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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sertanejo agora anda de moto

O cavalo perdeu o lugar de preferência entre os sertanejos. O animal deixou de ser o principal meio de locomoção dos agricultores da região, perdendo espaço para as motocicletas. Elas ganharam vez, entre outros motivos, por conta das facilidades oferecidas pelas concessionárias.

Bruno Figueira, gerente de um desses estabelecimentos em Salgueiro, diz que o foco da loja é atender o público das classes B e C: “Chegamos a vender 20 motos por semana”, contou. O mesmo grupo instalou uma filial em Serra Talhada e o resultado foi imediato: em nove horas, 23 motos vendidas.

As que fazem mais sucesso são as de 50 cilindradas, pois para pilotá-las não é preciso ter carteira de habilitação. Esse foi o modelo escolhido por seu Jesus Melo de Lima: “Não sei ler, daí não dá para tirar a carteira”, disse. Seu Severino Bezerra diz também ler com dificuldades: “Mas deu pra tirar a carteira”, comemorou o aposentado dono de uma pequena frota de mototáxi.

A expansão do comércio de motos fica evidenciada com os números de Serra Talhada. No município, são 5 mil carros nas ruas, contra 7 mil motos. Mas nem todos os dados são positivos: mais motos, mais acidentes. Em um ano, o número de atendimentos nos hospitais da cidade dobrou.

Fonte: PE360 Graus

domingo, 27 de julho de 2008

Os homens de Nazaré

Os homens de Nazaré

Reportagem feita pelo Diário de Pernambuco.


Atual vila de Carqueja, distrito de Floresta, não acolheu bem os Ferreira pelo fato de Virgulino e os irmãos andarem armados. Na época do cangaço, forneceu perseguidores



A distância de cinco léguas entre os Ferreira, agora instalados no sítio Poço do Negro, e Saturnino não foi suficiente para acabar com as desavenças. Os moradores de Nazaré tinham ligações familiares e de amizade com os Nogueira e Saturnino e não gostavam de ver o trio de irmãos - Virgulino, Antonio e Livino - circular armado pelas ruas da vila recém-criada. José Saturnino, por sua vez, descumpriu em poucos meses o acordo de não aparecer no território inimigo e entra, em 1918, no lugar montado a cavalo, com o objetivo de cobrar uma dívida não paga. Na saída, ele foi alvo de uma emboscada, mas consegue fugir a pé. As afrontas de Virgulino e irmãos não são mais aceitas pelos nazarenos. Em troca de tiros com os moradores, Livino é baleado no ombro e permanece quase um mês na cadeia de Floresta.

No mês de outubro daquele ano, a família Ferreira volta a se mudar, desta vez para Alagoas. A nova moradia seria o Sítio Olho D'Água, em Água Branca (a 304 quilômetros de Maceió), onde já estava instalado Antonio Matilde,sogro de José Ferreira. As sucessivas mudanças de endereço apressavam também o empobrecimento da família. Matilde e os Ferreira tomam conhecimento de uma carta escrita por José Saturnino para o coronel Ulisses Luna, dono do Olho D'Água, alertando que ele estava abrigando malfeitores. Matilde pede a ajuda do cangaceiro Sinhô Pereira, que lhe cede seis homens para um ataque às fazendas Pedreira e Serra Vermelha, de José Saturnino.

O inimigo dos Ferreira também tem o reforço de um cangaceiro, Casimiro Honório, irmão de sua mãe. Os dois grupos se enfrentaram em Serra Talhada, onde Matilde e os Ferreira estavam matando todo o gado e destruindo as duas propriedades de Saturnino. De acordo com Élise Grunspan-Jasmin, autora de Lampião, senhor do Sertão, "pouco tempo depois do combate contra Casimiro Honório, os irmãos Ferreira entraram para o banditismo e se entregaram a pilhagens". Os Ferreira ainda travam amizade com a família Porcino, com quem teriam praticado assaltos a propriedades isoladas, em grupos de até doze homens.

Em fevereiro de 1920, os irmãos Ferreira, juntamente com Antonio Matilde e provavelmente os Porcino, atacam a vila alagoana de Pariconhas, no que seria a entrada oficial dos pernambucanos na criminalidade. Perseguido por uma volante comandada pelo sargento José Lucena, Antonio Matilde sai de cena. Dias depois da pilhagem, João Ferreira é preso ao entrar na cidade, onde iria comprar remédios para o tio. Na tentativa de resgate do irmão, os Ferreira travam um combate que duraria uma hora de fogo pesado.

