O concurso público se dará para o preenchimento de cargos efetivos da categoria funcional de professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, Classe e Nível Inicial (D-1-01) do quadro permanente de pessoal do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano, com lotação e exercício nos campi: Petrolina, Salgueiro, Ouricuri e Floresta. Inscrições de 09 de junho a 10 de julho de 2011
http://www.ifsertao-pe.edu.br/
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Eletronuclear escolhe cidade de Itacuruba como opção para sediar usina atômica do Nordeste
O governo Federal escolheu a cidade de Itacuruba, no sertão do São Francisco, como a primeira opção para a instalação de uma usina nuclear no Nordeste.
O Blog de Jamildo teve acesso ao documento com exclusividade e revela os detalhes.
De acordo com o documento oficial, o sítio reúne as melhores condições porque conta com solo estável, oferta de água em abundância e também está localizado nas proximidades das linhas de transmissão da Chesf. A água é usada para resfriar os sistemas de geração da usina atômica.
Datado do dia 19 de janeiro passado, o documento A Rota da Expansão da Energia Nuclear no Nordeste é assinado pelo engenheiro Carlos Henrique Mariz, diretor da Eletronuclear no Nordeste. Ele trata justamente da implantação da central nuclear do Nordeste.
Até então, o que se sabia oficialmente é que o empreendimento federal poderia ser localizado em alguma cidade às margens do Rio São Francisco.
O terreno apontado como opção fica às margens do Lago de Itaparica, no sertão. A usina pertence à Chesf, que administra também o reservatório.
O prefeito de Itacuruba, Romero Ledo, está eufórico com a indicação. Caso o investimento seja concretizado, a cidade ficará rica, com obras e investimentos sociais. A Eletronuclear paga uma fortuna em royalties para os municípios que abrigam empreendimentos da mesma natureza, como compensação ambiental.
No entanto, o próprio documento frisa que a decisão será política.
Na fase de construção, a obra pode demandar mais de 2,5 mil empregados, de acordo com o estudo. Para operação, cerca de 600 empregados seriam necessários, ajudando a manter uma alta renda na cidade.
De acordo com o documento, o município foi escolhido depois de passar por uma peneira. Foram estudados 10 sítios primários em quatro estados (Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas). A área candidata ficou entre Pernambuco e a Bahia, entre as cinco opções propostas.
No caso, a Eletronuclear já fez três missões ao sítio Belém de São Francisco. Cerca de 8 quilômetros quadrados de área já estariam reservados para a estatal.
A Central do Nordeste, segundo o estudo, teria seis usinas, com capacidade de geração de cerca de 6600 megawatts, com seis reatores e em uma vida útil de 60 anos. Com uma expecativa de lucro de R$ 630 milhões por ano, o projeto poderia pagar-se em até 16 anos.
O empreendimento tem um custo estimado em cerca de R$ 10 bilhões, a serem investidos em um prazo de até oito anos.
Pelo estudo da Eletronuclear, a seleção do sítio preferencial teria que se dar neste ano de 2011.
O projeto prevê a participação de empresas privadas para o financiamento.
O Blog de Jamildo apurou junto a funcionários da Chesf - o blog tem fontes em todo o universo nuclear - que o governo Dilma pode até mesmo retardar a decisão de investir na opção nuclear, para investir na geração de energia a partir de térmicas convencionais.
A térmica tem a vantagem de ser localizada em qualquer lugar, por não depender de água para resfriamento. Ela também dispensa a proximidade da rede de distribuição porque pode ser instalada bem próximo aos centros consumidores, como Recife e Salvador.
Com menos tempo, por exemplo, seria possível ter duas térmicas de 500 megawatts do que uma usina nuclear de mil megawatts.
Baixa densidade populacional
Uma usina nuclear geralmente é instalada numa área de baixa densidade populacional, porque devem existir planos de segurança que exigem a retirada de todas as pessoas próximas da planta industrial em caso de emergência. Esta exigência ocorre somente porque é mais fácil desocupar uma área com poucas pessoas do que uma muito populosa.
A fabricação da energia a partir de reatores de energia nuclear é um processo limpo, pois só joga vapor de água na atmosfera. No entanto, o maior problema continua sendo o lixo gerado na fabricação. Ele tem que ser armazenado por muitos anos, em condições seguras, porque é altamente radiativo.
Blog do Jamildo
O Blog de Jamildo teve acesso ao documento com exclusividade e revela os detalhes.
De acordo com o documento oficial, o sítio reúne as melhores condições porque conta com solo estável, oferta de água em abundância e também está localizado nas proximidades das linhas de transmissão da Chesf. A água é usada para resfriar os sistemas de geração da usina atômica.
Datado do dia 19 de janeiro passado, o documento A Rota da Expansão da Energia Nuclear no Nordeste é assinado pelo engenheiro Carlos Henrique Mariz, diretor da Eletronuclear no Nordeste. Ele trata justamente da implantação da central nuclear do Nordeste.
Até então, o que se sabia oficialmente é que o empreendimento federal poderia ser localizado em alguma cidade às margens do Rio São Francisco.
O terreno apontado como opção fica às margens do Lago de Itaparica, no sertão. A usina pertence à Chesf, que administra também o reservatório.
O prefeito de Itacuruba, Romero Ledo, está eufórico com a indicação. Caso o investimento seja concretizado, a cidade ficará rica, com obras e investimentos sociais. A Eletronuclear paga uma fortuna em royalties para os municípios que abrigam empreendimentos da mesma natureza, como compensação ambiental.
