Projetos Estratégicos do Ministério da Integração, Francisco Abreu, o mesmo que está acontecendo em Cabrobó acontecerá em Floresta. “Empresas de vestuário e alimentação estão nos procurando para se instalar aqui”, avaliou o prefeito de Cabrobó, Eudes Cavalvanti. Obras de saneamento também estão em andamento na cidade, no valor de R$ 6,4 milhões do Ministério da Integração. A prefeitura ainda aguarda R$ 5,5 milhões da Codevasf.
O início das obras em Floresta preocupa o prefeito Augusto Ferraz. Segundo ele, o município não está preparado para receber cerca de 5 mil operários - que vão se somar aos 28 mil moradores. “É uma satisfação pelas obras, pois será importante para Floresta. Mas nosso sistema de atendimento é precário”, disse. Em Floresta, há apenas um hospital e uma central de atendimento.
A preocupação do prefeito, porém, não recai sobre os militares, já que o 3° Batalhão de Engenharia de Construção do Exército (BEC) tem sua própria estrutura. “Além da saúde, precisamos de apoio em assistência social e educação”, explicou.
As atuais atividades feitas para receber o projeto de transposição são de saneamento básico. Estão em curso obras de R$ 4,7 milhões, oriundos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A prefeitura ainda aguarda R$ 2,4 milhões que devem ser liberados após as eleições.
De acordo com o diretor de Projetos Estratégicos do Ministério da Integração, Francisco Abreu, o mesmo que está acontecendo em Cabrobó acontecerá em Floresta. “Empresas de vestuário e alimentação estão nos procurando para se instalar aqui”, avaliou o prefeito de Cabrobó, Eudes Cavalvanti. Obras de saneamento também estão em andamento na cidade, no valor de R$ 6,4 milhões do Ministério da Integração. A prefeitura ainda aguarda R$ 5,5 milhões da Codevasf.
Oportunidade para mão-de-obra local

Reportagem feita pelo Jornal Folha de Pernambuco
Por: RAFAELA AGUIAR
O projeto de transposição do rio São Francisco pretende aproveitar ao máximo a mão-de-obra local. O Exército realizou concursos para a contratação de civis e lançou licitações para a contratação de empresas terceirizadas, que também aproveitaram alguns trabalhadores da região. As empreiteiras instalaram escritórios de apoio para o recebimento de currículos nas respectivas cidades onde se instalarão. Em Cabrobó, já que em Floresta ainda não estão atuando, as empresas privadas contrataram 344 pessoas, sendo a maioria moradoras da cidade.
No meio de tratores e caminhões, em Floresta, o chefe de campo Francisco Pedro da Silva se destaca no meio de tantos militares fardados. O trabalhador, que mora em Petrolândia, foi um dos aprovados no concurso feito pelo 3° Batalhão de Engenharia de Construção do Exército (BEC) há oito meses. Silva pediu licença do seu cargo na prefeitura daquele município para trabalhar nas obras. Seu salário passou de R$ 684 para R$ 2.073. “Já consegui reformar minha casa e comprei um terreno em Petrolândia”, comemorou. A experiência em obras há mais de 20 anos contou no momento da seleção. Hoje, Silva é o “comandante” no canteiro de obras, ficando responsável por todas as máquinas.
O morador da Vila Mãe Rosa, em Cabrobó, Paulo Roberto da Silva também abandonou a roça e incrementou sua renda. Ele começou a trabalhar nas obras do Eixo Norte como ajudante de paiol com os militares por um mês. Devido ao excelente trabalho, conseguiu ser contratado por uma empresa terceirizada pelo Exército para trabalhar em uma britadeira. “Com carteira assinada é melhor. Meu salário chega a R$ 850 com extras. Na roça, não ganhava isso”, comparou Silva.
Não foi só no canteiro de obras que os nativos de Cabrobó conseguiram empregos. Josemir Cordeiro da Silva Santos, que trabalhava com informática na cidade, conseguiu uma vaga como auxiliar administrativo na empresa de supervisão das obras. “O salário aumentou 100%, mas não aceitei pelo dinheiro. Quero aprender e conhecer outras áreas. Temos contatos com muitos engenheiros”, justificou o trabalhador.
De acordo com a supervisora ambiental do Lote 1 da Sondotécnica, Márcia Gondim, a dificuldade maior é para conseguir profissionais de níveis mais técnicos. “Trazer do Recife é difícil. Em Juazeiro (BA), estão abrindo cursos técnicos de Segurança. Quando o consórcio (Águas do São Francisco) passar para o Lote 2, tende a aumentar (o número de cursos)”, explicou. As pessoas ainda estão procurando vagas, por isso o consórcio e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município estão fazendo um banco de dados.
Fonte: Folha de Pernambuco
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