O problema da transposição do Rio São Francisco, no Nordeste, tem muita semelhança com o que está acontecendo no Pará, em relação à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A comparação foi feita ontem por Dom Adriano Ciocca Vasino, bispo de Floresta (PE), na 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
"O governo federal simplesmente baixa um decreto e as coisas não são debatidas. As audiências públicas são apenas paliativos para dizerem que foram feitas, são pagos apenas 50 reais por hectare aos atingidos e assim, dessa forma, não há debate", afirmou o bispo, a respeito da transposição do Rio São Francisco, considerada uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.
Dom Adriano contou que é justamente do território de sua diocese que saem os dois eixos da transposição. "O eixo norte do Rio São Francisco sai do município de Cabrobó e o eixo leste sai do município de Floresta. Há obras em todas as partes do rio, os impactos ambientais são gravíssimos e as indenizações aos pequenos não estão chegando. Para nós, que estamos acompanhando as comunidades, estamos vendo o sofrimento estampado no rosto do povo."
O prelado comentou ainda que o rio, "patrimônio nacional", vai sendo totalmente descaracterizado. "O que vemos é que as pessoas não são ouvidas, e o rio está sendo modificado aos poucos. Para passar o canal tem um desmatamento de 200 metros de largura dos dois lados, com mais de 600 quilômetros de comprimento, ou seja, são dois rasgos enormes na biodiversidade local."
Ele ainda tem esperança no diálogo com representantes do governo. "No início das obras conversamos com representantes do Ministério da Integração Nacional, que nos recebeu com muita cortesia e com muita atenção. Num segundo momento, quando ele perceberam que conversávamos com representantes das comunidades atingidas e os pequenos proprietários, e estávamos organizando essas pessoas, o ministério cortou totalmente o nosso contato. Só estamos em busca de uma melhor situação para os atingidos", destacou. As informações são da CNBB.
Agência estado
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domingo, 30 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
A rota do imperador une os Estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe
BREVE HISTÓRICO DA VIAGEM DO IMPERADOR HÁ 150 ANOS -
O Imperador D. Pedro II teve os seus olhares e suas ações voltadas para o Rio São Francisco e as chamadas “províncias do Norte do Brasil", durante quase trinta anos.
Ainda nos idos do ano de 1850, designou o engenheiro civil Henrique Guilherme Fernando Halfeld para realizar um minucioso estudo do Rio São Francisco, o que foi feito entre os anos de 1852 e 1854 e denominado “Atlas e Relatório concernente a exploração do rio São Francisco, desde a Cachoeira de Pirapora até o Oceano Atlântico”. Este estudo foi publicado “na litografia imperial de Eduardo Rensburg, no Rio de Janeiro, em 1860”.
Antes de sua publicação, em 1859, o Imperador D. Pedro II, empolgado com os relatos do engenheiro Halfeld, decidiu visitar a Cachoeira de Paulo Afonso.
Outro feito marcante da preocupação do Imperador com a região foi a sua decisão de se construir entre o porto de Piranhas, em Alagoas e Jatobá (antiga Petrolândia), em Pernambuco a Estrada de Ferro Paulo Afonso, construção autorizada pelo Decreto 6.941, de 19 de junho de 1878. O objetivo: facilitar o transporte na região, o que não podia acontecer pelo rio em função da existência da Cachoeira de Paulo Afonso e grandes corredeiras e promover o desenvolvimento regional.
A viagem do imperador e comitiva imperial à Cachoeira de Paulo Afonso foi relatada pelo próprio D. Pedro II no livro “Viagem às províncias do Norte do Brasil”. Sua majestade imperial começou a sua viagem no dia 1º de outubro daquele ano, saindo do porto do Rio de Janeiro com destino a Salvador a bordo do navio APA e seguido por vários navios de guerra, todos recebidos com grande pompa na Baía de Todos os Santos.
No dia 12 de outubro, o Imperador seguiu, ainda no navio APA para a foz do rio São Francisco e ali a comitiva imperial mudou-se para o navio Pirajá porque a profundidade do rio não permitia a navegação segura do navio APA, de grande calado.
Dia 13 de outubro foi avistada a foz do rio São Francisco. Após passar, descansar e pernoitar em Piaçabuçu/AL Penedo/AL, Própria/SE, Porto Real do Colégio/AL, Traipu/AL, Pão de Açúcar/AL e Piranhas/AL, a comitiva imperial seguiu a cavalo para a Cachoeira de Paulo Afonso, onde chegou no dia 20 de outubro de 1859.
