A diocese de Floresta (PE) promove, no dia 5, a Caminhada pela Paz que terá como tema: “A paz começa na Família e na Escola para chegar à sociedade”. O evento será realizado em parceria com escolas públicas e privadas, Igrejas cristãs, entidades governamentais e não governamentais. Segundo os organizadores, essa parceria visa expressar o objetivo comum que é a garantia de segurança pública, a presença contínua do poder judiciário em todo o território e a educação voltada especialmente para a cultura de paz e respeito à dignidade humana.
A caminhada, que é realizada desde os anos 90, terá início às 14h no acesso a cidade de Floresta, e será finalizada com uma celebração ecumênica, na Praça Antônio Ferraz Boiadeiro, no centro da cidade, que contará com a participação do bispo de Afogados da Ingazeira (PE), dom Egídio Bisol.
Fonte: CNBB
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domingo, 5 de setembro de 2010
Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra
Floresta sediará hoje o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra. O movimento realizado pela Diocese de Floresta, acontecerá concomitante com a caminhada pela paz.
o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra irá consultar a população brasileira sobre o tema entre os dias 01 e 07 de setembro, na Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos. Pelo direito à terra e à soberania alimentar: vamos às urnas mostrar nosso poder popular! A participação popular é um direito do povo, pois ela está na essência do conceito de Estado Democrático de Direito. Ela pode ser exercida pela via indireta, quando se elege pelo voto representantes que exercem o poder político em nome do povo, ou pela via direta, quando a sociedade se manifesta diretamente sobre temas relevantes para o país, por meio de plebiscitos, referendos ou iniciativa popular.
De 01 a 07 de setembro
Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra
Você concorda que o limite das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade?
Sim, eu concordo.
Não, eu não concordo.
Não sei.
A caminhada pela paz é movimento realizado há mais de 10 anos pela Diocese de Floresta. Movimento internerante, este ano a caminhada será realizada em Floresta.
o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra irá consultar a população brasileira sobre o tema entre os dias 01 e 07 de setembro, na Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos. Pelo direito à terra e à soberania alimentar: vamos às urnas mostrar nosso poder popular! A participação popular é um direito do povo, pois ela está na essência do conceito de Estado Democrático de Direito. Ela pode ser exercida pela via indireta, quando se elege pelo voto representantes que exercem o poder político em nome do povo, ou pela via direta, quando a sociedade se manifesta diretamente sobre temas relevantes para o país, por meio de plebiscitos, referendos ou iniciativa popular.
De 01 a 07 de setembro
Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra
Você concorda que o limite das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade?
Sim, eu concordo.
Não, eu não concordo.
Não sei.
A caminhada pela paz é movimento realizado há mais de 10 anos pela Diocese de Floresta. Movimento internerante, este ano a caminhada será realizada em Floresta.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Criada a Diocese de Salgueiro
Cidade do Vaticano, 16 jun (RV) - Hoje o Papa anunciou a criação de uma nova Diocese no Brasil: no estado de Pernambuco, foi desmembrada a Diocese de Petrolina e Floresta (sufragânea da Igreja Metropolitana de Olinda e Recife), e criada a Diocese de Salgueiro (Brasil).
A nova Diocese de Salgueiro tem 439.418 habitantes, dos quais 351.534 católicos. Pode contar 14 sacerdotes, 28 seminaristas, 6 religiosos e 16 religiosas, no trabalho pastoral em 17 paróquias.
Salgueiro engloba as cidades de Araripina, Bodocó, Cabrobó, Cedro, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Serrita, Terra Nova, Trindade, Verdejante.
Com Salgueiro, temos também um novo Bispo: é o Pe. Magnus Henrique Lopes, Franciscano Capuchinho, até agora Vigário conventual e ecônomo do Convento “Santo Antônio” em Natal, RN.
Ele nasceu em 1965, em Mossoró, RN. Estudou Filosofia em Recife, Teologia em Olinda, Psicologia em Maceió e Teologia moral em Roma. Foi ordenado sacerdote em 1996 e desde então, tem ocupado vários cargos entre Alagoas e Rio Grande do Norte.
A nova Diocese de Salgueiro tem 439.418 habitantes, dos quais 351.534 católicos. Pode contar 14 sacerdotes, 28 seminaristas, 6 religiosos e 16 religiosas, no trabalho pastoral em 17 paróquias.
Salgueiro engloba as cidades de Araripina, Bodocó, Cabrobó, Cedro, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Serrita, Terra Nova, Trindade, Verdejante.
Com Salgueiro, temos também um novo Bispo: é o Pe. Magnus Henrique Lopes, Franciscano Capuchinho, até agora Vigário conventual e ecônomo do Convento “Santo Antônio” em Natal, RN.
Ele nasceu em 1965, em Mossoró, RN. Estudou Filosofia em Recife, Teologia em Olinda, Psicologia em Maceió e Teologia moral em Roma. Foi ordenado sacerdote em 1996 e desde então, tem ocupado vários cargos entre Alagoas e Rio Grande do Norte.
domingo, 9 de maio de 2010
Bispo de Floresta fala sobre as CEBs na assembleia CNBB
Dom Adriano falou sobre as CEBs e explicou que elas ajudam as pessoas a viverem sua fé de uma forma mais organizada, diante da reflexão da Palavra de Deus e que, justamente por serem enraizadas nas comunidades, elas estão empenhadas em transformar as realidades do país.
O prelado espera que, com o debate na assembleia, possa ser dado um novo impulso às CEBs, como aconteceu no Intereclesial de Rondônia no ano passado.
O prelado espera que, com o debate na assembleia, possa ser dado um novo impulso às CEBs, como aconteceu no Intereclesial de Rondônia no ano passado.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
CNBB lança campanha focalizando a segurança pública

Pela primeira vez o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, sediou o lançamento nacional da Campanha da Fraternidade, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Tradição entre os católicos a campanha é realizada desde a década de 60, sempre durante a quaresma, e o tema deste ano é Fraternidade e Segurança Pública. A missa das 9 horas foi celebrada por d. Raimundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e também pelo secretário-geral da CNBB, d. Dimas Lara Barbosa.
Além de sensibilizar a sociedade a buscar a paz, a campanha deste ano também vai denunciar crimes contra a ética e a gestão pública, criticar a imunidade parlamentar para crimes comuns e propor um novo modelo de Justiça com aplicação de mais penas alternativas. As ações e debates serão realizados em dioceses e paróquias do Brasil durante as missas e também em encontro de grupos de pastorais. (Agência Estado)
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Nossa Senhora da Saúde
Os moradores de Tacaratu, no Sertão de Pernambuco, participam, até o dia 2 de fevereiro, da festa de Nossa Senhora da Saúde. Os índios Pankararu também são devotos da santa e incluíram a missa, celebrada na Igreja Matriz, no ritual sagrado da tribo.
O município de Tacaratu fica na serra do Moxotó, a 450 quilômetros do Recife. Com pouco mais de 20 mil habitantes, a região, que já foi grande produtora de feijão, tem hoje como principal economia o artesanato.
Lá vivem os índios da tribo Pankararu. São mais de seis mil divididos em 90 povoados. Na aldeia, embaixo de um juazeiro, eles ensaiaram o toré para os rituais sagrados em homenagem a uma santa. “Nós índios pankararu sabemos que Nossa Senhora é mãe de Jesus, então está numa escala religiosa bem alta”, afirmou o cacique José Alto.
O domingo (25) foi um dia especial: o toré foi cantado dentro de uma igreja católica. À noite, eles trouxeram as roupas sagradas para a cidade. O ritual começa no galpão de uma casa, lugar chamado de poró, onde os índios evocam as forças espirituais.
Neste local, só os homens que participam do ritual são autorizados a entrar. “As pessoas só vão sabem o que a gente fez ali quando a gente sair”, explica o índio pankararu Antônio de Oliveira.
As mulheres ficam do lado de fora. Depois do ritual, os pankararu fazem uma procissão, em silêncio, até a igreja. O barulho é apenas o das flautas e chocalhos. Nas roupas feitas com croá, uma planta típica do sertão, os índios carregam símbolos católicos.
Na igreja, são eles que levam a imagem da santa até o altar. A chegada é marcada pelo toré, o canto sagrado.
HISTÓRIAA fé dos pankararu em nossa senhora da saúde começou com a chegada dos primeiros missionários europeus que vieram catequizar os índios da região. Em 1752 já existia na aldeia, uma capela em homenagem à santa.
O padre Alberto Riani explica que a religião já faz parte da cultura indígena. “Já está na história deles, de lá para cá aconteceu essa mistura”.