No entanto, o próprio documento frisa que a decisão será política.
Na fase de construção, a obra pode demandar mais de 2,5 mil empregados, de acordo com o estudo. Para operação, cerca de 600 empregados seriam necessários, ajudando a manter uma alta renda na cidade.
De acordo com o documento, o município foi escolhido depois de passar por uma peneira. Foram estudados 10 sítios primários em quatro estados (Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas). A área candidata ficou entre Pernambuco e a Bahia, entre as cinco opções propostas.
No caso, a Eletronuclear já fez três missões ao sítio Belém de São Francisco. Cerca de 8 quilômetros quadrados de área já estariam reservados para a estatal.
A Central do Nordeste, segundo o estudo, teria seis usinas, com capacidade de geração de cerca de 6600 megawatts, com seis reatores e em uma vida útil de 60 anos. Com uma expecativa de lucro de R$ 630 milhões por ano, o projeto poderia pagar-se em até 16 anos.
O empreendimento tem um custo estimado em cerca de R$ 10 bilhões, a serem investidos em um prazo de até oito anos.
Pelo estudo da Eletronuclear, a seleção do sítio preferencial teria que se dar neste ano de 2011.
O projeto prevê a participação de empresas privadas para o financiamento.
O Blog de Jamildo apurou junto a funcionários da Chesf - o blog tem fontes em todo o universo nuclear - que o governo Dilma pode até mesmo retardar a decisão de investir na opção nuclear, para investir na geração de energia a partir de térmicas convencionais.
A térmica tem a vantagem de ser localizada em qualquer lugar, por não depender de água para resfriamento. Ela também dispensa a proximidade da rede de distribuição porque pode ser instalada bem próximo aos centros consumidores, como Recife e Salvador.
Com menos tempo, por exemplo, seria possível ter duas térmicas de 500 megawatts do que uma usina nuclear de mil megawatts.
Baixa densidade populacional
Uma usina nuclear geralmente é instalada numa área de baixa densidade populacional, porque devem existir planos de segurança que exigem a retirada de todas as pessoas próximas da planta industrial em caso de emergência. Esta exigência ocorre somente porque é mais fácil desocupar uma área com poucas pessoas do que uma muito populosa.
A fabricação da energia a partir de reatores de energia nuclear é um processo limpo, pois só joga vapor de água na atmosfera. No entanto, o maior problema continua sendo o lixo gerado na fabricação. Ele tem que ser armazenado por muitos anos, em condições seguras, porque é altamente radiativo.
Blog do Jamildo
domingo, 17 de outubro de 2010
Salgueiro derrota o Paysandu na Curuzu e garante vaga na Série B
Em um duelo emocionante e cheio de alternativas, o Salgueiro selou sua inédita classificação para a Série B do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, a equipe do interior pernambucano foi a Belém e derrotou o Paysandu por 3 a 2, de virada, dentro da Curuzu lotada.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Sustentabilidade cultural
Festival Itaparica Mundo, que começa hoje em Tacaratu, pretende viabilizar intercâmbios e promover os artistas da região
O projeto de interiorização da cultura começou como política de governo em Pernambuco e agora entra em uma etapa em que a produção independente fortalece suas intenções. E faz acontecer. De hoje a sábado, os municípios de Tacaratu e Floresta recebem o Festival de Cultura Sertão Itaparica Mundo, que marca o primeiro ano do Ponto de Cultura Sertão Itaparica Mundo, conveniado pela Fundarpe e Ministério da Cultura.
Duas importantes realizações marcaram este período: a criação do Cineclube Florestano, que levou filmes nacionais para serem exibidos, pelo menos uma vez por mês, em localidades de pouco ou quase acesso nenhum à arte; e a formação da Orchestra de Pífanos de Floresta, formada a partir de aulas ministradas pelo músico e professor Gustavo Lemos, da Filarmônica Nelson Barros da Rosa, também de Floresta. Os pífanos, caixas e zabumbas utilizados pelos alunos foram construídos durante oficinas realizadas pelo Ponto de Cultura.
Como Ponto de Cultura, o local objetiva ser como uma agência de projetos para todoo Sertão de Itaparica, interagindo e dando vitrine para a cultura local, atraindo investimentos para o Sertão, potencializando grupos já existentes e sendo uma ponte entre grupos artísticos do Sertão e da capital.
Diario de Pernamnuco
O projeto de interiorização da cultura começou como política de governo em Pernambuco e agora entra em uma etapa em que a produção independente fortalece suas intenções. E faz acontecer. De hoje a sábado, os municípios de Tacaratu e Floresta recebem o Festival de Cultura Sertão Itaparica Mundo, que marca o primeiro ano do Ponto de Cultura Sertão Itaparica Mundo, conveniado pela Fundarpe e Ministério da Cultura.
Duas importantes realizações marcaram este período: a criação do Cineclube Florestano, que levou filmes nacionais para serem exibidos, pelo menos uma vez por mês, em localidades de pouco ou quase acesso nenhum à arte; e a formação da Orchestra de Pífanos de Floresta, formada a partir de aulas ministradas pelo músico e professor Gustavo Lemos, da Filarmônica Nelson Barros da Rosa, também de Floresta. Os pífanos, caixas e zabumbas utilizados pelos alunos foram construídos durante oficinas realizadas pelo Ponto de Cultura.
Como Ponto de Cultura, o local objetiva ser como uma agência de projetos para todoo Sertão de Itaparica, interagindo e dando vitrine para a cultura local, atraindo investimentos para o Sertão, potencializando grupos já existentes e sendo uma ponte entre grupos artísticos do Sertão e da capital.