Esta viagem fantástica, recheada de relatos anotados a próprio punho pelo Imperador, que também fez vários desenhos por onde passou, motivou os turismólogos Jairo Luiz Oliveira, Ana Rogatto e Lúcia Regueira a refazer esta Rota do Imperador como um novo produto turístico para a região do baixo e sub-médio São Francisco.
Folha sertaneja
O Imperador D. Pedro II teve os seus olhares e suas ações voltadas para o Rio São Francisco e as chamadas “províncias do Norte do Brasil", durante quase trinta anos.
Ainda nos idos do ano de 1850, designou o engenheiro civil Henrique Guilherme Fernando Halfeld para realizar um minucioso estudo do Rio São Francisco, o que foi feito entre os anos de 1852 e 1854 e denominado “Atlas e Relatório concernente a exploração do rio São Francisco, desde a Cachoeira de Pirapora até o Oceano Atlântico”. Este estudo foi publicado “na litografia imperial de Eduardo Rensburg, no Rio de Janeiro, em 1860”.
Antes de sua publicação, em 1859, o Imperador D. Pedro II, empolgado com os relatos do engenheiro Halfeld, decidiu visitar a Cachoeira de Paulo Afonso.
Outro feito marcante da preocupação do Imperador com a região foi a sua decisão de se construir entre o porto de Piranhas, em Alagoas e Jatobá (antiga Petrolândia), em Pernambuco a Estrada de Ferro Paulo Afonso, construção autorizada pelo Decreto 6.941, de 19 de junho de 1878. O objetivo: facilitar o transporte na região, o que não podia acontecer pelo rio em função da existência da Cachoeira de Paulo Afonso e grandes corredeiras e promover o desenvolvimento regional.
A viagem do imperador e comitiva imperial à Cachoeira de Paulo Afonso foi relatada pelo próprio D. Pedro II no livro “Viagem às províncias do Norte do Brasil”. Sua majestade imperial começou a sua viagem no dia 1º de outubro daquele ano, saindo do porto do Rio de Janeiro com destino a Salvador a bordo do navio APA e seguido por vários navios de guerra, todos recebidos com grande pompa na Baía de Todos os Santos.
No dia 12 de outubro, o Imperador seguiu, ainda no navio APA para a foz do rio São Francisco e ali a comitiva imperial mudou-se para o navio Pirajá porque a profundidade do rio não permitia a navegação segura do navio APA, de grande calado.
Dia 13 de outubro foi avistada a foz do rio São Francisco. Após passar, descansar e pernoitar em Piaçabuçu/AL Penedo/AL, Própria/SE, Porto Real do Colégio/AL, Traipu/AL, Pão de Açúcar/AL e Piranhas/AL, a comitiva imperial seguiu a cavalo para a Cachoeira de Paulo Afonso, onde chegou no dia 20 de outubro de 1859.
Esta viagem fantástica, recheada de relatos anotados a próprio punho pelo Imperador, que também fez vários desenhos por onde passou, motivou os turismólogos Jairo Luiz Oliveira, Ana Rogatto e Lúcia Regueira a refazer esta Rota do Imperador como um novo produto turístico para a região do baixo e sub-médio São Francisco.
Folha sertaneja
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Continua a polêmica da Ponte de Ibó


O distrito de Ibó é um grande terminal de passagem de automóveis. O local é conhecido como a rota de passagem de muitos caminhões que saem do sul e sudeste rumo ao norte e nordeste do país transportando cargas. Em relação ao trajeto mais famoso de Juazeiro- Petrolina, a distancia diminui 400 km para quem precisa cruzar os dois estados.
O local é estratégico. Segundo o DNIT, chega a passar aproximadamente 1000 caminhões e quem lucra nesse mercado são os proprietários das balsas. Para cruzar o rio cada caminhoneiro é obrigado a desembolsar R$ 80.
Logo acima do local onde as balsas atracam a obra da ponte que liga a cidade de Ibó- Pe e Ibó-Ba está quase pronta, faltando apenas parte do acesso no lado baiano. A obra foi iniciada em 2007 e custou aos cofres públicos R$ 21 milhões, contando inclusive com recursos do PAC.
O tenente Willian, engenheiro responsável pelo 4° Batalhão de Engenharia de Barreiras, informou que, mesmo pronta, a ponte só poderá ser liberada para tráfego após autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Para evitar a passagem de automóveis no local, homens do Exército fazem a segurança 24 horas.