No altar, índio e homem branco cantam juntos. No fim da missa, os pankararu repetem o toré, agora, na frente da igreja. É a última homenagem à santa portuguesa, padroeira dos índios e dos moradores de Tacaratu.
da Redação do pe360graus.com
O município de Tacaratu fica na serra do Moxotó, a 450 quilômetros do Recife. Com pouco mais de 20 mil habitantes, a região, que já foi grande produtora de feijão, tem hoje como principal economia o artesanato.
Lá vivem os índios da tribo Pankararu. São mais de seis mil divididos em 90 povoados. Na aldeia, embaixo de um juazeiro, eles ensaiaram o toré para os rituais sagrados em homenagem a uma santa. “Nós índios pankararu sabemos que Nossa Senhora é mãe de Jesus, então está numa escala religiosa bem alta”, afirmou o cacique José Alto.
O domingo (25) foi um dia especial: o toré foi cantado dentro de uma igreja católica. À noite, eles trouxeram as roupas sagradas para a cidade. O ritual começa no galpão de uma casa, lugar chamado de poró, onde os índios evocam as forças espirituais.
Neste local, só os homens que participam do ritual são autorizados a entrar. “As pessoas só vão sabem o que a gente fez ali quando a gente sair”, explica o índio pankararu Antônio de Oliveira.
As mulheres ficam do lado de fora. Depois do ritual, os pankararu fazem uma procissão, em silêncio, até a igreja. O barulho é apenas o das flautas e chocalhos. Nas roupas feitas com croá, uma planta típica do sertão, os índios carregam símbolos católicos.
Na igreja, são eles que levam a imagem da santa até o altar. A chegada é marcada pelo toré, o canto sagrado.
HISTÓRIAA fé dos pankararu em nossa senhora da saúde começou com a chegada dos primeiros missionários europeus que vieram catequizar os índios da região. Em 1752 já existia na aldeia, uma capela em homenagem à santa.
O padre Alberto Riani explica que a religião já faz parte da cultura indígena. “Já está na história deles, de lá para cá aconteceu essa mistura”.
No altar, índio e homem branco cantam juntos. No fim da missa, os pankararu repetem o toré, agora, na frente da igreja. É a última homenagem à santa portuguesa, padroeira dos índios e dos moradores de Tacaratu.
da Redação do pe360graus.com
Índios pankararu celebram ritual para Nossa Senhora da Saúde
Os moradores de Tacaratu, no Sertão de Pernambuco, participam, até o dia 2 de fevereiro, da festa de Nossa Senhora da Saúde. Os índios Pankararu também são devotos da santa e incluíram a missa, celebrada na Igreja Matriz, no ritual sagrado da tribo.
O município de Tacaratu fica na serra do Moxotó, a 450 quilômetros do Recife. Com pouco mais de 20 mil habitantes, a região, que já foi grande produtora de feijão, tem hoje como principal economia o artesanato.
Lá vivem os índios da tribo Pankararu. São mais de seis mil divididos em 90 povoados. Na aldeia, embaixo de um juazeiro, eles ensaiaram o toré para os rituais sagrados em homenagem a uma santa. “Nós índios pankararu sabemos que Nossa Senhora é mãe de Jesus, então está numa escala religiosa bem alta”, afirmou o cacique José Alto.
O domingo (25) foi um dia especial: o toré foi cantado dentro de uma igreja católica. À noite, eles trouxeram as roupas sagradas para a cidade. O ritual começa no galpão de uma casa, lugar chamado de poró, onde os índios evocam as forças espirituais.
Neste local, só os homens que participam do ritual são autorizados a entrar. “As pessoas só vão sabem o que a gente fez ali quando a gente sair”, explica o índio pankararu Antônio de Oliveira.
As mulheres ficam do lado de fora. Depois do ritual, os pankararu fazem uma procissão, em silêncio, até a igreja. O barulho é apenas o das flautas e chocalhos. Nas roupas feitas com croá, uma planta típica do sertão, os índios carregam símbolos católicos.
Na igreja, são eles que levam a imagem da santa até o altar. A chegada é marcada pelo toré, o canto sagrado.
HISTÓRIAA fé dos pankararu em nossa senhora da saúde começou com a chegada dos primeiros missionários europeus que vieram catequizar os índios da região. Em 1752 já existia na aldeia, uma capela em homenagem à santa.
O padre Alberto Riani explica que a religião já faz parte da cultura indígena. “Já está na história deles, de lá para cá aconteceu essa mistura”.
No altar, índio e homem branco cantam juntos. No fim da missa, os pankararu repetem o toré, agora, na frente da igreja. É a última homenagem à santa portuguesa, padroeira dos índios e dos moradores de Tacaratu.
da Redação do pe360graus.com
O município de Tacaratu fica na serra do Moxotó, a 450 quilômetros do Recife. Com pouco mais de 20 mil habitantes, a região, que já foi grande produtora de feijão, tem hoje como principal economia o artesanato.
Lá vivem os índios da tribo Pankararu. São mais de seis mil divididos em 90 povoados. Na aldeia, embaixo de um juazeiro, eles ensaiaram o toré para os rituais sagrados em homenagem a uma santa. “Nós índios pankararu sabemos que Nossa Senhora é mãe de Jesus, então está numa escala religiosa bem alta”, afirmou o cacique José Alto.
O domingo (25) foi um dia especial: o toré foi cantado dentro de uma igreja católica. À noite, eles trouxeram as roupas sagradas para a cidade. O ritual começa no galpão de uma casa, lugar chamado de poró, onde os índios evocam as forças espirituais.
Neste local, só os homens que participam do ritual são autorizados a entrar. “As pessoas só vão sabem o que a gente fez ali quando a gente sair”, explica o índio pankararu Antônio de Oliveira.
As mulheres ficam do lado de fora. Depois do ritual, os pankararu fazem uma procissão, em silêncio, até a igreja. O barulho é apenas o das flautas e chocalhos. Nas roupas feitas com croá, uma planta típica do sertão, os índios carregam símbolos católicos.
Na igreja, são eles que levam a imagem da santa até o altar. A chegada é marcada pelo toré, o canto sagrado.
HISTÓRIAA fé dos pankararu em nossa senhora da saúde começou com a chegada dos primeiros missionários europeus que vieram catequizar os índios da região. Em 1752 já existia na aldeia, uma capela em homenagem à santa.
O padre Alberto Riani explica que a religião já faz parte da cultura indígena. “Já está na história deles, de lá para cá aconteceu essa mistura”.
No altar, índio e homem branco cantam juntos. No fim da missa, os pankararu repetem o toré, agora, na frente da igreja. É a última homenagem à santa portuguesa, padroeira dos índios e dos moradores de Tacaratu.
da Redação do pe360graus.com
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
CNBB combate política do "rouba, mas faz" e "tudo acaba em pizza"
Da Folha Online
A indiferença em relação à corrupção na política, expressada em enunciados como "rouba, mas faz" ou "tudo acaba em pizza", será alvo da Campanha da Fraternidade de 2009, segundo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), instituição da Igreja Católica.Realizada desde 1964 pela CNBB na Quaresma (período de 40 dias que antecede a Páscoa), a campanha deste ano terá como tema segurança pública, mas também abordará assuntos de ética na política. As discussões nas reuniões e celebrações da campanha, que ocorrem em igrejas, escolas e casas, poderão impulsionar um movimento de coleta de assinaturas para criar uma lei que visa barrar candidaturas de políticos com ocorrências na Justiça. A CNBB é uma das coordenadoras de um grupo de entidades que busca obter 1,5 milhão de assinaturas com o objetivo de apresentar um projeto de lei ao Congresso contra a participação dos "ficha-suja" nas eleições. Cerca de 700 mil pessoas já subscreverem a proposta de lei, segundo a CNBB. Leia mais
A indiferença em relação à corrupção na política, expressada em enunciados como "rouba, mas faz" ou "tudo acaba em pizza", será alvo da Campanha da Fraternidade de 2009, segundo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), instituição da Igreja Católica.Realizada desde 1964 pela CNBB na Quaresma (período de 40 dias que antecede a Páscoa), a campanha deste ano terá como tema segurança pública, mas também abordará assuntos de ética na política. As discussões nas reuniões e celebrações da campanha, que ocorrem em igrejas, escolas e casas, poderão impulsionar um movimento de coleta de assinaturas para criar uma lei que visa barrar candidaturas de políticos com ocorrências na Justiça. A CNBB é uma das coordenadoras de um grupo de entidades que busca obter 1,5 milhão de assinaturas com o objetivo de apresentar um projeto de lei ao Congresso contra a participação dos "ficha-suja" nas eleições. Cerca de 700 mil pessoas já subscreverem a proposta de lei, segundo a CNBB. Leia mais
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
MORRE EM RECIFE PADRE MAIS IDOSO DO MUNDO
Morreu no final da manhã desta quarta-feira (19), no Recife, o monsenhor José Airton Guedes, 102 anos, considerado pela Arquidiocese de Olinda e Recife o mais antigo padre em exercício no mundo. O religioso estava internado desde o começo de outubro em um hospital da capital pernambucana, por problemas de saúde, e faleceu devido a uma infecção generalizada.