Já nessa época, o velho Ferreira havia recomeçado a vida em outro lugar. O destino seria Mata Grande, também em Alagoas. Com os filhos mais velhos na clandestinidade, havia seguido com a mulher para uma propriedade de Sinhô Fragoso. Já abatida pela idade e pelo sofrimento, Maria Sulena da Purificação morre de ataque cardíaco em abril de 1921. Algumas semanas depois, já no mês de maio, o patriarca é abatido pela volante de Lucena, que andava à procura dos irmãos.

Nertan Macedo, autor de Lampião, CapitãoVirgulino Ferreira, cita que, no exato momento da emboscada em que José Ferreira morre Virgulino passa a ser Lampião. "Punirá o bandido, daí por diante, não apenas os seus semelhantes, mas a sua própria terra. (...) Exibirá reações as mais contraditórias e inexplicáveis. Amará perdidamente os irmãos e as irmãs. Com eles e por eles chorará os momentos mais tristes".

Fonte: Fundaj
Link: http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=1017&textCode=11326&date=currentDate

DICIONÁRIO LINGUISTÍCO DAS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS LOCAIS E REGIONAIS DE A a Z.

DICIONÁRIO LINGUISTÍCO DAS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS LOCAIS E REGIONAIS DE A a Z.


Abestalhado – bobo, atrapalhado, confuso
Abilolado – besta
Abra o olho! – ficar esperto
Abiscoitado – atrapalhado, bobo
Acabrunhado – envergonhado
Acunha – vá em frente, faça
Adjunto adjuntório – muita gente
Adonde – a onde
Agora é! Agora foi! Agora seja, pra dá uma dor! Agora tenha! Agora vá! – Algo que não é para ser, discordância de algo
Aquidá – taxo
Ai meu Deus! – Usa-se em uma conversa difícil de entender
Ai veio! – Espécie de comprimento entre os jovens
Ajuntamento – muita gente
Amancebada – viver juntos, sem casar
Amuado – entristecido, esconder-se
Anágua – saiote de baixo, combinação
Angu de caroço – deu confusão, atrapalhou tudo
Antô – então
Aparelho – sanitário
Apariada- fazendo parceria, formando par
Apetrecho – coisas relacionadas
Apalermado – palerma
Aprochegue – venha pra perto
Areia de cemitério – pessoa que namora todo mundo
Apois – então
Arrilique – coisa rara
Ariar panela – limpar, lavar
Aribé – bacia de barro
Arre égua! – espanto, surpresa
Arrepare – quando se pede para cuidar de algo ou prestar atenção
Arretado – bem legal
Arripunância – entojo
Arriado – mole, imobilizado
Arriar – adoeceu
Arriba daqui ! – saia logo!
Arupemba – peneira feita de cipó
Atrepado – em cima de algo
Ave maria! – Espanto, admiração, medo ou alegria
Azedo – surpreender com o temperamento bravo



B subir

Baba-ovo – puxa saco, gosta de viver na cola de pessoas poderosas
Bagaceira – bagunça
Baita de língua – falador
Baldo – balde
Bambambam – inteligente
Banda vuou – pessoa largada, vai com todo mundo
Bafo de onça – alcoolizado
Baleado – doente, cansado
Banana- sem coragem
Bassora – vassoura
Brega – sem estilo, feio
Biata – ponta de cigarro
Bicho besta – pessoa ingênua
Biela – aperriado, sem dinheiro, desligar o carro descer a ladeira
Birra – manha
Biruta – aéreo, besta, doido
Bitoca – beijinho
Bixiga lixa- xingamento
Bixiguento – xingamento
Boba serena – xingamento
Boca de caçapa – falador demais
Boca mole – sem confiança
Boca murcha – sem opinião, sem apoio moral
Boca suja – que diz muito palavrão
Bocão – falador
Bocó – matuto, acanhado
Bolo de banha – gordo
Bora! – ir com alguém
Borocochó – desaminado
Bota pra quebrar – vai com tudo pra cima de, virar-se de
Botar uma pedra na boca – ter cuidado para não seperder
Boto a boca no mundo – falou tudo que sabia
Brabo – violento
Brenha – lugar distante, ou esquisito
Brobutão – alvoroço
Brocha – mole, viado
Broco – pessoa sem entendimento das coisas
Brotão – muita gente
Bulir – mexer, bagunçar, tirar do lugar
Burraldo – burro, não aprende