O Governo Federal ainda não informou quando vai inaugurar a obra. Enquanto isso, caminhoneiros arriscam a vida fazendo a travessia em balsas que não oferecem nenhuma segurança. Muitos já presenciaram acidentes como tombamentos de carretas que resultaram na morte de motoristas.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Mais duas empresas deixam obras da transposição
O Ministério da Integração Nacional afirmou que as empresas LJA e a Ebisa, encarregadas de obras em um dos trechos da transposição do Rio São Francisco, desistiram do projeto. Segundo o ministério, o governo se negou a rever o valor do contrato e convocará as segundas colocadas na licitação para realizar as obras.Em novembro, a Camargo Corrêa havia desistido de outro trecho da transposição.Apesar de o ministério confirmar as informações publicadas ontem no jornal 'Valor Econômico' sobre a desistência, ele não deu maiores detalhes.As empresas ainda não teriam iniciado as obras, mas notícia publicada em maio de 2008 no site do ministério afirma que 'para a Construtora LJA foram liberados R$ 28 milhões'.
(Folha de S.Paulo)
(Folha de S.Paulo)
domingo, 21 de dezembro de 2008
Biólogos salvam animais ameaçados pela transposição
Biólogos, veterinários, estudantes e professores da Universidade Federal do Vale do São Francisco seguem na dianteira da obra de transposição do Rio São Francisco. A missão é identificar e afugentar os animais e preservá-los e os que não conseguem fugir são recolhidos.
Os ambientalistas têm pressa, pois o barulho das moto-serras e o movimento das foices vêm logo atrás. “O papel da universidade é diminuir o impacto da obra em relação à natureza”, afirmou o professor da Universidade Vale São Francisco Luiz César Machado.
A obra que vem no rastro dos tratores é uma das maiores em andamento no país: a transposição do rio São Francisco está transformando a imensidão da terra seca. Máquinas pesadas abrem 800 quilômetros de dois canais gigantescos que irão levar a água do maior rio do Nordeste a quatro estados da região: Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
O projeto de R$ 4,5 bilhões está em ritmo acelerado com a chegada das empreiteiras. O número de trabalhadores irá triplicar: serão cinco mil até junho do ano que vem, um reforço para os militares do Exército que deram a arrancada.
O canal avança pela caatinga e árvores são derrubas para abrir passagem. Esse é um preço pago pela natureza: as árvores cortadas foram empilhadas, madeira a perder de vista.
Para compensar os estragos, foram elaborados planos ambientais que prevêem a recuperação de áreas degradadas. “Seguimos rigorosamente as especificações técnicas para minimizar os transtornos causados na região em conseqüência da obra”, disse o capitão Walfredo Galvão.
Para os ambientalistas, esta é uma oportunidade única de conhecer melhor a caatinga e salvar espécies de plantas e animais que estão no caminho de uma obra que não pára.
“Além de levar a água, não só para o ser humano, mas para as espécies de animais, para o gado, para ovinos e caprinos, ele é um projeto social e econômico também. Se o projeto conseguir atingir a sociedade, é um projeto que deu certo. Se não conseguir atingir a sociedade, é um projeto que não teve o objetivo contemplado”, disse Luiz César Machado.
Fonte: G1
Os ambientalistas têm pressa, pois o barulho das moto-serras e o movimento das foices vêm logo atrás. “O papel da universidade é diminuir o impacto da obra em relação à natureza”, afirmou o professor da Universidade Vale São Francisco Luiz César Machado.
A obra que vem no rastro dos tratores é uma das maiores em andamento no país: a transposição do rio São Francisco está transformando a imensidão da terra seca. Máquinas pesadas abrem 800 quilômetros de dois canais gigantescos que irão levar a água do maior rio do Nordeste a quatro estados da região: Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
O projeto de R$ 4,5 bilhões está em ritmo acelerado com a chegada das empreiteiras. O número de trabalhadores irá triplicar: serão cinco mil até junho do ano que vem, um reforço para os militares do Exército que deram a arrancada.
O canal avança pela caatinga e árvores são derrubas para abrir passagem. Esse é um preço pago pela natureza: as árvores cortadas foram empilhadas, madeira a perder de vista.
Para compensar os estragos, foram elaborados planos ambientais que prevêem a recuperação de áreas degradadas. “Seguimos rigorosamente as especificações técnicas para minimizar os transtornos causados na região em conseqüência da obra”, disse o capitão Walfredo Galvão.
Para os ambientalistas, esta é uma oportunidade única de conhecer melhor a caatinga e salvar espécies de plantas e animais que estão no caminho de uma obra que não pára.