O corpo do padre foi velado durante toda a tarde e início da noite de hoje na Igreja Nossa Senhora da Piedade, localizada na Rua Capitão Lima, em Santo Amaro, área central do Recife. Nesta quinta-feira (20), às 10h, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, celebra uma missa na mesma igreja em homenagem ao religioso. O sepultamento do corpo do padre ocorre logo em seguida no Cemitério de Santo Amaro, no Recife.
Fonte: JC On Line
O corpo do padre foi velado durante toda a tarde e início da noite de hoje na Igreja Nossa Senhora da Piedade, localizada na Rua Capitão Lima, em Santo Amaro, área central do Recife. Nesta quinta-feira (20), às 10h, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, celebra uma missa na mesma igreja em homenagem ao religioso. O sepultamento do corpo do padre ocorre logo em seguida no Cemitério de Santo Amaro, no Recife.
Fonte: JC On Line
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Morre bispo mais velho do Brasil
Morreu hoje pela manhã, em Fortaleza, aos 98 anos, o bispo mais velho do Brasil, dom José Bezerra Coutinho. Ele sofreu uma parada cardíaca. Dom Coutinho era bispo emérito de Fortaleza e diretor pedagógico do Colégio Academos. O velório ocorre na capela de São José e o sepultamento será amanhã pela manhã, na cripta da Catedral Metropolitana de Fortaleza.
Foi vigário nas cidades cearenses de Massapê, Meruoca, São Benedito, diretor do Colégio Farias Brito, presidente da Sociedade Cultural de São Benedito e presidente nacional da Pastoral da Família. No dia seis de de agosto de 1956, o papa Pio XII o nomeou bispo auxiliar de Sobral.
Em 28 de janeiro de 1961, o papa João XXIII o escolheu para bispo de Estância (SE), função na qual permaneceu até primeiro de junho de 1985, quando renunciou por limite de idade, ficando como bispo emérito de Fortaleza até a data de hoje.
Fonte: Agência Nordeste
Foi vigário nas cidades cearenses de Massapê, Meruoca, São Benedito, diretor do Colégio Farias Brito, presidente da Sociedade Cultural de São Benedito e presidente nacional da Pastoral da Família. No dia seis de de agosto de 1956, o papa Pio XII o nomeou bispo auxiliar de Sobral.
Em 28 de janeiro de 1961, o papa João XXIII o escolheu para bispo de Estância (SE), função na qual permaneceu até primeiro de junho de 1985, quando renunciou por limite de idade, ficando como bispo emérito de Fortaleza até a data de hoje.
Fonte: Agência Nordeste
sábado, 25 de outubro de 2008
Caros internautas do Blog Floresta On Line, Essa é a última atualização hoje, vou viajar, volto a atualizar o Blog Segunda.
Vou participar do DNJ 2008 (Dia Nacional da Juventude)em Tacaratu. Estarei fazendo a cobertura desse grande evento religioso, que terá a participação de toda Diocese de Floresta (Cabrobó, Carnaubeira da Penha, Custódia, Belém do São Francisco, Betânia, Floresta, Ibimirim, Inajá, Itacuruba, Jatobá, Manari, Orocó, Petrolandia e Tacaratu.
Vou participar do DNJ 2008 (Dia Nacional da Juventude)em Tacaratu. Estarei fazendo a cobertura desse grande evento religioso, que terá a participação de toda Diocese de Floresta (Cabrobó, Carnaubeira da Penha, Custódia, Belém do São Francisco, Betânia, Floresta, Ibimirim, Inajá, Itacuruba, Jatobá, Manari, Orocó, Petrolandia e Tacaratu.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Bispo que combate transposição tem prêmio internacional
O bispo de Barra (BA), d. Luiz Flávio Cappio, que por duas vezes fez greve de fome contra a transposição do rio São Francisco, recebeu no último sábado, em Sobradinho (BA), o Prêmio pela Paz, concedido pela Pax Christi Internacional.
Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ele recebeu o prêmio pelo trabalho de luta em favor dos menos favorecidos, pela preservação da vida e das comunidades ribeirinhas do rio São Francisco.
No mesmo dia, em Sobradinho, romeiros, representantes de entidades e movimentos sociais, pastorais e religiosos, participantes da 5ª Romaria das Águas, permaneceram na Capela de São Francisco em jejum, reflexão e oração.
"Esta é uma resposta concreta de solidariedade e de intensificar a luta em defesa do São Francisco e de tantas outras no Brasil. É uma alegria voltar à cidade e relembrar todos os momentos de fé e luta que passamos aqui no ano passado. E ao mesmo tempo de tristeza, por saber que os problemas sociais e com a água continuam. Nunca se produziu tanto alimento, e nunca se passou tanta fome e sede no mundo. O nosso grito é pela vida, pelo sagrado direito das pessoas se alimentarem e de ter acesso à água para beber e viver. Nesta Romaria e com o Jejum confirmamos a nossa luta", afirmou d. Cappio.
Fonte: Folha On Line
Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ele recebeu o prêmio pelo trabalho de luta em favor dos menos favorecidos, pela preservação da vida e das comunidades ribeirinhas do rio São Francisco.
No mesmo dia, em Sobradinho, romeiros, representantes de entidades e movimentos sociais, pastorais e religiosos, participantes da 5ª Romaria das Águas, permaneceram na Capela de São Francisco em jejum, reflexão e oração.
"Esta é uma resposta concreta de solidariedade e de intensificar a luta em defesa do São Francisco e de tantas outras no Brasil. É uma alegria voltar à cidade e relembrar todos os momentos de fé e luta que passamos aqui no ano passado. E ao mesmo tempo de tristeza, por saber que os problemas sociais e com a água continuam. Nunca se produziu tanto alimento, e nunca se passou tanta fome e sede no mundo. O nosso grito é pela vida, pelo sagrado direito das pessoas se alimentarem e de ter acesso à água para beber e viver. Nesta Romaria e com o Jejum confirmamos a nossa luta", afirmou d. Cappio.
Fonte: Folha On Line
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Afogados da Ingazeira: MUSEU DIOCESANO NA TV
O JC TV da Rede Vida de Televisão apresenta hoje a partir das 12h30 no JC TV matéria sobre a inauguração do novo Museu Diocesano, que conta a história de 50 anos da Diocese de Afogados da Ingazeira. O museu reúne peças e documentos que contam a história diocesana.
Fonte: Site Nill Junior
Fonte: Site Nill Junior
domingo, 21 de setembro de 2008
O papel dos cristãos nas eleições
Seu exercício de cidadania constrói uma sociedade mais justa
A principal arma dos cidadãos no regime democrático é o voto. É através dele que o povo pode fazer valer a sua vontade e o seu legítimo poder. É pelo voto que cada cidadão participa dos destinos de sua nação. É pelo voto que ajuda a nação a mudar de rumo, que elimina os maus governantes, etc.
Diz a nossa Constituição que “todo poder emana do povo e que em seu nome é exercido”. Portanto, como dizem os sociólogos, “todo povo tem o governo que merece”. O governante sai do meio do povo e é escolhido pelo povo.
O cristão precisa exercer sua cidadania na construção de uma sociedade justa e solidária. Por isso é importante despertar o senso global das responsabilidades políticas.
Se o povo sabe votar bem e escolher homens e mulheres honestos e capazes para dirigir a cidade, o estado e a nação, então, esse povo terá bons governantes, honestos e justos, que saberão priorizar bens os recursos públicos, os impostos pagos pelos cidadãos, etc. No entanto, se o povo votar mal, escolher seus governantes por motivos escusos e egoístas, interesseiros, sem escolher bem os candidatos, então, terá certamente governantes que serão politiqueiros, e não políticos. Qual é a diferença entre uns e outros?