C subir

Cabelo de bucha – cabelo crespo
Cabra frouxo – sem coragem
Cabra safado – homem sem vergonha, atrevido
Cabreiro – desconfiado
Cabrunco – ta arretado, enfezado
Cabueta – pessoa que não guarda segredo, traidor
Cachete – comprimido
Cacimba – poço
Caçoar – fazer mangação
Cacunda – levar algo nos ombros
Cagou no Pau - vacilou
Cair na esparrela – ser enganado
Caiu do cavalo – foi enganado
Caiu no conte do vigário – foi enganado
Caiu no cacete – levou uma surra
Calcinha bunda rica – calça de criança cheia de babados
Califon – sutiã
Caloteira – não paga o que deve
Calunga – boneca
Cambada – muita gente
Cancela – portão
Cacete – pisa, pedaço de pau
Capiba – mulheres da vida fácil
Cara de lia – sem vergonha, lisa
Cara amassada – feia, zangada
Cara de pau – pessoa sem pudor, ta nem aí
Cara de rapariga – sem vergonha
Cara de santa puta – fingida
Cara lisa – pessoa que não tem vergonha na cara
Carinha de anjo – bonito, novo
Cardeirã – caldeirão
Carrancudo – bravo
Casa de noca – lugar bagunçado
Cascavele – cascavel
Catimbó – fazer feitiço a
Catingueto – pessoa mal cheirosa
Catota – sujeira do nariz
Catucar o cão com vara curta – provocar alguém
Cavalo – bruto
Chafurdo – barulho, desorganização
Cheio de si – convencido
Cheira-cola – menino de rua
Chorar lágrimas de sangue – arrependimento profundo
Chorar sobre o leite derramado – lamentar-se por algo que não deu certo
Chororó – choradeira
Chove não molha – não se decide
Chutar o balde – perder a calma
Cocota – roupa curta
Cocotinha – mocinha, garotinha
Coisa fofa – linda, bela
Coisa linda!!! – ironia
Combinação – roupa íntima, ou trato com alguém
Come pelas beiradas – paciente, manhoso
Come queto – pessoa que se cala
Comeu a isca – caiu na conversa
Comeu cru – ouviu desaforos
Comeu o pão que o diabo amassou – sofrer algo violento
Constipação – gripe
Coque – cabelos presos no alto da cabeça
Corpete – sutian inteiro
Costas largas – pessoa poderosa
Cotó – pequeno, curto
Creca – ferida, erupções na pele
Credo em cruz! Cruz credo! – espanto, admiração
Cri-cri – pessoa intransigente
Cuma? – o que?
Cupicha – cúmplice
Currale – curral
Cuspiu no prato que comeu – pessoa ingrata que não agradece



D subir


Dar cuns burros n’água – quando algo não dá certo
Dê corda que ele solta – conta tudo que sabe
Defrusso – pessoa doente
Deixe de firula – deixar de manha
Deixe de ser molenga – covarde
Desinfeta! – pedir a uma pessoa que se retire
Desmulhecou – virou bicha
Destrambelhado – pessoa atrapalhada
Deu luz – parir
Deu uma coça – bateu na chibata, correia
Difurso – gripe ou resfriado
Diga aí velho! – saudação, questionamento
Discansar – parir
Dixe – dizer
Dizer uma prosa – falar palavrão ou piada
Dono da rua – pessoa folgada
Dormiu seco e acordou molhado – quando pensava que nunca seria descoberto o seu mau feito
Dormiu virado pra lua – quando está zangado
Doutrina – catecismo
Duvideodó – duvidar de algo