“Além de levar a água, não só para o ser humano, mas para as espécies de animais, para o gado, para ovinos e caprinos, ele é um projeto social e econômico também. Se o projeto conseguir atingir a sociedade, é um projeto que deu certo. Se não conseguir atingir a sociedade, é um projeto que não teve o objetivo contemplado”, disse Luiz César Machado.
Fonte: G1
domingo, 30 de novembro de 2008
Obras de transposição do Rio São Francisco seguem ritmo acelerado no Sertão
As obras de transposição do Rio São Francisco estão em ritmo acelerado no Interior pernambucano. Os soldados do Eército não páam de trabalhar. Além deles, muitos moradores das áreas envolvidas também garantiram emprego com o projeto que promete levar água à região.
Um gigantesco canteiro de obras na imsensidão da terra seca. Só mesmo do alto é possível calcular a dimensão da obra às margens do Rio São Francisco, em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. Centenas de caminhões e máquinas pesadas transformam a Caatinga, na maior obra hídrica do país em andamento, que vai levar a água do rio mais importante da região a quatro estados nordestinos a um um custo de R$ 4,5 bilhões.
Toda a movimentação, entretanto, é a apenas o começo, ou seja, a parte inicial dos 800 quilômetros de canais que cortarão o Semi-árido. O projeto de transposição contará com dois eixos por onde passarão os canais. O eixo Norte terá 516 quilômetros de extensão. A captação será próximo à cidade de Cabrobó e vai percorrer o Sertão também da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
Já o eixo Leste, com 587 quilômetros de extensão, vai captar água na barragem de Itaparica, no município de Floresta, e seguirá até o Rio Paraíba. Um canal de 70 quilômetros levará água também à bacia do Rio Ipojuca, no Agreste de Pernambuco.
ESTRUTURA
Os canais têm 25 metros de largura por seis metros de profundidade e, com as margens, são 200 metros de um lado ao outro. Em alguns trechos, o vai e vem das máquinas é tão intenso que lembra o trânsito das cidades.
Três batalhões do Exército deram início aos trabalhos que agora serão acelerados com a chegada das empreiteiras. Atualmente, 1.200 homens tocam o projeto, mas esse número deve triplicar até julho do próximo ano.
Em sete meses, o motorista Marcelo Fontes conseguiu um emprego e até uma promoção. “Está representando muita coisa para a cidade, muita gente sendo empregada e muito bom para a gente”, avalia.
A primeira etapa do projeto deve ser concluída no final de 2009, com a barragem de Tucutu. Ao todo, serão 26 barragens nos dois canais. No meio do caminho, passa a BR-427, que leva a Petrolina e será elevada para que os dutos passem por baixo. Até o momento, pelo menos 60% dos trabalhadores da obra vêm de Cabrobó e região.
Sem despesas pendentes, a polêmica obra da transposição do Rio São Francisco vai preparando o terreno para levar a água do rio bem longe.
Fonte: PE 360 Graus
Um gigantesco canteiro de obras na imsensidão da terra seca. Só mesmo do alto é possível calcular a dimensão da obra às margens do Rio São Francisco, em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. Centenas de caminhões e máquinas pesadas transformam a Caatinga, na maior obra hídrica do país em andamento, que vai levar a água do rio mais importante da região a quatro estados nordestinos a um um custo de R$ 4,5 bilhões.
Toda a movimentação, entretanto, é a apenas o começo, ou seja, a parte inicial dos 800 quilômetros de canais que cortarão o Semi-árido. O projeto de transposição contará com dois eixos por onde passarão os canais. O eixo Norte terá 516 quilômetros de extensão. A captação será próximo à cidade de Cabrobó e vai percorrer o Sertão também da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
Já o eixo Leste, com 587 quilômetros de extensão, vai captar água na barragem de Itaparica, no município de Floresta, e seguirá até o Rio Paraíba. Um canal de 70 quilômetros levará água também à bacia do Rio Ipojuca, no Agreste de Pernambuco.
ESTRUTURA
Os canais têm 25 metros de largura por seis metros de profundidade e, com as margens, são 200 metros de um lado ao outro. Em alguns trechos, o vai e vem das máquinas é tão intenso que lembra o trânsito das cidades.
Três batalhões do Exército deram início aos trabalhos que agora serão acelerados com a chegada das empreiteiras. Atualmente, 1.200 homens tocam o projeto, mas esse número deve triplicar até julho do próximo ano.