O político verdadeiro é aquele que governa e dirige “para o bem comum”; para o bem do povo; priorizando certamente os mais necessitados e as medidas mais urgentes que beneficiem a todos de modo geral. O verdadeiro político decide em função do bem comum e não de seus interesses eleitoreiros ou corruptos. Infelizmente muitos deles “se servem da política” ao invés de servir ao povo; muitos fazem da oportunidade de exercer um cargo público uma maneira de se enriquecer, empregar os familiares mais próximos, etc. É por isso que hoje o conceito dos políticos está lá em baixo; mas o povo tem culpa também nisso, pois é ele quem elege esses maus políticos. Se o povo escolhesse melhor, com mais consciência e seriedade, conhecendo cada um, as coisas seriam diferentes.
O verdadeiro político olha somente para o bem dos cidadãos e não para os seus interesses pessoais; não fica de olho “na próxima eleição”, mas realiza hoje o que é necessário para a cidade e para o povo, independente se isto ou aquilo que faz vai lhe dar mais ou menos votos. Alias, o que dá voto é exatamente o bom governo, a honestidade e o caráter do governante.
Quantas obras importantes e urgentes de serem realizadas não são feitas, simplesmente porque “não dão votos”. Mas, a politicagem um dia aparece clara aos olhos do povo. Disse alguém que é possível enganar a muitos durante pouco tempo, ou a poucos durante muito tempo, mas que é impossível enganar a todos o tempo todo. Um dia a casa cai.
Para o cristão, a política tem uma importância enorme, tanto para aquele que é simples eleitor, como para aquele que é candidato a algum cargo. O eleitor cristão precisa ter em mente que quando ele vota está exercendo um certo poder, e Jesus disse que todo poder vem do alto e é dado por Deus.
Nos regimes totalitários, como o comunismo, o povo não pode votar com liberdade; as eleições são “simulacros de eleições”; mas nas verdadeiras democracias o povo vota livremente. Então o cristão tem dupla responsabilidade de votar bem, como cristão e como cidadão.
É pecado “vender” o seu voto ou votar mal; isto é, dar o seu voto a alguém que não merece, que ele sabe que não é competente e nem honesto. O cristão não pode votar com “segundas intenções”, só porque aquele candidato vai-lhe ajudar depois de eleito, com um emprego, facilidades outras, etc. O cristão deve votar com a consciência, escolhendo entre todos os candidatos o melhor, independente de interesses, sentimentalismos ou grau de parentesco ou amizade.
Também disso vamos prestar contas a Deus um dia.
O cristão não pode votar em candidatos que sejam inimigos da fé católica ou da Igreja; especialmente aqueles que apóiam os procedimentos morais condenados pela Igreja: aborto, distribuição de “camisinhas”, distribuição de pílulas do dia seguinte, que são abortivas, eutanásia, manipulação de embriões, etc.
No entanto; às vezes o cristão pode se ver diante de uma situação em que não sabe em quem votar, uma vez que nenhum dos candidatos merecem o seu voto e não lhe inspiram confiança. O que fazer? Votar em branco? Anular o voto? Não; esta medida não resolve nada porque alguém será eleito de qualquer forma.
O que se deve fazer é votar no “menos ruim”, já que todos lhe parecem ruins. Votando em branco ou anulando o voto, podemos estar beneficiando o mais ruim.
Para que o cristão tenha uma participação ativa na política é necessário incentivar o levantamento e o debate dos problemas sociais em cada município, os problemas do estado e do pais. Sem informação, sem estar inteirados dos problemas do povo, não se pode votar bem. É importante participar de debates, diálogos entre amigos e familiares no sentido de instruir os que não têm informações corretas para que não sejam manipulados pelas propostas eleitoreiras.
Fonte: Canção nova (Felipe Aquino)
A principal arma dos cidadãos no regime democrático é o voto. É através dele que o povo pode fazer valer a sua vontade e o seu legítimo poder. É pelo voto que cada cidadão participa dos destinos de sua nação. É pelo voto que ajuda a nação a mudar de rumo, que elimina os maus governantes, etc.
Diz a nossa Constituição que “todo poder emana do povo e que em seu nome é exercido”. Portanto, como dizem os sociólogos, “todo povo tem o governo que merece”. O governante sai do meio do povo e é escolhido pelo povo.
O cristão precisa exercer sua cidadania na construção de uma sociedade justa e solidária. Por isso é importante despertar o senso global das responsabilidades políticas.
Se o povo sabe votar bem e escolher homens e mulheres honestos e capazes para dirigir a cidade, o estado e a nação, então, esse povo terá bons governantes, honestos e justos, que saberão priorizar bens os recursos públicos, os impostos pagos pelos cidadãos, etc. No entanto, se o povo votar mal, escolher seus governantes por motivos escusos e egoístas, interesseiros, sem escolher bem os candidatos, então, terá certamente governantes que serão politiqueiros, e não políticos. Qual é a diferença entre uns e outros?
O político verdadeiro é aquele que governa e dirige “para o bem comum”; para o bem do povo; priorizando certamente os mais necessitados e as medidas mais urgentes que beneficiem a todos de modo geral. O verdadeiro político decide em função do bem comum e não de seus interesses eleitoreiros ou corruptos. Infelizmente muitos deles “se servem da política” ao invés de servir ao povo; muitos fazem da oportunidade de exercer um cargo público uma maneira de se enriquecer, empregar os familiares mais próximos, etc. É por isso que hoje o conceito dos políticos está lá em baixo; mas o povo tem culpa também nisso, pois é ele quem elege esses maus políticos. Se o povo escolhesse melhor, com mais consciência e seriedade, conhecendo cada um, as coisas seriam diferentes.
O verdadeiro político olha somente para o bem dos cidadãos e não para os seus interesses pessoais; não fica de olho “na próxima eleição”, mas realiza hoje o que é necessário para a cidade e para o povo, independente se isto ou aquilo que faz vai lhe dar mais ou menos votos. Alias, o que dá voto é exatamente o bom governo, a honestidade e o caráter do governante.
Quantas obras importantes e urgentes de serem realizadas não são feitas, simplesmente porque “não dão votos”. Mas, a politicagem um dia aparece clara aos olhos do povo. Disse alguém que é possível enganar a muitos durante pouco tempo, ou a poucos durante muito tempo, mas que é impossível enganar a todos o tempo todo. Um dia a casa cai.
Para o cristão, a política tem uma importância enorme, tanto para aquele que é simples eleitor, como para aquele que é candidato a algum cargo. O eleitor cristão precisa ter em mente que quando ele vota está exercendo um certo poder, e Jesus disse que todo poder vem do alto e é dado por Deus.
Nos regimes totalitários, como o comunismo, o povo não pode votar com liberdade; as eleições são “simulacros de eleições”; mas nas verdadeiras democracias o povo vota livremente. Então o cristão tem dupla responsabilidade de votar bem, como cristão e como cidadão.
É pecado “vender” o seu voto ou votar mal; isto é, dar o seu voto a alguém que não merece, que ele sabe que não é competente e nem honesto. O cristão não pode votar com “segundas intenções”, só porque aquele candidato vai-lhe ajudar depois de eleito, com um emprego, facilidades outras, etc. O cristão deve votar com a consciência, escolhendo entre todos os candidatos o melhor, independente de interesses, sentimentalismos ou grau de parentesco ou amizade.
Também disso vamos prestar contas a Deus um dia.
O cristão não pode votar em candidatos que sejam inimigos da fé católica ou da Igreja; especialmente aqueles que apóiam os procedimentos morais condenados pela Igreja: aborto, distribuição de “camisinhas”, distribuição de pílulas do dia seguinte, que são abortivas, eutanásia, manipulação de embriões, etc.
No entanto; às vezes o cristão pode se ver diante de uma situação em que não sabe em quem votar, uma vez que nenhum dos candidatos merecem o seu voto e não lhe inspiram confiança. O que fazer? Votar em branco? Anular o voto? Não; esta medida não resolve nada porque alguém será eleito de qualquer forma.
O que se deve fazer é votar no “menos ruim”, já que todos lhe parecem ruins. Votando em branco ou anulando o voto, podemos estar beneficiando o mais ruim.
Para que o cristão tenha uma participação ativa na política é necessário incentivar o levantamento e o debate dos problemas sociais em cada município, os problemas do estado e do pais. Sem informação, sem estar inteirados dos problemas do povo, não se pode votar bem. É importante participar de debates, diálogos entre amigos e familiares no sentido de instruir os que não têm informações corretas para que não sejam manipulados pelas propostas eleitoreiras.