E subir

Eita! – espanto
Ele é peixe – tem privilégio, apadrinhado de
Ele é um cagão – não tem coragem
Ele é craque – esperto, inteligente, desenrolado
Ele tem aquilo roxo – valente, machão
Embromar – enrolar na conversa
Encher lingüiça – enrolar, preencher espaço com embromação
Encrenqueira – pessoa briguenta
Enfeitada que nem navio de congresso – pessoa bem arrumada, com muitos apetrechos
Engolir sapo – agüentar desaforos
Engulho – vomitar
Enriba – em cima
Entala – entalado com comida
Entonce – então
Escabriado – acanhado
Espere deitado que em pé cansa – dizer pra não esperar
Essa conversa fedeu – passou dos limites
Eta bixinha agitada – nervosa
Está caluniando – levantar falso a outro
Está descansando – em repouso
Está em riba da cama – camado
Está mole – doente
Está quente – com febre
Está um esqueleto só – magro, doente
Está uma fera – muito zangado
Está vendo passarinho novo – está feliz
Estar com a corda no pescoço – estar com problemas finaceiros
Estar com a corda toda – estar animado, empolgado
Estica – escolhe – conversa sem fim
Estrupício – pessoa que incomoda



F subir

Faca de dois gume – enfrentar situação perigosa
Faca de dois gumes – algo duvidoso
Fala mais que homem da cobra – excesso de fala
Fala mansa – pessoa calma
Fala pelas bordas – excesso de fala
Faladeira – que fala demais
Falatório – boato
Fale logo vá! – deixar de conversa fiada, embromação
Faniquito – chilique
Fateira – conversadeira
Faxo – mato chamado faxeiro, pessoa assanhada
Fazer bonito – fazer bem, algo
Fazer fiado – afiançar em bodega
Fedor de macaco – sujeira, fedorenta
Feichadura – fechadura
Ficar de butuca – ficar de olho, atento
Ficar de coca – humilhado por alguém
Ficar de cueca – perder todos os bens
Frangote – criança
Franzino – não cresce
Friagem – tempo frio
Fritar na panela – entregar alguém
Ficar de esmola – empobrecer
Ficar de mãos abanando – ser enganado, ser deixado para trás, pobre
Ficar fugindo – esconder-se de alguém
Ficar na moita – ficar quieto, calado
Ficar na pindura – devendo no mercado
Ficar no bem bom – não fazer nada
Figuraça – bom demais, destaque
Fios – filhos
Foda – xingamento
Fogoió – pessoa de cor preta/ amarelo, sem cor definida
Fominha – pessoa fona
Frouxo – sem coragem
Fraco – pobre
Franga nova – menina assanhada
Fugir da raia – desconversar, sair da brincadeira antes de terminar
Fugurinha – pessoa inferior
Fuleiro – ir
Futricar – fofocar



G subir

Galatixa – lagartixa
Galhofa – zombar de
Galo – homem safado
Gamela – bacia de madeira
Garimpar – correr atrás
Gatinha – bonita
Gato – bonito
Gato escaldado – desconfiado, atento
Gato escaldado – estar esperto
Gavião – remendo de calça, paquerador, briguento
Gente boa – pessoa legal
Girafa – pessoa alta
Goiaba – otário
Gorducho – gordo
Gororoba – comida ruim
Gosta de fuleragem – gosta de vulgaridade
Gota-serena – xingamento



H subir

Haja conversa! – ficar de conversa
Haja fôlego! – falar muito
Haja paciência! – esperar demais



I subir

Icrizia – falso
Incarnado – vermelho, encarnado
Infeliz – pessoa mau, sem confiança
Inté – até mais
Inventar moda – inventar histórias infundadas, ter idéias
Inxirido – intrometido
Ir para o beleléu – morrer
Irimã (o) – irmã (o)
Isso é massa! – coisa legal
Isso é questão de tempo – coisa inevitável
Istombo – estômago



J subir

Jaca – sem gosto, mal arrumado, ignorante
Jacaré – falador
Jamanta – grosso, violento, gordo
Jegue – pessoa considerada sem inteligência
Jia de brejo – pessoa frienta, fria
Jogar conversa fora – bater papo, quando alguém não é compreendido
Jogar verde para colher maduro – buscar pistas
Jumento – violento
Jururu – triste, doente, calado



L subir

Ladino – ladrão
Lágrimas de crocodilo – choro falso
Lampejo – formação de idéias
Lascado – numa pior
Latrina – sanitário, boca suja
Lavou a égua – safou-se de algo, ganhou algo, ficou rico de repente
Lepe-lepe – sandália
Lero-lero – conversa mole
Ligeirinho – rápido em resolver algo
Língua afiada – fala demais, e o que não deve
Língua ferina – fala maldosamente
Lorota - mentira
Lumbriguento – sujo, xingamento, magro
Luva de pelica – fala macio