Em sete meses, o motorista Marcelo Fontes conseguiu um emprego e até uma promoção. “Está representando muita coisa para a cidade, muita gente sendo empregada e muito bom para a gente”, avalia.
A primeira etapa do projeto deve ser concluída no final de 2009, com a barragem de Tucutu. Ao todo, serão 26 barragens nos dois canais. No meio do caminho, passa a BR-427, que leva a Petrolina e será elevada para que os dutos passem por baixo. Até o momento, pelo menos 60% dos trabalhadores da obra vêm de Cabrobó e região.
Sem despesas pendentes, a polêmica obra da transposição do Rio São Francisco vai preparando o terreno para levar a água do rio bem longe.
Fonte: PE 360 Graus
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Empresa explica parcialmente desistência da obra
Questionada sobre os motivos que levaram à desistência de tocar um dos trechos da obra de transposição do São Francisco, a construtora Camargo Corrêa se limitou a dizer, por meio de nota, que estava impossibilitada de executar o trabalho. Segundo a nota, a empresa venceu a licitação em maio do ano passado para executar o lote 9 por apresentar a melhor proposta. O preço cobrado, diz, estava '12% abaixo do previsto no orçamento básico constante no edital'. Em abril deste ano, a Camargo Corrêa foi chamada para assinatura do contrato, 'condicionada pelo TCU [Tribunal de Contas da União] a um desconto de mais 7%'. 'Após 120 dias, havendo a impossibilidade de se iniciar os serviços, a Camargo Corrêa se utilizou da prerrogativa, prevista na Lei de Licitações (8666/93), de solicitar a rescisão do contrato'.
A empresa não deixou claro, porém, quais os motivos que a impossibilitaram de assumir a obra. Segundo a assessoria da construtora, no entanto, tudo foi feito de acordo com a legislação e dentro dos prazos previstos, que permitem a desistência de uma das partes. Por isso, a Camargo Corrêa está discutindo administrativamente a aplicação da multa e apreensão das garantias. O projeto prevê a construção de 720 km de canais para levar a água do rio à região do semi-árido dos Estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.(Folha Online)
A empresa não deixou claro, porém, quais os motivos que a impossibilitaram de assumir a obra. Segundo a assessoria da construtora, no entanto, tudo foi feito de acordo com a legislação e dentro dos prazos previstos, que permitem a desistência de uma das partes. Por isso, a Camargo Corrêa está discutindo administrativamente a aplicação da multa e apreensão das garantias. O projeto prevê a construção de 720 km de canais para levar a água do rio à região do semi-árido dos Estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.(Folha Online)
Construtora desiste de obras no São Francisco
Em meio à crise que ameaça investimentos, sobretudo em grandes obras de infra-estrutura, a construtora Camargo Corrêa desistiu de participar de um dos maiores projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento): a transposição do rio São Francisco, orçada em R$ 6,8 bilhões incluindo projetos ambientais e de revitalização de áreas.
Vencedora de um trecho de 54 km da obra, a construtora pode perder quase R$ 23 milhões com a desistência. O governo já está chamando a segunda colocada, a Engesa, para o trabalho. Segundo a Folha apurou, após embate entre o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e a empresa, que pedia revisão do preço acertado, o governo considerou haver quebra de contrato.
Com isso, decidiu multar a empresa em R$ 1,6 milhão e quer reter R$ 21 milhões em garantias apresentadas pela Camargo quando ganhou a licitação. 'Fizemos o que determina a lei. Aplicamos a multa, e a segunda colocada na licitação já está sendo mobilizada.'(Folha Online)
Vencedora de um trecho de 54 km da obra, a construtora pode perder quase R$ 23 milhões com a desistência. O governo já está chamando a segunda colocada, a Engesa, para o trabalho. Segundo a Folha apurou, após embate entre o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e a empresa, que pedia revisão do preço acertado, o governo considerou haver quebra de contrato.
Com isso, decidiu multar a empresa em R$ 1,6 milhão e quer reter R$ 21 milhões em garantias apresentadas pela Camargo quando ganhou a licitação. 'Fizemos o que determina a lei. Aplicamos a multa, e a segunda colocada na licitação já está sendo mobilizada.'(Folha Online)
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Pesca no Rio São Francisco está limitada
O período da Piracema – época em que os peixes nadam no sentido contrário ao do curso do rio – proíbe a pesca no rio São Francisco a partir desse sábado, 1° de novembro. Com a medida, fica permitida apenas a pesca artesanal com linha fina e o uso de rede para a captura de pilombetas.