Fonte: Canção nova (Felipe Aquino)
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Ex-pastor, Caio Fábio afirma que pastores Edir Macedo e Silas Malafaia são ratos da igreja evangélica
O ex-pastor Caio Fábio abre o verbo e fala sobre sua experiência na igreja evangélica.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Nossa Senhora da Penha recebe homenagens em Serra Talhada
Uma procissão, na última segunda-feira (8), marcou o fim das comemorações pelo dia de Nossa Senhora da Penha, em Serra Talhada, Sertão de Pernambuco. A festa da padroeira da cidade é comemorada há 218 anos.
Milhares de pessoas participaram do evento religioso, com terços e orações. O sentimento de gratidão e de fé em Nossa Senhora da Penha marcou todo o percurso.
NOSSA SENHORA DA PENHA
Segundo a tradição católica, Nossa Senhora teria aparecido ao monge francês Simão Vela, revelando a existência de uma imagem no topo da Serra Penha de França, na Espanha, no ano de 1434.
O local serviu de refúgio a muitos franceses quando a Península Ibérica foi invadida pelos mouros. Muitas imagens religiosas foram escondidas pelos cristãos para que não fossem destruídas.
Após receber o anuncio de Nossa Senhora, Simão foi até a Espanha e encontrou a imagem cavada no alto da serra, dando-lhe o nome do lugar encontrado. Ali foi construída a primeira capela em homenagem a Nossa Senhora da Penha.
Fonte: pe360graus.com.br
Milhares de pessoas participaram do evento religioso, com terços e orações. O sentimento de gratidão e de fé em Nossa Senhora da Penha marcou todo o percurso.
NOSSA SENHORA DA PENHA
Segundo a tradição católica, Nossa Senhora teria aparecido ao monge francês Simão Vela, revelando a existência de uma imagem no topo da Serra Penha de França, na Espanha, no ano de 1434.
O local serviu de refúgio a muitos franceses quando a Península Ibérica foi invadida pelos mouros. Muitas imagens religiosas foram escondidas pelos cristãos para que não fossem destruídas.
Após receber o anuncio de Nossa Senhora, Simão foi até a Espanha e encontrou a imagem cavada no alto da serra, dando-lhe o nome do lugar encontrado. Ali foi construída a primeira capela em homenagem a Nossa Senhora da Penha.
Fonte: pe360graus.com.br
sábado, 9 de agosto de 2008
Despedida do Pe Nicolau
domingo, 27 de julho de 2008
Entrevista com Dom Adriano Vasino, Bispo de Floresta/PE
por Paulo Cesar Pontes Fraga
Bispo de uma diocese que vive as próprias preocupações em meio a miséria econômica, social e também moral. Este bate-papo está cheio de cuidados de um cura d’almas que precisa amar vitímas, os explorados, os excluídos e ainda os que se alimentam e fortalecem nos descaminhos ilícito. Ele, o bispo, tem por dever amá-los porque uns e outros estão entre o fogo cruzado do traficante, do aliciado, do repressor, de ‘trabalhadores’, de ‘políticas’, de ‘policiais’. É palavra de denúncia, de compaixão, de sonho.
TEMPO E PRESENÇA: Na Região de Floresta, qual foi o impacto da Operação Mandacaru? Chegou a reduzir a violência?
D. ADRIANO VASINO: A Operação Mandacaru, pareceu-nos centrada em Floresta, mas descobrimos que o ponto central mesmo era o município de Salgueiro e arredores. A Operação, aqui foi apenas de raspão, menos que noutros municípios mais próximos a Salgueiro. Houve por aqui certa diminuição da violência, a prisão de muitas pessoas, mas pelo que se constatou, a grande maioria – não a totalidade – são o que chamamos de “peixes pequenos”. A cadeia daqui, construída para 35 presos, chegou a receber 104 de uma vez só na época da Operação. Desses a grande maioria ligada ao narcotráfico, mas nenhum deles de porte mesmo. Eram plantadores de maconha, pequenos distribuidores. É importante a diminuição da criminalidade. A diminuição dos assaltos aconteceu foi mesmo com o acordo de paz entre os Benvindos e os Gonçalves, em outubro do ano passado. Houve uma estancada grande na violência, especialmente nas regiões Cabrobó, Belém, e outras e diminuiu praticamente o número dos assaltos. Acontecem ainda hoje, mas não são mais tão numerosos quanto antes.
TEMPO E PRESENÇA: Na sua perspectiva, como são aliciados os plantadores ou como eram aliciados?
D. ADRIANO: O sertão do Baixo Pajeú é o pior sertão de Pernambuco. Pior no sentido de que não tem terra para a cultivar, só tem os rios Pajeú e Riacho do Navio, mas que também são temporários e a caatinga aqui é bem mais rasteira do que a do Alto do Pajeú, Arari. Nesta região inóspita, com a crise na agricultura, descobrimos uma situação de pobreza e de desespero, em que é fácil encontrar mão-de-obra. O motivo é a crise do sistema de sobrevivência que o povo tinha. Outro motivo é que a juventude, graças também à baixa escolaridade e aos meios de comunicação – televisão principalmente – desperta para um mundo que não é o deles. Esses jovens se encontrando, conversando, acabam percebendo claramente que são excluídos do mundo que lhes é proposto. Muitos dizem: “Se o mundo é isso, a vida é essa, eu quero tê-la ou por bem ou por mal”. Aqui, de fato, eles estão excluídos de qualquer perspectiva de futuro. Entram no narcotráfico, mesmo com uma vida arriscada, e acabam tendo dinheiro à vontade, para experimentar gozar, do ponto de vista consumista, daquilo que é a vida que a mídia propõe.
TEMPO E PRESENÇA: Os agricultores, geralmente são cooptados no sentido de trabalharem como assalariados ou ficarem na sua própria terra... Como é aqui em Floresta?
D. ADRIANO: Tem várias formas... Às vezes as famílias são quase que coagidas. Os que estão envolvidos dizem: “Nós vamos plantar na sua terra”. As pessoas, ou se calam e aceitam para evitar por retaliações, arriscam-se a ser presos ou se expõem às retaliações dos traficantes, ou abandonam a terra Às vezes é como uma imposição. Outras vezes são os que se dispõem a aceitar para tentar melhorar um pouco o ganho. Muitas vezes são procuradas terras que são as mais ‘frias’ possíveis, não têm um dono definido, podem pertencer ao governo e não têm documentação.
TEMPO E PRESENÇA: Então, são várias as formas de acordo com maior ou menor resistência.
D. ADRIANO: Em muitos casos são oferecidas ao plantador sementes e uma soma em dinheiro para tratarem a roça. Se estabelecem laços que depois são difíceis de desfazer. É a sensação do dinheiro fácil.
TEMPO E PRESENÇA: Na sua opinião, quais são os principais agentes dessa rede que se forma?
D. ADRIANO: O ponto de partida é com certeza o fato de que há consumidores. Se não houvesse uma busca tão grande pelo alucinógeno... Por ser um mercado em expansão e expansão, dada a crise de perspectiva de valores, as pessoas ficam fragilizadas e, principalmente os jovens, buscam não somente o álcool como um caminho de fuga, mas também a droga. Claro está que temos aí toda uma faixa de pessoas inescrupulosas, com certeza têm até muitos recursos e uma certa influência do ponto de vista econômico como político o que lhes permite organizar, manter e acobertar toda uma rede que possibilita o plantio. Nesta faixa estão, com certeza, os chefões, depois os responsáveis por áreas menores. Há todo um contraste entre grupos rivais que chegam até aos ajustes de contas. Temos ainda os pequenos, que, na grande maioria, são agricultores pobres e jovens, excluídos da sociedade e se deixam envolver. Esses talvez sejam o elo menos culpado. São mais vítimas do que culpados.
TEMPO E PRESENÇA: O senhor acha que existe uma diferenciação, nos municípios nessa rede – um é mais de distribuição outro é mais de plantio?
D. ADRIANO: Fica difícil dizer, mas tradicionalmente os municípios de Belém, Cabrobó, Floresta, Carnaubeira, são mais municípios de plantio. Salgueiro, Petrolina e Petrolândia eram mais centros de distribuição. Eram. Dizer que isso se conserva mesmo, não garanto.
TEMPO E PRESENÇA: O movimento dos jovens também se dá desta forma: alguns estão no plantio, outros na distribuição? Ou existe alguma atividade em que o jovem é mais presente?
D. ADRIANO: Não sei dizer. De fato a grande maioria dos que estão presos, são jovens. Também, a grande maioria dos que se envolvem em atos de crime, são jovens. Por isso é difícil dizer. Quem aparece mais, com certeza é a juventude. São a “bucha de canhão”. Os que têm mais idade, têm mais experiência e em vez de se exporem, sabem como não se expor, colocam outras pessoas para fazer o trabalho mais arriscado. Os jovens, por falta de experiência e pela “imprudência” da juventude, acabam sendo usados.