Diario de Pernamnuco
domingo, 5 de setembro de 2010
Diocese de Floresta promove caminhada pela paz .
A diocese de Floresta (PE) promove, no dia 5, a Caminhada pela Paz que terá como tema: “A paz começa na Família e na Escola para chegar à sociedade”. O evento será realizado em parceria com escolas públicas e privadas, Igrejas cristãs, entidades governamentais e não governamentais. Segundo os organizadores, essa parceria visa expressar o objetivo comum que é a garantia de segurança pública, a presença contínua do poder judiciário em todo o território e a educação voltada especialmente para a cultura de paz e respeito à dignidade humana.
A caminhada, que é realizada desde os anos 90, terá início às 14h no acesso a cidade de Floresta, e será finalizada com uma celebração ecumênica, na Praça Antônio Ferraz Boiadeiro, no centro da cidade, que contará com a participação do bispo de Afogados da Ingazeira (PE), dom Egídio Bisol.
Fonte: CNBB
A caminhada, que é realizada desde os anos 90, terá início às 14h no acesso a cidade de Floresta, e será finalizada com uma celebração ecumênica, na Praça Antônio Ferraz Boiadeiro, no centro da cidade, que contará com a participação do bispo de Afogados da Ingazeira (PE), dom Egídio Bisol.
Fonte: CNBB
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Criada a Diocese de Salgueiro
Cidade do Vaticano, 16 jun (RV) - Hoje o Papa anunciou a criação de uma nova Diocese no Brasil: no estado de Pernambuco, foi desmembrada a Diocese de Petrolina e Floresta (sufragânea da Igreja Metropolitana de Olinda e Recife), e criada a Diocese de Salgueiro (Brasil).
A nova Diocese de Salgueiro tem 439.418 habitantes, dos quais 351.534 católicos. Pode contar 14 sacerdotes, 28 seminaristas, 6 religiosos e 16 religiosas, no trabalho pastoral em 17 paróquias.
Salgueiro engloba as cidades de Araripina, Bodocó, Cabrobó, Cedro, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Serrita, Terra Nova, Trindade, Verdejante.
Com Salgueiro, temos também um novo Bispo: é o Pe. Magnus Henrique Lopes, Franciscano Capuchinho, até agora Vigário conventual e ecônomo do Convento “Santo Antônio” em Natal, RN.
Ele nasceu em 1965, em Mossoró, RN. Estudou Filosofia em Recife, Teologia em Olinda, Psicologia em Maceió e Teologia moral em Roma. Foi ordenado sacerdote em 1996 e desde então, tem ocupado vários cargos entre Alagoas e Rio Grande do Norte.
A nova Diocese de Salgueiro tem 439.418 habitantes, dos quais 351.534 católicos. Pode contar 14 sacerdotes, 28 seminaristas, 6 religiosos e 16 religiosas, no trabalho pastoral em 17 paróquias.
Salgueiro engloba as cidades de Araripina, Bodocó, Cabrobó, Cedro, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Serrita, Terra Nova, Trindade, Verdejante.
Com Salgueiro, temos também um novo Bispo: é o Pe. Magnus Henrique Lopes, Franciscano Capuchinho, até agora Vigário conventual e ecônomo do Convento “Santo Antônio” em Natal, RN.
Ele nasceu em 1965, em Mossoró, RN. Estudou Filosofia em Recife, Teologia em Olinda, Psicologia em Maceió e Teologia moral em Roma. Foi ordenado sacerdote em 1996 e desde então, tem ocupado vários cargos entre Alagoas e Rio Grande do Norte.
domingo, 23 de maio de 2010
A rota do imperador une os Estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe
BREVE HISTÓRICO DA VIAGEM DO IMPERADOR HÁ 150 ANOS -
O Imperador D. Pedro II teve os seus olhares e suas ações voltadas para o Rio São Francisco e as chamadas “províncias do Norte do Brasil", durante quase trinta anos.
Ainda nos idos do ano de 1850, designou o engenheiro civil Henrique Guilherme Fernando Halfeld para realizar um minucioso estudo do Rio São Francisco, o que foi feito entre os anos de 1852 e 1854 e denominado “Atlas e Relatório concernente a exploração do rio São Francisco, desde a Cachoeira de Pirapora até o Oceano Atlântico”. Este estudo foi publicado “na litografia imperial de Eduardo Rensburg, no Rio de Janeiro, em 1860”.
Antes de sua publicação, em 1859, o Imperador D. Pedro II, empolgado com os relatos do engenheiro Halfeld, decidiu visitar a Cachoeira de Paulo Afonso.
Outro feito marcante da preocupação do Imperador com a região foi a sua decisão de se construir entre o porto de Piranhas, em Alagoas e Jatobá (antiga Petrolândia), em Pernambuco a Estrada de Ferro Paulo Afonso, construção autorizada pelo Decreto 6.941, de 19 de junho de 1878. O objetivo: facilitar o transporte na região, o que não podia acontecer pelo rio em função da existência da Cachoeira de Paulo Afonso e grandes corredeiras e promover o desenvolvimento regional.
A viagem do imperador e comitiva imperial à Cachoeira de Paulo Afonso foi relatada pelo próprio D. Pedro II no livro “Viagem às províncias do Norte do Brasil”. Sua majestade imperial começou a sua viagem no dia 1º de outubro daquele ano, saindo do porto do Rio de Janeiro com destino a Salvador a bordo do navio APA e seguido por vários navios de guerra, todos recebidos com grande pompa na Baía de Todos os Santos.