O período de proibição para a pesca nas calhas do rio segue até o dia 28 de fevereiro. Já nas lagoas marginais o prazo se estende até 30 de abril, pois é nessas áreas que acontece a desova.
Quem não respeitar a determinação poderá pagar multa entre R$ 500 e R$100 mil por quilo do pescado. A fiscalização ficará por conta da Marinha do Brasil, Ministério Público Estadual, pelotão ambiental da PM e Polícia Federal.
Fonte: Cinform
O período de proibição para a pesca nas calhas do rio segue até o dia 28 de fevereiro. Já nas lagoas marginais o prazo se estende até 30 de abril, pois é nessas áreas que acontece a desova.
Quem não respeitar a determinação poderá pagar multa entre R$ 500 e R$100 mil por quilo do pescado. A fiscalização ficará por conta da Marinha do Brasil, Ministério Público Estadual, pelotão ambiental da PM e Polícia Federal.
Fonte: Cinform
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Bispo que combate transposição tem prêmio internacional
O bispo de Barra (BA), d. Luiz Flávio Cappio, que por duas vezes fez greve de fome contra a transposição do rio São Francisco, recebeu no último sábado, em Sobradinho (BA), o Prêmio pela Paz, concedido pela Pax Christi Internacional.
Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ele recebeu o prêmio pelo trabalho de luta em favor dos menos favorecidos, pela preservação da vida e das comunidades ribeirinhas do rio São Francisco.
No mesmo dia, em Sobradinho, romeiros, representantes de entidades e movimentos sociais, pastorais e religiosos, participantes da 5ª Romaria das Águas, permaneceram na Capela de São Francisco em jejum, reflexão e oração.
"Esta é uma resposta concreta de solidariedade e de intensificar a luta em defesa do São Francisco e de tantas outras no Brasil. É uma alegria voltar à cidade e relembrar todos os momentos de fé e luta que passamos aqui no ano passado. E ao mesmo tempo de tristeza, por saber que os problemas sociais e com a água continuam. Nunca se produziu tanto alimento, e nunca se passou tanta fome e sede no mundo. O nosso grito é pela vida, pelo sagrado direito das pessoas se alimentarem e de ter acesso à água para beber e viver. Nesta Romaria e com o Jejum confirmamos a nossa luta", afirmou d. Cappio.
Fonte: Folha On Line
Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ele recebeu o prêmio pelo trabalho de luta em favor dos menos favorecidos, pela preservação da vida e das comunidades ribeirinhas do rio São Francisco.
No mesmo dia, em Sobradinho, romeiros, representantes de entidades e movimentos sociais, pastorais e religiosos, participantes da 5ª Romaria das Águas, permaneceram na Capela de São Francisco em jejum, reflexão e oração.
"Esta é uma resposta concreta de solidariedade e de intensificar a luta em defesa do São Francisco e de tantas outras no Brasil. É uma alegria voltar à cidade e relembrar todos os momentos de fé e luta que passamos aqui no ano passado. E ao mesmo tempo de tristeza, por saber que os problemas sociais e com a água continuam. Nunca se produziu tanto alimento, e nunca se passou tanta fome e sede no mundo. O nosso grito é pela vida, pelo sagrado direito das pessoas se alimentarem e de ter acesso à água para beber e viver. Nesta Romaria e com o Jejum confirmamos a nossa luta", afirmou d. Cappio.
Fonte: Folha On Line
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Codevasf e Acavasf realizam Projeto Campo Limpo
A Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba (Codevasf), em Juazeiro (BA), e a Associação do Comércio Agropecuário do Vale do São Francisco (Acavasf) realizam, nesta terça-feira (30), no Perímetro Irrigado Pedra Branca, localizado entre os municípios de Curaçá e Abaré, na Bahia, região Norte do Estado, a campanha “Projeto Campo Limpo”, que visa o recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos de pequenas propriedades da zona rural. A unidade de coleta será no Centro Administrativo de Pedra Branca, das 9h às 15h.
Fonte: pauloafonsonoticias.com.br
Fonte: pauloafonsonoticias.com.br
domingo, 31 de agosto de 2008
Transposição do São Francisco - Vencedoras da licitação dos lotes 3 e 4 do Projeto São Francisco são contratadas
Vencedoras da licitação dos lotes 3 e 4 do Projeto São Francisco são contratadas
Brasília – Já foram contratadas as empresas que realizarão as obras civis dos lotes 3 e 4 do Projeto de Integração da rio do São Francisco às Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional. A empresa Encalso é a vencedora desses lotes e será responsável, entre outras obras, pela construção de canais revestidos em concreto, túneis e barragem, inclusive hidrelétricas.