TEMPO E PRESENÇA: Como é que os funcionários, das áreas de saúde, educação, de segurança pública trabalham a questão com os jovens? Existe um trabalho preventivo?
D. ADRIANO: Depende muito de época, dos comandantes, do lugar onde atuam. Há muitas variantes. O que se percebe é que eles atuam mais na “prendeção” do que na prevenção. A tarefa da polícia deveria ser esta também. A prevenção serve na medida em que há uma presença ostensiva de policiais fazendo revista e ronda, isso serve também como prevenção, mas quanto ao trabalho de educação, houve e há algumas pessoas da polícia civil e também da polícia militar que se preocupam com isso. Eles porém, não têm nem tempo, nem força, nem recursos humanos para tanto. No entanto há sempre alguma pessoa de boa vontade que se dispõe a trabalhar nesse sentido. Quanto à ação oficial, depende muito dos lugares e de quem comanda no momento a área em que a população é potencialmente considerada toda como envolvida na maconha. Muitas vezes agem com brutalidade. Nós temos notícia de intervenções da brutalidade policial. Algumas não foram ainda comprovadas. Tem áreas em que o pessoal tem medo, desconfia da polícia tanto quanto dos maconheiros. Infelizmente. São as áreas consideradas de maior presença do tráfico, em que não se pode tratar todo mundo como maconheiro. Muitos não falam para preservar a própria segurança antes que por má vontade ou porque têm lucro no negócio. Não tendo um amparo suficiente, a maioria das pessoas prefere calar-se e não se expor. Isso depende muito dos comandantes também. Há comandantes que são mais humanos e podem ter atitudes mais respeitosas. Entra aí o problema da formação e da remuneração da polícia. O policial vem para esta área é considerada de risco, percebendo um salário é um tanto baixo, sem o instrumental necessário, faz o quê? Vai recorrer a métodos mais “eficazes” ou mais rápidos para... Disso resulta mais ódio e mais revolta.
TEMPO E PRESENÇA: E a Igreja? Qual tem sido o papel da Igreja?
D. ADRIANO: O papel da Igreja tentar formar o jovem dentro da filosofia de vida cristã, que prevê o respeito à vida. Não pode apoiar qualquer coisa que atente contra o desenvolvimento e o crescimento da vida. E a droga é um atentado à vida. Na catequese mesmo há esse esforço. Há também um trabalho, principalmente aqui em Floresta (pretendemos espalhá-lo pela Diocese), envolvendo as escolas públicas, de educação para a paz tentando trabalhar o tema da violência, sob todas as formas. A droga entra como um tema transversal, conforme a reforma que houve na escola brasileira. É interessante, pois está produzindo alguma perspectiva, de uma esperança. No momento, com a campanha da fraternidade, muitas escolas têm recebido um apelo específico para trabalhar o assunto da droga, tentar esclarecer os efeitos, por que acontece e alertar os jovens. Não terminou com o fim da campanha, mas continua. Outra tentativa é apoiar tudo o que vem a calhar para o desenvolvimento da região que esteja sustentado, respeitando os moradores e suas necessidades. Tentamos apoiar, incentivar e ajudar um crescimento da região que seja sadio.
TEMPO E PRESENÇA: Existiu nesse período conflito entre os que plantavam e os que não plantavam?
D. ADRIANO: Eu não tenho notícia de conflitos abertos entre plantadores e não plantadores. É claro que atritos existem até nas famílias. Um filho entra na plantação da maconha e os pais se manifestam, ou conflitos de terras de famílias, isso houve e muito. Mas um conflito aberto, o posicionamento de um grupo social aberto contra ou de rejeição, não tenho informação. Agora, conflitos na base da família houve muitos.
TEMPO E PRESENÇA: Esses conflitos seriam entre jovens envolvidos e os pais que contrários? De um modo geral o plantador, os agricultores é rejeitam esse tipo de negócio.
D. ADRIANO: Sim. A grande maioria não adere, porém se cala. Mesmo sabendo, não querem ter nada a ver com o negócio, mas se sabem de alguma coisa, se calam.
TEMPO E PRESENÇA: É a “lei do silêncio”...
D. ADRIANO: É a “lei da sobrevivência”. Não tem nenhuma garantia de escapar com vida uma pessoa que se dispõe a denunciar nomes e lugares. Nosso sistema de segurança não dá essas condições.
TEMPO E PRESENÇA: E no comércio, o senhor percebe que houve um impacto negativo?
D. ADRIANO: Floresta já tem um comércio tão minguado que é difícil perceber impactos. Já houve uma retração do comércio aqui anos atrás, com a concentração na mão de poucas pessoas. Eu diria que, infelizmente, a cidade de Floresta perdeu quase que por completo a possibilidade de ser um centro aglutinador. Toda a nossa região tem essa característica curiosa, mas que cria muita dificuldade para o trabalho pastoral, pois o centro da diocese que é aqui, não é o centro de referência para os municípios. A própria Floresta que é ponto de referência para quase tudo, tem municípios que estão fora dos confins da diocese. Só para saber: Jatobá e Petrolândia são áreas sul e o ponto referência delas é Paulo Afonso, que está mais perto; Cabrobó e Belém têm Salgueiro que para Cabrobó mais perto do que Alta Floresta; Orocó, Petrolina e Carnaubeira da Penha, um município no interior, e Floresta referenciam-se a Serra Talhada; Custódia e Betânia (de Serra Talhada), Arcoverde e Ibimirim, Manari e Irajá têm ponto de referência com Arcoverde. A cidade de Floresta não agrega nada, é tudo para fora. E todas essas cidades como Arcoverde, Serra, Salgueiro e Paulo Afonso, estão fora dos limites da diocese. Acho que o que tinha que encolher já encolheu. O comércio daqui não tem mais uma expressão regional. Muitas vezes a referência é Salgueiro, Cabrobó por causa da cebola e dos projetos de irrigação de Pedra Branca. Com certeza Belém e Cabrobó estão conhecendo uma retração visível no comércio.
TEMPO E PRESENÇA: E o papel da Prefeitura, os programas para jovens, não só na área do Polígono, mas em outras também; o poder público em geral...
D. ADRIANO: O poder público aqui se vê às voltas com a gestão de um território amplo, questão agravada ainda mais pelos problemas da seca e a distribuição de água. A rede escolar, apenas na área rural, tem 74 grupos escolares, só no município de Floresta. Tem ainda os problemas de uma população, na sua maioria pobre ou miserável, que vive tentando qualquer recurso. Pensar que uma prefeitura acossada desse jeito possa ter planos, só se houver uma mudança radical, não da gestão, mas também da mentalidade do povo, que fosse mais participativo e que tivesse mais condições também de participar, planejar e executar. É um conjunto de coisas que não ajuda a prefeitura e as prefeituras a desenvolverem o seu papel. Algumas fazem o que podem, se esforçam; outras, infelizmente continuam com uma estrutura bastante tradicional, de um poder controlado por poucos na tentativa de tirar o máximo proveito de alguns municípios. Não percebo, planos bem claros e definidos de ação. O único município que teve uma atividade nesse sentido, o que chegou ao meu conhecimento, foi Cabrobó, que realizou um Fórum contra a Violência promovido pela prefeitura. Os jovens participaram de uma forma efetiva e a prefeitura está envolvida nesse projeto de Cultura de Paz, aqui; apóia e ajuda.
TEMPO E PRESENÇA: Então há algumas iniciativas de fato no sentido de promover atividades ou participar delas. A gente observa que geralmente a violência se surge onde já existem outras violências e desigualdades. No caso desta região, sabe-se que há toda uma violência antiga, de brigas de famílias, dos coronéis e da própria vida do povo. O poder público sempre foi descuidado no tratamento das questão da seca e da sobrevivência dos agricultores. O senhor acha que esse quadro tem sido fundamental para disseminar mais violência?