No dia 12 de outubro, o Imperador seguiu, ainda no navio APA para a foz do rio São Francisco e ali a comitiva imperial mudou-se para o navio Pirajá porque a profundidade do rio não permitia a navegação segura do navio APA, de grande calado.
Dia 13 de outubro foi avistada a foz do rio São Francisco. Após passar, descansar e pernoitar em Piaçabuçu/AL Penedo/AL, Própria/SE, Porto Real do Colégio/AL, Traipu/AL, Pão de Açúcar/AL e Piranhas/AL, a comitiva imperial seguiu a cavalo para a Cachoeira de Paulo Afonso, onde chegou no dia 20 de outubro de 1859.
Esta viagem fantástica, recheada de relatos anotados a próprio punho pelo Imperador, que também fez vários desenhos por onde passou, motivou os turismólogos Jairo Luiz Oliveira, Ana Rogatto e Lúcia Regueira a refazer esta Rota do Imperador como um novo produto turístico para a região do baixo e sub-médio São Francisco.
Folha sertaneja
O Imperador D. Pedro II teve os seus olhares e suas ações voltadas para o Rio São Francisco e as chamadas “províncias do Norte do Brasil", durante quase trinta anos.
Ainda nos idos do ano de 1850, designou o engenheiro civil Henrique Guilherme Fernando Halfeld para realizar um minucioso estudo do Rio São Francisco, o que foi feito entre os anos de 1852 e 1854 e denominado “Atlas e Relatório concernente a exploração do rio São Francisco, desde a Cachoeira de Pirapora até o Oceano Atlântico”. Este estudo foi publicado “na litografia imperial de Eduardo Rensburg, no Rio de Janeiro, em 1860”.
Antes de sua publicação, em 1859, o Imperador D. Pedro II, empolgado com os relatos do engenheiro Halfeld, decidiu visitar a Cachoeira de Paulo Afonso.
Outro feito marcante da preocupação do Imperador com a região foi a sua decisão de se construir entre o porto de Piranhas, em Alagoas e Jatobá (antiga Petrolândia), em Pernambuco a Estrada de Ferro Paulo Afonso, construção autorizada pelo Decreto 6.941, de 19 de junho de 1878. O objetivo: facilitar o transporte na região, o que não podia acontecer pelo rio em função da existência da Cachoeira de Paulo Afonso e grandes corredeiras e promover o desenvolvimento regional.
A viagem do imperador e comitiva imperial à Cachoeira de Paulo Afonso foi relatada pelo próprio D. Pedro II no livro “Viagem às províncias do Norte do Brasil”. Sua majestade imperial começou a sua viagem no dia 1º de outubro daquele ano, saindo do porto do Rio de Janeiro com destino a Salvador a bordo do navio APA e seguido por vários navios de guerra, todos recebidos com grande pompa na Baía de Todos os Santos.
No dia 12 de outubro, o Imperador seguiu, ainda no navio APA para a foz do rio São Francisco e ali a comitiva imperial mudou-se para o navio Pirajá porque a profundidade do rio não permitia a navegação segura do navio APA, de grande calado.
Dia 13 de outubro foi avistada a foz do rio São Francisco. Após passar, descansar e pernoitar em Piaçabuçu/AL Penedo/AL, Própria/SE, Porto Real do Colégio/AL, Traipu/AL, Pão de Açúcar/AL e Piranhas/AL, a comitiva imperial seguiu a cavalo para a Cachoeira de Paulo Afonso, onde chegou no dia 20 de outubro de 1859.
Esta viagem fantástica, recheada de relatos anotados a próprio punho pelo Imperador, que também fez vários desenhos por onde passou, motivou os turismólogos Jairo Luiz Oliveira, Ana Rogatto e Lúcia Regueira a refazer esta Rota do Imperador como um novo produto turístico para a região do baixo e sub-médio São Francisco.
Folha sertaneja
sábado, 14 de março de 2009
Petrolândia: Eduardo anuncia obras e apoio a projetos
“É com muita alegria que volto a Petrolândia nesta manhã ciente de que o compromisso fundamental que assumi com sua população está sendo honrado. Nosso Governo pensa Pernambuco como um todo e não esquece nenhum dos seus filhos. E nós não esquecemos Petrolândia”.
Foi o que disse neste sábado (14/03), o governador Eduardo Campos ao participar de solenidade de assinatura de ordens de serviço e afirmação de prioridades que marcou sua passagem por Petrolândia, no Sertão de Itaparica, no sétimo dia de sua viagem à região. Reforma e ampliação de escolas e a concessão de incentivos fiscais para a estruturação do polo de piscicultura no Rio São Francisco foram as ações mais destacadas.
Durante sua estada na cidade, Eduardo assinou convênios com associações de pequenos criadores de peixe e visitou as instalações da Netuno. O governador conferiu pessoalmente o andamento do projeto de ampliação dos criatórios de tilápias e de implantação pela Netuno de uma grande unidade industrial no município de Belém do São Francisco, com investimentos que totalizam mais de R$ 80 milhões. O Governo do Estado contribui de forma decisiva para o empreendimento por meio de sua política de incentivos fiscais diferenciados para o interior.
“A piscicultura e a aqüicultura são atividades que vão dar uma nova estruturação econômica à microrregião da qual Petrolândia é uma das cidades mais importantes. Na consolidação final do projeto, serão produzidas mais de 30 mil toneladas de peixe por ano e garantidos dois mil empregos diretos para a população da região”, disse o governador.