Segundo o diretor de projetos estratégicos do Ministério da Integração Nacional, Francisco Campos Abreu, o primeiro lote já possui as ordens de serviço e a previsão é de que sejam assinadas as dos lotes 2, 3, 4, 5 e 6 até o final de agosto deste ano. "Logo após a assinatura é feita a mobilização e, depois, vão instalar o canteiro de obras. Entre a mobilização e a instalação do canteiro de obras, será cerca de um mês e meio", explica o diretor.
Os lotes 5 e 6 já foram licitados, com publicação dos resultados no Diário Oficial da União (DOU) no final do mês de julho. No quinto lote serão investidos R$ 161,8 milhões e o vencedor foi o consórcio Encalso/Conpav/Arvek/Record. O sexto lote será no valor de R$ 223,4 milhões, com o consórcio EIT/Delta/Getel como vencedor.
O Projeto São Francisco é o mais importante projeto de infra-estrutura hídrica do governo federal. A obra prevê a construção de dois canais, os eixos Norte e Leste, que levarão água para os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará.
Para o Eixo Leste, que beneficiará os Estados da Paraíba e Pernambuco, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê entre 2007 e 2010 R$ 1,91 bilhão. Este eixo terá a extensão de 220 km. O Batalhão de Engenharia do Exército já executou 16 % do canal de aproximação de 5,8 km e 55 % da Barragem de Areias.
O Eixo Norte atenderá os Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte e tem garantido pelo PAC (2007-2010) R$ 2,89 bilhões. Serão 402 km de canal, englobando também a construção de canal (trecho V), estações de bombeamento, reservatórios, túneis e aquedutos. O Batalhão de Engenharia do Exército já executou 24,7 % do canal de aproximação de 2,1 km e 32,2% da Barragem de Tucutu.
O Eixo Leste abrange os lotes 9 a 13 e tem previsão de conclusão até setembro de 2010. O eixo norte compreende os lotes 1 a 7. Os lotes 1 e 2 serão concluídos até 2010. Já os lotes 3, 4, 5, 6 e 7 só devem ser finalizados em 2011.
Para a realização das obras do Projeto São Francisco, serão implantados 36 Programas Básicos Ambientais (PBAs), que visam a eliminação, minimização e controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação do empreendimento. No PAC está previsto o total de R$ 226 milhões para o atendimento desses programas.
Fonte: Ministério da Integração.
Link. http://www.mi.gov.br/saofrancisco/noticias/noticia.asp?id=3640
Brasília – Já foram contratadas as empresas que realizarão as obras civis dos lotes 3 e 4 do Projeto de Integração da rio do São Francisco às Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional. A empresa Encalso é a vencedora desses lotes e será responsável, entre outras obras, pela construção de canais revestidos em concreto, túneis e barragem, inclusive hidrelétricas.
Segundo o diretor de projetos estratégicos do Ministério da Integração Nacional, Francisco Campos Abreu, o primeiro lote já possui as ordens de serviço e a previsão é de que sejam assinadas as dos lotes 2, 3, 4, 5 e 6 até o final de agosto deste ano. "Logo após a assinatura é feita a mobilização e, depois, vão instalar o canteiro de obras. Entre a mobilização e a instalação do canteiro de obras, será cerca de um mês e meio", explica o diretor.
Os lotes 5 e 6 já foram licitados, com publicação dos resultados no Diário Oficial da União (DOU) no final do mês de julho. No quinto lote serão investidos R$ 161,8 milhões e o vencedor foi o consórcio Encalso/Conpav/Arvek/Record. O sexto lote será no valor de R$ 223,4 milhões, com o consórcio EIT/Delta/Getel como vencedor.
O Projeto São Francisco é o mais importante projeto de infra-estrutura hídrica do governo federal. A obra prevê a construção de dois canais, os eixos Norte e Leste, que levarão água para os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará.
Para o Eixo Leste, que beneficiará os Estados da Paraíba e Pernambuco, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê entre 2007 e 2010 R$ 1,91 bilhão. Este eixo terá a extensão de 220 km. O Batalhão de Engenharia do Exército já executou 16 % do canal de aproximação de 5,8 km e 55 % da Barragem de Areias.