D. ADRIANO: Com certeza. Por isso encaminhamos um projeto de educação para a Cultura de Paz. Trata-se de mudar mesmo a postura intelectual, emocional das pessoas. Há em nossa região uma cultura da violência e, como você assinalou, a região (norte da Bahia e a região de Pernambuco) já foi palco no fim do século passado, da presença de coronéis. Depois, essa região de sertão mais pobre e menos habitada também, foi o lugar mais fácil para os fora-da-lei se esconderem. A falta de uma lei que de fato punisse os desmandos, os crimes, em vista da presença muito pequena de homens da lei; uma independência das elites locais que usavam as forças da polícia de forma incorreta; fizeram com que surgisse aqui o “cangaceirismo”. Lampião é daqui de Floresta. O que se conta é que Lampião entrou no cangaço porque a família dele sofreu uma injustiça que não foi reparada pela lei. Vendo-se injustiçado foi buscar outra maneira de fazer justiça. Desse fato da ausência de uma organização legal, de uma sociedade dentro da lei, que respeitasse os direitos das pessoas, nasce a tentativa de buscar resolver as pendências com as próprias mãos. Isso não é de agora. Havendo tal predisposição, toda essa história, claro é mais fácil que as pessoas vão reproduzindo desse jeito, de não levar desaforo para casa. Quando alguém se sente agredido ou diminuído na sua honra, pensa logo no revide violento. Faz parte mesmo dessa cultura. Há lugares que são paupérrimos, mas não são violentos. Aqui há a pobreza e, ao mesmo tempo, toda essa violência.
Fonte: http://www.koinonia.org.br
Link: http://www.koinonia.org.br/narco/entrevistas01.htm
por Paulo Cesar Pontes Fraga
Bispo de uma diocese que vive as próprias preocupações em meio a miséria econômica, social e também moral. Este bate-papo está cheio de cuidados de um cura d’almas que precisa amar vitímas, os explorados, os excluídos e ainda os que se alimentam e fortalecem nos descaminhos ilícito. Ele, o bispo, tem por dever amá-los porque uns e outros estão entre o fogo cruzado do traficante, do aliciado, do repressor, de ‘trabalhadores’, de ‘políticas’, de ‘policiais’. É palavra de denúncia, de compaixão, de sonho.
TEMPO E PRESENÇA: Na Região de Floresta, qual foi o impacto da Operação Mandacaru? Chegou a reduzir a violência?
D. ADRIANO VASINO: A Operação Mandacaru, pareceu-nos centrada em Floresta, mas descobrimos que o ponto central mesmo era o município de Salgueiro e arredores. A Operação, aqui foi apenas de raspão, menos que noutros municípios mais próximos a Salgueiro. Houve por aqui certa diminuição da violência, a prisão de muitas pessoas, mas pelo que se constatou, a grande maioria – não a totalidade – são o que chamamos de “peixes pequenos”. A cadeia daqui, construída para 35 presos, chegou a receber 104 de uma vez só na época da Operação. Desses a grande maioria ligada ao narcotráfico, mas nenhum deles de porte mesmo. Eram plantadores de maconha, pequenos distribuidores. É importante a diminuição da criminalidade. A diminuição dos assaltos aconteceu foi mesmo com o acordo de paz entre os Benvindos e os Gonçalves, em outubro do ano passado. Houve uma estancada grande na violência, especialmente nas regiões Cabrobó, Belém, e outras e diminuiu praticamente o número dos assaltos. Acontecem ainda hoje, mas não são mais tão numerosos quanto antes.
TEMPO E PRESENÇA: Na sua perspectiva, como são aliciados os plantadores ou como eram aliciados?
D. ADRIANO: O sertão do Baixo Pajeú é o pior sertão de Pernambuco. Pior no sentido de que não tem terra para a cultivar, só tem os rios Pajeú e Riacho do Navio, mas que também são temporários e a caatinga aqui é bem mais rasteira do que a do Alto do Pajeú, Arari. Nesta região inóspita, com a crise na agricultura, descobrimos uma situação de pobreza e de desespero, em que é fácil encontrar mão-de-obra. O motivo é a crise do sistema de sobrevivência que o povo tinha. Outro motivo é que a juventude, graças também à baixa escolaridade e aos meios de comunicação – televisão principalmente – desperta para um mundo que não é o deles. Esses jovens se encontrando, conversando, acabam percebendo claramente que são excluídos do mundo que lhes é proposto. Muitos dizem: “Se o mundo é isso, a vida é essa, eu quero tê-la ou por bem ou por mal”. Aqui, de fato, eles estão excluídos de qualquer perspectiva de futuro. Entram no narcotráfico, mesmo com uma vida arriscada, e acabam tendo dinheiro à vontade, para experimentar gozar, do ponto de vista consumista, daquilo que é a vida que a mídia propõe.
TEMPO E PRESENÇA: Os agricultores, geralmente são cooptados no sentido de trabalharem como assalariados ou ficarem na sua própria terra... Como é aqui em Floresta?
D. ADRIANO: Tem várias formas... Às vezes as famílias são quase que coagidas. Os que estão envolvidos dizem: “Nós vamos plantar na sua terra”. As pessoas, ou se calam e aceitam para evitar por retaliações, arriscam-se a ser presos ou se expõem às retaliações dos traficantes, ou abandonam a terra Às vezes é como uma imposição. Outras vezes são os que se dispõem a aceitar para tentar melhorar um pouco o ganho. Muitas vezes são procuradas terras que são as mais ‘frias’ possíveis, não têm um dono definido, podem pertencer ao governo e não têm documentação.
TEMPO E PRESENÇA: Então, são várias as formas de acordo com maior ou menor resistência.
D. ADRIANO: Em muitos casos são oferecidas ao plantador sementes e uma soma em dinheiro para tratarem a roça. Se estabelecem laços que depois são difíceis de desfazer. É a sensação do dinheiro fácil.
TEMPO E PRESENÇA: Na sua opinião, quais são os principais agentes dessa rede que se forma?
D. ADRIANO: O ponto de partida é com certeza o fato de que há consumidores. Se não houvesse uma busca tão grande pelo alucinógeno... Por ser um mercado em expansão e expansão, dada a crise de perspectiva de valores, as pessoas ficam fragilizadas e, principalmente os jovens, buscam não somente o álcool como um caminho de fuga, mas também a droga. Claro está que temos aí toda uma faixa de pessoas inescrupulosas, com certeza têm até muitos recursos e uma certa influência do ponto de vista econômico como político o que lhes permite organizar, manter e acobertar toda uma rede que possibilita o plantio. Nesta faixa estão, com certeza, os chefões, depois os responsáveis por áreas menores. Há todo um contraste entre grupos rivais que chegam até aos ajustes de contas. Temos ainda os pequenos, que, na grande maioria, são agricultores pobres e jovens, excluídos da sociedade e se deixam envolver. Esses talvez sejam o elo menos culpado. São mais vítimas do que culpados.
TEMPO E PRESENÇA: O senhor acha que existe uma diferenciação, nos municípios nessa rede – um é mais de distribuição outro é mais de plantio?
D. ADRIANO: Fica difícil dizer, mas tradicionalmente os municípios de Belém, Cabrobó, Floresta, Carnaubeira, são mais municípios de plantio. Salgueiro, Petrolina e Petrolândia eram mais centros de distribuição. Eram. Dizer que isso se conserva mesmo, não garanto.
TEMPO E PRESENÇA: O movimento dos jovens também se dá desta forma: alguns estão no plantio, outros na distribuição? Ou existe alguma atividade em que o jovem é mais presente?
D. ADRIANO: Não sei dizer. De fato a grande maioria dos que estão presos, são jovens. Também, a grande maioria dos que se envolvem em atos de crime, são jovens. Por isso é difícil dizer. Quem aparece mais, com certeza é a juventude. São a “bucha de canhão”. Os que têm mais idade, têm mais experiência e em vez de se exporem, sabem como não se expor, colocam outras pessoas para fazer o trabalho mais arriscado. Os jovens, por falta de experiência e pela “imprudência” da juventude, acabam sendo usados.
TEMPO E PRESENÇA: Como é que os funcionários, das áreas de saúde, educação, de segurança pública trabalham a questão com os jovens? Existe um trabalho preventivo?