M subir

Macho- valente
Magote – muita gente junta
Mainha – mãe
Mais vale um pássaro na mão que dois voando – garantia, segurança
Mala – uma pessoa inconveniente, indigesta
Mane – pessoa boba
Mangar – rir de alguém
Mão leve – ladrão
Mão virada – homossexual
Massa – legal
Matratado – maltrato
Malencia – melancia
Me engana que eu gosto! – não convencer alguém
Metida – quer ser importante
Micha – pouco, sem graça
Minha cria – filho
Mictório – sanitário
Mangar – rir de
Minguado – pouco
Mijar fora do caco – fazer algo que não devia
Miserave – miserável
Misse – grampo de cabelo, biliro
Mocorongo – desarrumado, idiota
Moringa – jarra de água
Muié, mulé – mulher
Muiezinha, mulherzinha – chamado
Mulesta – xingamento
Muquifo – lugar pobre
Muro – quintal
Muturo – quintal



N subir

Nada e ele! É a mesma coisa – pessoa sem palavra
Nada é melhor do que ficar quieto – calado
Nada é melhor que o nosso canto – casa
Nadar em dinheiro – ganhar bem, ter boa profissão
Não comungo com isso – não concorda
Não há nada como um dia atrás do outro – ter esperança
Não dá reggae – não dá certo
Não quero ouvir um pio! Ficar calado
Não sabe da missa o terço – não conhece os fatos corretamente
Não sou sapo pra morrer pisado – não ser humilhado
Não tem papas na língua – falador
Nego preto – xingamento
Negue vá – desafiar alguém
Neguinho – carinho
Nem pense – não aceitar fazer algo
Nem te ligo – não dá bola
Ninguém é de ferro – reação, depois de muito trabalho
No tempo de rocno – antigamente
Nossa! – surpresa
Nota mil, nota dez – pessoa brilhante
Nunca, jamais! – reafirmar que não vai mais repetir



O subir

O caldo entornou! – chegou ao ponto de ser revelado
O gato comeu – deu sumiço
O rato roeu a corda – pessoa que revela o que não queria
Oitão – lados da casa
Opa! Pere aí! – esperar um pouco
Osado – atrevido
Osso duro de roer – duro na queda, resistente
Ostra – caladão
Otário – bobo, chato
Ovo virado – com raiva, chateado
Oxente – surpresa, questionar algo
Oxe! Surpresa, forma de negação



P subir

Painho – pai
Pamonha – mole, sem graça
Parangolé – conversa fiada
Parece um papangú de novena – bem enfeitada, cheia de adereços, feio
Parece um pateta – ridículo
Passadeira – diadema
Passe prus finalmente – diga logo, não enrolar
Pata choca – anda feio
Pé na tábua – ir rápido
Peça ruim – má
Pegou ar – ficou com raiva, convencido demais
Pegou no tranco – aprendeu a fazer sem ajuda
Perdeu o cabaço – perdeu a vingirdade
Peste – xingamento
Peste bubônica – xingamento
Piaba – pessoa sem importância
Piaba seca – pessoa muito magra
Pinguço – beberrão
Pinguela – ponte estreita
Piongo – triste
Piranha- mulher da vida fácil!
Pirralho – criança
Pistolão – pessoa importante da cidade
Pivete – criança
Ponche – suco
Por a mão na consciência – refletir
Pôr minhoca na cabeça – refletir sobre problemas inexistentes
Porreta – legal
Porta-seio – sutian
Premeiro – primeiro
Preta do leite – mulher conversadeira
Procurar sarna pra se coçar – procurar confusão
Prometer mundos e fundos – fazer promessas infundadas
Promode – por que, por causa
Prosiar – falar, conversar
Puara – prostituta
Pulou a cerca- trair
Puxa-encolhe – indeciso
Puxa-saco – pessoa que anda atrás de poderosos



Q subir

Qual é a graça ? – o nome da pessoa ou alguém perguntando o motivo do riso
Quando eu me arretar, sai de baixo! – indignação
Quando eu rodar a baiana você vai vê! – indignação
Quatro olhos – que usa óculos
Que cara amassada é essa ! – quando alguém parece não está bem
Que Deus lhe aumente – agradecimento
Que história é essa! Questionar algo
Quebra o galho – ajudar alguém
Queimar o dente – beber bebida alcoólica
Queixão – conversador, aproveitador, conquistador
Quem disse que você pode! Contra ordem
Quenga – prostituta, xingamento a mulher