Eduardo chamou a atenção ainda para o aspecto que é a possibilidade de atração de outros empreendimentos de grande porte e a articulação dos grandes negócios com atividades como a ação de pequenos produtores reunidos em associações. Mencionou, ainda, o aproveitamento de subprodutos como a pele do peixe por artesãos na região.
“Estamos viabilizando recursos via PróRural para convênios com pequenos produtores e financiando teares e outros equipamentos para o uso dos artesãos. Assim, o grande dialoga com o pequeno e tudo gera emprego, renda e dinamismo para a economia da região”, comentou o governador.
Outra atividade do governador foi a instalação do Comitê de Articulação Regional, no qual governo e sociedade terão encontros regulares para acompanhar as ações do Estado e auxiliar no planejamento estadual. O secretário Especial de Articulação Regional, Jarbas Albuquerque, coordenou o evento.
Centenas de pessoas acompanharam o governador em todos os eventos de que tomou parte. Abraçado e elogiado por jovens e adultos, o governador garantiu que voltará à Petrolândia no começo do mês de julho para participar das comemorações do centenário da emancipação política do município. “É muito bom ser recebido desta forma nos lugares por onde ando”, disse.
EDUCAÇÃO
Como tem acontecido em todas as etapas da viagem da caravana governamental, as ações na área da educação foram enfatizadas na agenda do governador. A assinatura da ordem de serviço para a realização de obra ao custo de R$ 1,1 milhão viabilizará a reforma e a ampliação da Escola Delmiro Gouveia.
O professor Adeílton Barreto representou os professores da rede estadual recebendo, das mãos do governador e do secretário Danilo Cabral, o notebook para pesquisa e aperfeiçoamento didático. E uma aluna da 8ª série do ensino fundamental recebeu o kit com farda, livro e material escolar.
O prefeito Lourival Simões agradeceu ao governador por seu empenho e pela capacidade de trabalho. “Estou aqui, governador, diante do povo da minha cidade para dizer que estou trazendo para minha gestão de Petrolina e as inovações e o modo de trabalhar que o senhor imprimiu ao seu governo e que os seus secretários Danilo Cabral e Fernando Bezerra Coelho representam tão bem”, afirmou.
Os deputados federais Inocêncio Oliveira e Fernando bezerra Filho e os estaduais Guilherme Uchoa (presidente da AL), Isaltino Nascimento (líder do Governo), Alberto Feitosa (vice-líder) e Everaldo Cabral acompanharam o governador no evento.
Foi o que disse neste sábado (14/03), o governador Eduardo Campos ao participar de solenidade de assinatura de ordens de serviço e afirmação de prioridades que marcou sua passagem por Petrolândia, no Sertão de Itaparica, no sétimo dia de sua viagem à região. Reforma e ampliação de escolas e a concessão de incentivos fiscais para a estruturação do polo de piscicultura no Rio São Francisco foram as ações mais destacadas.
Durante sua estada na cidade, Eduardo assinou convênios com associações de pequenos criadores de peixe e visitou as instalações da Netuno. O governador conferiu pessoalmente o andamento do projeto de ampliação dos criatórios de tilápias e de implantação pela Netuno de uma grande unidade industrial no município de Belém do São Francisco, com investimentos que totalizam mais de R$ 80 milhões. O Governo do Estado contribui de forma decisiva para o empreendimento por meio de sua política de incentivos fiscais diferenciados para o interior.
“A piscicultura e a aqüicultura são atividades que vão dar uma nova estruturação econômica à microrregião da qual Petrolândia é uma das cidades mais importantes. Na consolidação final do projeto, serão produzidas mais de 30 mil toneladas de peixe por ano e garantidos dois mil empregos diretos para a população da região”, disse o governador.
Eduardo chamou a atenção ainda para o aspecto que é a possibilidade de atração de outros empreendimentos de grande porte e a articulação dos grandes negócios com atividades como a ação de pequenos produtores reunidos em associações. Mencionou, ainda, o aproveitamento de subprodutos como a pele do peixe por artesãos na região.
“Estamos viabilizando recursos via PróRural para convênios com pequenos produtores e financiando teares e outros equipamentos para o uso dos artesãos. Assim, o grande dialoga com o pequeno e tudo gera emprego, renda e dinamismo para a economia da região”, comentou o governador.
Outra atividade do governador foi a instalação do Comitê de Articulação Regional, no qual governo e sociedade terão encontros regulares para acompanhar as ações do Estado e auxiliar no planejamento estadual. O secretário Especial de Articulação Regional, Jarbas Albuquerque, coordenou o evento.
Centenas de pessoas acompanharam o governador em todos os eventos de que tomou parte. Abraçado e elogiado por jovens e adultos, o governador garantiu que voltará à Petrolândia no começo do mês de julho para participar das comemorações do centenário da emancipação política do município. “É muito bom ser recebido desta forma nos lugares por onde ando”, disse.
EDUCAÇÃO
Como tem acontecido em todas as etapas da viagem da caravana governamental, as ações na área da educação foram enfatizadas na agenda do governador. A assinatura da ordem de serviço para a realização de obra ao custo de R$ 1,1 milhão viabilizará a reforma e a ampliação da Escola Delmiro Gouveia.
O professor Adeílton Barreto representou os professores da rede estadual recebendo, das mãos do governador e do secretário Danilo Cabral, o notebook para pesquisa e aperfeiçoamento didático. E uma aluna da 8ª série do ensino fundamental recebeu o kit com farda, livro e material escolar.