D. ADRIANO: Depende muito de época, dos comandantes, do lugar onde atuam. Há muitas variantes. O que se percebe é que eles atuam mais na “prendeção” do que na prevenção. A tarefa da polícia deveria ser esta também. A prevenção serve na medida em que há uma presença ostensiva de policiais fazendo revista e ronda, isso serve também como prevenção, mas quanto ao trabalho de educação, houve e há algumas pessoas da polícia civil e também da polícia militar que se preocupam com isso. Eles porém, não têm nem tempo, nem força, nem recursos humanos para tanto. No entanto há sempre alguma pessoa de boa vontade que se dispõe a trabalhar nesse sentido. Quanto à ação oficial, depende muito dos lugares e de quem comanda no momento a área em que a população é potencialmente considerada toda como envolvida na maconha. Muitas vezes agem com brutalidade. Nós temos notícia de intervenções da brutalidade policial. Algumas não foram ainda comprovadas. Tem áreas em que o pessoal tem medo, desconfia da polícia tanto quanto dos maconheiros. Infelizmente. São as áreas consideradas de maior presença do tráfico, em que não se pode tratar todo mundo como maconheiro. Muitos não falam para preservar a própria segurança antes que por má vontade ou porque têm lucro no negócio. Não tendo um amparo suficiente, a maioria das pessoas prefere calar-se e não se expor. Isso depende muito dos comandantes também. Há comandantes que são mais humanos e podem ter atitudes mais respeitosas. Entra aí o problema da formação e da remuneração da polícia. O policial vem para esta área é considerada de risco, percebendo um salário é um tanto baixo, sem o instrumental necessário, faz o quê? Vai recorrer a métodos mais “eficazes” ou mais rápidos para... Disso resulta mais ódio e mais revolta.
TEMPO E PRESENÇA: E a Igreja? Qual tem sido o papel da Igreja?
D. ADRIANO: O papel da Igreja tentar formar o jovem dentro da filosofia de vida cristã, que prevê o respeito à vida. Não pode apoiar qualquer coisa que atente contra o desenvolvimento e o crescimento da vida. E a droga é um atentado à vida. Na catequese mesmo há esse esforço. Há também um trabalho, principalmente aqui em Floresta (pretendemos espalhá-lo pela Diocese), envolvendo as escolas públicas, de educação para a paz tentando trabalhar o tema da violência, sob todas as formas. A droga entra como um tema transversal, conforme a reforma que houve na escola brasileira. É interessante, pois está produzindo alguma perspectiva, de uma esperança. No momento, com a campanha da fraternidade, muitas escolas têm recebido um apelo específico para trabalhar o assunto da droga, tentar esclarecer os efeitos, por que acontece e alertar os jovens. Não terminou com o fim da campanha, mas continua. Outra tentativa é apoiar tudo o que vem a calhar para o desenvolvimento da região que esteja sustentado, respeitando os moradores e suas necessidades. Tentamos apoiar, incentivar e ajudar um crescimento da região que seja sadio.
TEMPO E PRESENÇA: Existiu nesse período conflito entre os que plantavam e os que não plantavam?
D. ADRIANO: Eu não tenho notícia de conflitos abertos entre plantadores e não plantadores. É claro que atritos existem até nas famílias. Um filho entra na plantação da maconha e os pais se manifestam, ou conflitos de terras de famílias, isso houve e muito. Mas um conflito aberto, o posicionamento de um grupo social aberto contra ou de rejeição, não tenho informação. Agora, conflitos na base da família houve muitos.
TEMPO E PRESENÇA: Esses conflitos seriam entre jovens envolvidos e os pais que contrários? De um modo geral o plantador, os agricultores é rejeitam esse tipo de negócio.
D. ADRIANO: Sim. A grande maioria não adere, porém se cala. Mesmo sabendo, não querem ter nada a ver com o negócio, mas se sabem de alguma coisa, se calam.
TEMPO E PRESENÇA: É a “lei do silêncio”...
D. ADRIANO: É a “lei da sobrevivência”. Não tem nenhuma garantia de escapar com vida uma pessoa que se dispõe a denunciar nomes e lugares. Nosso sistema de segurança não dá essas condições.
TEMPO E PRESENÇA: E no comércio, o senhor percebe que houve um impacto negativo?
D. ADRIANO: Floresta já tem um comércio tão minguado que é difícil perceber impactos. Já houve uma retração do comércio aqui anos atrás, com a concentração na mão de poucas pessoas. Eu diria que, infelizmente, a cidade de Floresta perdeu quase que por completo a possibilidade de ser um centro aglutinador. Toda a nossa região tem essa característica curiosa, mas que cria muita dificuldade para o trabalho pastoral, pois o centro da diocese que é aqui, não é o centro de referência para os municípios. A própria Floresta que é ponto de referência para quase tudo, tem municípios que estão fora dos confins da diocese. Só para saber: Jatobá e Petrolândia são áreas sul e o ponto referência delas é Paulo Afonso, que está mais perto; Cabrobó e Belém têm Salgueiro que para Cabrobó mais perto do que Alta Floresta; Orocó, Petrolina e Carnaubeira da Penha, um município no interior, e Floresta referenciam-se a Serra Talhada; Custódia e Betânia (de Serra Talhada), Arcoverde e Ibimirim, Manari e Irajá têm ponto de referência com Arcoverde. A cidade de Floresta não agrega nada, é tudo para fora. E todas essas cidades como Arcoverde, Serra, Salgueiro e Paulo Afonso, estão fora dos limites da diocese. Acho que o que tinha que encolher já encolheu. O comércio daqui não tem mais uma expressão regional. Muitas vezes a referência é Salgueiro, Cabrobó por causa da cebola e dos projetos de irrigação de Pedra Branca. Com certeza Belém e Cabrobó estão conhecendo uma retração visível no comércio.
TEMPO E PRESENÇA: E o papel da Prefeitura, os programas para jovens, não só na área do Polígono, mas em outras também; o poder público em geral...
D. ADRIANO: O poder público aqui se vê às voltas com a gestão de um território amplo, questão agravada ainda mais pelos problemas da seca e a distribuição de água. A rede escolar, apenas na área rural, tem 74 grupos escolares, só no município de Floresta. Tem ainda os problemas de uma população, na sua maioria pobre ou miserável, que vive tentando qualquer recurso. Pensar que uma prefeitura acossada desse jeito possa ter planos, só se houver uma mudança radical, não da gestão, mas também da mentalidade do povo, que fosse mais participativo e que tivesse mais condições também de participar, planejar e executar. É um conjunto de coisas que não ajuda a prefeitura e as prefeituras a desenvolverem o seu papel. Algumas fazem o que podem, se esforçam; outras, infelizmente continuam com uma estrutura bastante tradicional, de um poder controlado por poucos na tentativa de tirar o máximo proveito de alguns municípios. Não percebo, planos bem claros e definidos de ação. O único município que teve uma atividade nesse sentido, o que chegou ao meu conhecimento, foi Cabrobó, que realizou um Fórum contra a Violência promovido pela prefeitura. Os jovens participaram de uma forma efetiva e a prefeitura está envolvida nesse projeto de Cultura de Paz, aqui; apóia e ajuda.
TEMPO E PRESENÇA: Então há algumas iniciativas de fato no sentido de promover atividades ou participar delas. A gente observa que geralmente a violência se surge onde já existem outras violências e desigualdades. No caso desta região, sabe-se que há toda uma violência antiga, de brigas de famílias, dos coronéis e da própria vida do povo. O poder público sempre foi descuidado no tratamento das questão da seca e da sobrevivência dos agricultores. O senhor acha que esse quadro tem sido fundamental para disseminar mais violência?
D. ADRIANO: Com certeza. Por isso encaminhamos um projeto de educação para a Cultura de Paz. Trata-se de mudar mesmo a postura intelectual, emocional das pessoas. Há em nossa região uma cultura da violência e, como você assinalou, a região (norte da Bahia e a região de Pernambuco) já foi palco no fim do século passado, da presença de coronéis. Depois, essa região de sertão mais pobre e menos habitada também, foi o lugar mais fácil para os fora-da-lei se esconderem. A falta de uma lei que de fato punisse os desmandos, os crimes, em vista da presença muito pequena de homens da lei; uma independência das elites locais que usavam as forças da polícia de forma incorreta; fizeram com que surgisse aqui o “cangaceirismo”. Lampião é daqui de Floresta. O que se conta é que Lampião entrou no cangaço porque a família dele sofreu uma injustiça que não foi reparada pela lei. Vendo-se injustiçado foi buscar outra maneira de fazer justiça. Desse fato da ausência de uma organização legal, de uma sociedade dentro da lei, que respeitasse os direitos das pessoas, nasce a tentativa de buscar resolver as pendências com as próprias mãos. Isso não é de agora. Havendo tal predisposição, toda essa história, claro é mais fácil que as pessoas vão reproduzindo desse jeito, de não levar desaforo para casa. Quando alguém se sente agredido ou diminuído na sua honra, pensa logo no revide violento. Faz parte mesmo dessa cultura. Há lugares que são paupérrimos, mas não são violentos. Aqui há a pobreza e, ao mesmo tempo, toda essa violência.
Fonte: http://www.koinonia.org.br
Link: http://www.koinonia.org.br/narco/entrevistas01.htm
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