R subir

Rabo cheio – bem alimentado, farto
Raça ruim – pessoa ruim
Raio da silibrina – xingamento
Reca de gente – multidão
Regateira – faladeira
Relampagando – relampeando
Raputenga – prostituta
Remeideira – pessoa que ensina fazer remédios, meizinha
Remelento – sujo
Risadinha besta – rir sem motivo
Roboculosa – bem feita
Rudo – incapaz
Ruge-ruge – tumulto
Rux-ruxe – tumulto



S subir

Sabugo enrolado – pessoa muito magra
Saia do meio, frente! – mandar se retirar
Salaminho – 10 kl de algum alimento
Sangue de arranha – pessoa que dá azar
Sangue de barata – indiferente, frio
Santa cruz de beira de estrada – muito enfeitada
Santinho do pau-oco – sonsa, falsa
Saúde de ferro – pessoa que nunca adoece
Se arrombou – está na pior
Se estrepou – ficou arruinado
Se vire! - faça só
Segurar vela – atrapalhar namoro
Senga – magra
Sente só! – perceber algo
Ser uma pedra no caminho – atrapalhar alguém
Será o Benedito! – será possível
Seu Zé – chamar uma pessoa que não sabe quem é
Sibite baleado – esbelta, magra
Sirrindo – rir
Só tem farofa – diz que faz e não faz
Só tem tiririca na cabeça – falar bobagem
Só tem gogó – não é de nada
Sole – sol quente
Soltar a franga – se soltar, ficar a vontade
Soltar o verbo – reclamar
Soltar os cachorros – ficar com raiva, gritar
Songa-minga – besta, bobo
Soque naquele canto – xingamento
Sou vacinado – sem medo de
Surra – pisa



T subir

Ta com o teitei! – naqueles dias, enfezado
Ta perdida – perdeu a virgindade
Ta roncando – muito apaixonado
Ta sem tino – endoidou
Ta tudo misturado – confusão
Ta viçando – apaixonado, no cio, na puberdade
Ta virado! – ta cá gota! Ta cá mulesta, etc – zangado, com raiva
Tamburete de forro – pessoa baixa, estatura
Tem angu nessa história – quando é mal contada
Tenha modos – deixa de ser mal educado
Terreiro – calçada, largo, pátio
Teve que engolir essa! – ouvir o que não queria
Tibungo – mergulho
Tição – negro
Tirar cheta – fazer gozação
Tirar o cavalo da chuva – desistir, perder as esperanças
To ligado – por atento
To na fossa – deprimido
To passo professora! – passei de ano
To travado – calar, bebeu demais
To virado – raiva
Tolé cheio – barriga cheia
Tolete – coco
Toma lá, da cá – troca, reação
Toró – muita chuva
Trabaiador – trabalhador
Tramóia – intriga
Traquina (o) – criança danada, inquieta
Trepar – subir em algo
Tribufu – pessoa gorda, feia
Tripa seca – magra



U subir

Ufa! – alivio
Urdir – tramar
Urra! – gritar
Upa! – pego de surpresa
Ué! – quando surpreendido
Usa e abusa, depois joga fora – não dá valor, namora depois abandona sem explicação



V subir

Vá pela sombra – tomar cuidado
Vá simbora – ir
Vaca – xingamento
Vaca de presépio – deixado pra trás, esperar, aguardar demais
Vadiar – não fazer nada
Vadio – que não trabalha
Valei-me Nossa Senhora! – clamor, pedido, susto
Vara-pau – pessoa alta
Veia – velha
Venha pra perto – convidado
Vexame – envergonhar, confusão
Vidão – rico
Vira-lata – vagabundo
Visse – viu
Vixe meu Deus! – admiração ou susto
Você é artista - sabe enganar
Vôte – espanto ou indignação



X subir

Xamego – carinho
Xarope – pessoa besta, metida
Xaropeza – muita conversa que não agrada xaveco – paquera
Xepa – final de feira
Xilique – passar mal, deixar de frescura
Xô boi – alpercata de couro cru
Xoxota – púbis



Z subir

Zarolho – olhos trocados, vesgo
Zaspe! – saia fora!
Zoios – olhos
Zuada – barulho
Zuvido - ouvido

Fonte: Site Prefeitura de Paulo Afonso-BA