O prefeito Lourival Simões agradeceu ao governador por seu empenho e pela capacidade de trabalho. “Estou aqui, governador, diante do povo da minha cidade para dizer que estou trazendo para minha gestão de Petrolina e as inovações e o modo de trabalhar que o senhor imprimiu ao seu governo e que os seus secretários Danilo Cabral e Fernando Bezerra Coelho representam tão bem”, afirmou.
Os deputados federais Inocêncio Oliveira e Fernando bezerra Filho e os estaduais Guilherme Uchoa (presidente da AL), Isaltino Nascimento (líder do Governo), Alberto Feitosa (vice-líder) e Everaldo Cabral acompanharam o governador no evento.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Continua a polêmica da Ponte de Ibó


O distrito de Ibó é um grande terminal de passagem de automóveis. O local é conhecido como a rota de passagem de muitos caminhões que saem do sul e sudeste rumo ao norte e nordeste do país transportando cargas. Em relação ao trajeto mais famoso de Juazeiro- Petrolina, a distancia diminui 400 km para quem precisa cruzar os dois estados.
O local é estratégico. Segundo o DNIT, chega a passar aproximadamente 1000 caminhões e quem lucra nesse mercado são os proprietários das balsas. Para cruzar o rio cada caminhoneiro é obrigado a desembolsar R$ 80.
Logo acima do local onde as balsas atracam a obra da ponte que liga a cidade de Ibó- Pe e Ibó-Ba está quase pronta, faltando apenas parte do acesso no lado baiano. A obra foi iniciada em 2007 e custou aos cofres públicos R$ 21 milhões, contando inclusive com recursos do PAC.
O tenente Willian, engenheiro responsável pelo 4° Batalhão de Engenharia de Barreiras, informou que, mesmo pronta, a ponte só poderá ser liberada para tráfego após autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Para evitar a passagem de automóveis no local, homens do Exército fazem a segurança 24 horas.
O Governo Federal ainda não informou quando vai inaugurar a obra. Enquanto isso, caminhoneiros arriscam a vida fazendo a travessia em balsas que não oferecem nenhuma segurança. Muitos já presenciaram acidentes como tombamentos de carretas que resultaram na morte de motoristas.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Sucata de caça-níqueis vira computador e móvel no Sertão Pernambucano
As máquinas de caça-níqueis, proibidas no Brasil, que são recolhidas pela Justiça ganharam um destino criativo em Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco. Lá, as sucatas das máquinas se transformam em esperança para jovens.
Nas aulas de informática, eles aprendem a aproveitar os equipamentos, que poderiam acabar no lixo, para montar computadores. “Pra mim é uma satisfação, uma coisa que servia pra viciar agora vira oportunidade de emprego pra gente”, afirma a estudante Fernanda Batista.
A sucata das máquinas caça-níqueis vira móveis para projetos, mesas de computadores, molduras e todo tipo de utilidades. “O que der para utilizar a gente vai aproveitar”, conta o instrutor de marcenaria Rubson Almeida.
“Está se abrindo porta para uma nova perspectiva de vida, através da marcenaria, casada com pólo moveleiro, é uma oportunidade concreta de gerar emprego e renda”, defende Isnaldo Medeiros, instrutor de informática.
Segundo o instrutor de informática Isnaldo Medeiros, na parte prática da aula os adolescentes retiram o material, fazem troca de memória e instalação de softwares. A coordenadora do centro da juventude Adriana do Nascimento diz que na hora da teoria, os jovens trabalham o tema cidadania, o prejuízo que as máquinas de caça-níqueis causam à sociedade e o benefício que traz a reciclagem.
“Ver um PC eu já tinha visto, mas não tinha tido oportunidade de conhecer por dentro, realmente como ele é”, analisa o estudante Valério dos Santos.
E eles já fazem planos. “Pretendo montar um serviço de manutenção, dar aulas”, diz Wagner da Silva, outro aluno.
“Vou ter mais conhecimento de marcenaria quando acabar e procurar profissão com o que eu aprendi aqui”, planeja o aluno Fábio Rodrigues.
da Redação do pe360graus.com
Nas aulas de informática, eles aprendem a aproveitar os equipamentos, que poderiam acabar no lixo, para montar computadores. “Pra mim é uma satisfação, uma coisa que servia pra viciar agora vira oportunidade de emprego pra gente”, afirma a estudante Fernanda Batista.
A sucata das máquinas caça-níqueis vira móveis para projetos, mesas de computadores, molduras e todo tipo de utilidades. “O que der para utilizar a gente vai aproveitar”, conta o instrutor de marcenaria Rubson Almeida.
“Está se abrindo porta para uma nova perspectiva de vida, através da marcenaria, casada com pólo moveleiro, é uma oportunidade concreta de gerar emprego e renda”, defende Isnaldo Medeiros, instrutor de informática.
Segundo o instrutor de informática Isnaldo Medeiros, na parte prática da aula os adolescentes retiram o material, fazem troca de memória e instalação de softwares. A coordenadora do centro da juventude Adriana do Nascimento diz que na hora da teoria, os jovens trabalham o tema cidadania, o prejuízo que as máquinas de caça-níqueis causam à sociedade e o benefício que traz a reciclagem.
“Ver um PC eu já tinha visto, mas não tinha tido oportunidade de conhecer por dentro, realmente como ele é”, analisa o estudante Valério dos Santos.