O Eixo Norte atenderá os Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte e tem garantido pelo PAC (2007-2010) R$ 2,89 bilhões. Serão 402 km de canal, englobando também a construção de canal (trecho V), estações de bombeamento, reservatórios, túneis e aquedutos. O Batalhão de Engenharia do Exército já executou 24,7 % do canal de aproximação de 2,1 km e 32,2% da Barragem de Tucutu.
O Eixo Leste abrange os lotes 9 a 13 e tem previsão de conclusão até setembro de 2010. O eixo norte compreende os lotes 1 a 7. Os lotes 1 e 2 serão concluídos até 2010. Já os lotes 3, 4, 5, 6 e 7 só devem ser finalizados em 2011.
Para a realização das obras do Projeto São Francisco, serão implantados 36 Programas Básicos Ambientais (PBAs), que visam a eliminação, minimização e controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação do empreendimento. No PAC está previsto o total de R$ 226 milhões para o atendimento desses programas.
Fonte: Ministério da Integração.
Link. http://www.mi.gov.br/saofrancisco/noticias/noticia.asp?id=3640
terça-feira, 29 de julho de 2008
Transposição do rio muda cenário do Sertão

Por: RAFAELA AGUIAR
Desde menino, o pescador Alex José da Silva sai da sua casa, na Agrovila 3, próximo a Petrolândia, para pescar no rio São Francisco. Sua rotina é puxada, das 7h às 17h, de segunda a sábado, dentro de um pequeno barco com apenas uma vara de pescar. Entretanto, há mais de um ano, o pescador passou a dividir o rio com tratores, caminhões, barulho, muita poeira e grandes canais sendo abertos. Foi assim que a reportagem da Folha de Pernambuco encontrou as obras de transposição do rio São Francisco, em junho de 2006, quando foi até Cabrobó, no Sertão do São Francisco, a 489 km do Recife, para a cobertura em primeira mão do início das atividades do Exército. Na última semana, a Folha voltou a Cabrobó e foi até Floresta, a 409 km da Capital, registrar com exclusividade o andamento das obras. Nesta reportagem especial, o leitor saberá o que aconte nas cidades atingidas pelo projeto, com histórias dos moradores que já estão trabalhando no canteiro de obras e daqueles que aguardam com ansiedade por uma carteira assinada.
A palavra mais correta para definir o projeto de transposição do Rio São Francisco é grandiosidade. Quem visita o canteiro de obras fica admirado com o tamanho, valor do investimento e complexidade do empreendimento. São R$ 5 bilhões a serem gastos com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para executar 420 quilômetros de canal no Eixo Norte e 200 quilômetros no Eixo Leste. O padrão do canal, ao longo do seu curso, é de seis metros de profundidade, com 24 metros de lâmina d’água (de uma margem a outra) e seis metros de largura no fundo do canal.
O projeto ainda é composto por nove estações elevatórias de bombeamento, sendo seis no Leste e três no Norte, e 30 barragens que servirão como controladoras do fluxo de água nos canais. Do São Francisco até os destinos finais em quatro estados do Nordeste (Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte), a água ainda passará por túneis e aquedutos. “Sempre haverá essas soluções para driblar obstáculos, evitando a perda da gravidade e a redução do fluxo da água, que precisa circular naturalmente”, explicou o engenheiro do Ministério da Integração Riomar Alves de Araújo. O projeto prevê a captação máxima de 1,4% da água que passa pelo São Francisco.
No Eixo Leste, em Floresta, o 3º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército (3º BEC) está trabalhando com 300 militares e civis no trecho 5, do Lote 9, na construção do canal de aproximação da água, com 5.840 metros de extensão, e na barragem de Areias. A escavação do canal está bem avançada, inclusive a do canal de captação da água pela barragem de Itaparica. “Estamos trabalhando em dois turnos, durante 24 dias por mês, folgando aos domingos”, disse o comandante do destacamento do 3º BEC, coronel Vanilson Gurgel Vaz.
Passando pelo canal de captação, a água seguirá por esse canal até a estação de bombeamento, que ficará a cargo do consórcio das empresas Encalso, Convap, Arvek e Record, que construirá todas as seis estações no Leste. Tanto as atividades desse consórcio como as da Camargo Correia, que ganhou a licitação para a construção do restante do canal no Lote 9, ainda não começaram. Estão aguardando a liberação de licenças ambientais e da prefeitura para iniciarem as instalações. “Dentro de 25 dias a Camargo inicia os serviços. Entregamos todo esse eixo em 2010”, garantiu o diretor de Projetos Estratégicos do Ministério da Integração, Francisco Abreu.
Fonte: Folha de Pernambuco
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