E eles já fazem planos. “Pretendo montar um serviço de manutenção, dar aulas”, diz Wagner da Silva, outro aluno.
“Vou ter mais conhecimento de marcenaria quando acabar e procurar profissão com o que eu aprendi aqui”, planeja o aluno Fábio Rodrigues.
da Redação do pe360graus.com
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Lula usa obra do PAC no sertão para palanque de Dilma
Sob um sol causticante de 40 graus, o presidente Lula usou, hoje, em Salgueiro, a 528 km do Recife, o ato de assinatura do trecho da ferrovia Transnordestina de Salgueiro para Trindade, que integra o conjunto de obras do PAC, para fazer palanque antecipado à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Planalto.
A própria ministra, ao ser chamada ao palanque, agradeceu às manifestações da platéia com o V da vitória, exibindo, assim, postura de quem já está em plena campanha. Mas coube ao ministro da Integração, Geddel Vieira, fazer o discurso mais explícito de campanha pró-Dilma. “Presidente, o senhor é um homem de sorte em ter uma pessoa tão capaz, tão séria e tão comprometida com as obras do PAC com o Nordeste como a Dilma”, afirmou.
Já o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, foi na mesma linha. “Dilma, com a sua dureza, sutileza e ternura você toca as obras do PAC que o Nordeste sonhou há séculos”, afirmou. Em seu discurso, no qual citou o nome de Dilma por seis vezes, o presidente afirmou que vai ensinar os países ricos a lutar contra a crise. “Eles sempre deram palpite na nossa economia. Vamos mostrar a eles agora como fazer”, disse.
Falando ainda sobre a crise, disse decidiu que, para amenizar os seus efeitos no Brasil, as obras do PAC serão feitas em três turnos, de preferência com trabalhadores das próprias cidades, para que “não possamos ser acusados de importar gente para tomar o emprego de vocês”. Lula disse que os problemas que o Brasil enfrenta, hoje, são resultados da crise que nasceu no País mais rico do mundo, referindo-se aos Estados Unidos.
Ao tratar sobre a transposição do São Francisco, Lula criticou a oposição ao projeto. “Só é contra a transposição quem nunca levou água na cabeça, quem nunca meteu a mão num barreiro de água para separar a parte boa, que ainda presta para beber, daquela que tem fezes de animais. “Depois da transposição, o povo sertanejo vai beber a água limpa do São Francisco”, afirmou.
E acrescentou: ““No Nordeste, tem criança que não vai a escola porque não pode tomar banho. Enquanto isto, tem gente no Brasil que lava carro com água potável e dá banho em cavalo. Mas no “nosso governo, o povo do Ceará e de Pernambuco terá água para beber
A própria ministra, ao ser chamada ao palanque, agradeceu às manifestações da platéia com o V da vitória, exibindo, assim, postura de quem já está em plena campanha. Mas coube ao ministro da Integração, Geddel Vieira, fazer o discurso mais explícito de campanha pró-Dilma. “Presidente, o senhor é um homem de sorte em ter uma pessoa tão capaz, tão séria e tão comprometida com as obras do PAC com o Nordeste como a Dilma”, afirmou.
Já o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, foi na mesma linha. “Dilma, com a sua dureza, sutileza e ternura você toca as obras do PAC que o Nordeste sonhou há séculos”, afirmou. Em seu discurso, no qual citou o nome de Dilma por seis vezes, o presidente afirmou que vai ensinar os países ricos a lutar contra a crise. “Eles sempre deram palpite na nossa economia. Vamos mostrar a eles agora como fazer”, disse.
Falando ainda sobre a crise, disse decidiu que, para amenizar os seus efeitos no Brasil, as obras do PAC serão feitas em três turnos, de preferência com trabalhadores das próprias cidades, para que “não possamos ser acusados de importar gente para tomar o emprego de vocês”. Lula disse que os problemas que o Brasil enfrenta, hoje, são resultados da crise que nasceu no País mais rico do mundo, referindo-se aos Estados Unidos.
Ao tratar sobre a transposição do São Francisco, Lula criticou a oposição ao projeto. “Só é contra a transposição quem nunca levou água na cabeça, quem nunca meteu a mão num barreiro de água para separar a parte boa, que ainda presta para beber, daquela que tem fezes de animais. “Depois da transposição, o povo sertanejo vai beber a água limpa do São Francisco”, afirmou.
E acrescentou: ““No Nordeste, tem criança que não vai a escola porque não pode tomar banho. Enquanto isto, tem gente no Brasil que lava carro com água potável e dá banho em cavalo. Mas no “nosso governo, o povo do Ceará e de Pernambuco terá água para beber
Visita de Lula altera totalmente a rotina de Salgueiro
A visita do presidente Luis Inácio Lula da Silva a Salgueiro, na manhã desta quinta-feira, mexe com a vida culltural, política e econômica da cidade e municípios da região. Segundo informa o jornalista Machado Freire, paara se ter uma idéia, todos os hotéis, hospedarias e pousadas estão lotados. Há pessoas que estão apelando para as vagas nos poucos motéis existentes na cidade. "Companheiros da imprensa que não fizeram reservas com antecedência estão hospedados a 100 quilômetros, na cidade de Serra Talhada", informa Machado.
Outras opções para hospedagem têm sido as cidades de Cabrobó -- que já está cheia, devido às obras da transposição do São Francisco, Serrita, a 25 quilômetros e Ouricuri, distante 120 quilômetros. Os bares e restaurantes tiveram um aumento considerável na sua clientela. Tem gente cobrando mais caro. Um hotel cobrou, por exemplo, R$ 2,50 por uma lata de refrigerante de 300 ml.
A primeira visita de um presidente da República a Salgueiro ocorreu em 1972. Emílio G. Médici veio ao município também para tratar de obras estruturadoras no campo da comunicação terrestre. Ele fez uma espécie de pré-inauguração das rodovias federais BRs-232 e 116, que corta a cidade em cruz, dando a Salgueiro o apelido de Encruzlihada do Nordeste. Na verdade trata-se de duas rodovias muito importantes pois no caso da 116, por exemplo, ela vai do Oiapoque ao Chui (no dizer de muitas pessoas) porque liga os estados do Ceará e Rio Grande do Sul. Já a 232, que vem do Recife, se transforma em 316 em Parnamirim e vai até a Transamazônica, no Norte do Pais.
Outras opções para hospedagem têm sido as cidades de Cabrobó -- que já está cheia, devido às obras da transposição do São Francisco, Serrita, a 25 quilômetros e Ouricuri, distante 120 quilômetros. Os bares e restaurantes tiveram um aumento considerável na sua clientela. Tem gente cobrando mais caro. Um hotel cobrou, por exemplo, R$ 2,50 por uma lata de refrigerante de 300 ml.
A primeira visita de um presidente da República a Salgueiro ocorreu em 1972. Emílio G. Médici veio ao município também para tratar de obras estruturadoras no campo da comunicação terrestre. Ele fez uma espécie de pré-inauguração das rodovias federais BRs-232 e 116, que corta a cidade em cruz, dando a Salgueiro o apelido de Encruzlihada do Nordeste. Na verdade trata-se de duas rodovias muito importantes pois no caso da 116, por exemplo, ela vai do Oiapoque ao Chui (no dizer de muitas pessoas) porque liga os estados do Ceará e Rio Grande do Sul. Já a 232, que vem do Recife, se transforma em 316 em Parnamirim e vai até a Transamazônica, no Norte do Pais.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Dilma e Geddel, "a chapa Lula" , visitam Salgueiro
O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), considerados integrantes da “chapa Lula” para a eleição de 2010, apareceram hoje (5) juntos, em visita a um dos projetos de transposição do rio São Francisco, em Salgueiro, no sertão pernambucano. Responsável pela maior obra em execução no país, Geddel mudou a estratégia de inspeção dos trabalhos para ajudar na “popularização” do nome de Dilma para a sucessão presidencial. Este já pode ser considerado o primeiro encontro da chapa que tem grande simpatia dentro do governo federal e do PMDB. Em fevereiro, Dilma deverá acompanhar Geddel nos projetos de irrigação Salitre e Baixio, na Bahia.
(Coluna de Cláudio Humberto)
(Coluna de Cláudio Humberto)
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Transposição: Lula quer entregar parte da obra em 2010
O governo diz que concluirá o eixo leste da transposição do São Francisco em outubro de 2010, no fim do mandato de Lula. Pelo cronograma, também será terminada parte do eixo norte, além de 18 barragens, nove aquedutos, três túneis e nove estações de bombeamento, que farão a água chegar às regiões mais altas.A intenção é tornar a obra, de R$ 5 bilhões, um projeto irreversível para o próximo governo, que, até outubro de 2012, concluiria mais 356 km do eixo norte, nove barragens, quatro aquedutos e dois túneis.Andamento das obrasCriticada por políticos, índios, religiosos e artistas, a transposição -que já gerou atos polêmicos, como as duas greves de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, e a paralisação das obras, derrubada pelo Supremo Tribunal Federal- tem ocorrido tranquilamente nos últimos meses.O Exército constrói sem maiores obstáculos os canais de aproximação, para captar água nas margens do São Francisco, e os primeiros reservatórios em Cabrobó e Floresta.(Folha de S.Paulo)
Um ano após, transposição é lenta em grandes trechos
Um ano e meio após ser iniciada, a obra da transposição do rio São Francisco, em trechos ao longo de sua rota, ainda se resume a estacas de madeira que, fincadas em meio à caatinga, marcam onde passarão os canais levando água a regiões secas. Por enquanto, carroças puxadas por jegues levam tambores com água barrenta a moradores dessa parte da obra. Eles têm antenas parabólicas e podem chamar a carroça por celular, no serviço "disque-jegue", mas enfrentam racionamento de água para beber.
Nos dois trechos onde haverá captação da água no rio, em Cabrobó e Floresta, no sertão pernambucano, desde junho de 2007 o Exército abre canais e constrói reservatórios. É a parte mais adiantada do projeto. Responsável pela transposição, uma das principais vitrines do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Ministério da Integração Nacional corre para substituir estacas por obras e entregar a maior parte do projeto em outubro de 2010, como previsto. O governo admite atrasos, mas diz que a construção será acelerada.As obras têm dois eixos: o norte, que parte de Cabrobó, com 426 km de extensão, e o leste, de Floresta, com 287 km.
Ao longo desses dois ramais, 1.998 áreas serão desapropriadas, mas as indenizações de 1.509 ainda não foram pagas -628 proprietários não têm sequer títulos de posse. Antes de pagar indenizações e avançar com a obra, é preciso regularizar as terras. Nesse processo, o governo já pagou R$ 30 milhões e deve desembolsar mais R$ 24,1 milhões.(Folha de S.Paulo)
Nos dois trechos onde haverá captação da água no rio, em Cabrobó e Floresta, no sertão pernambucano, desde junho de 2007 o Exército abre canais e constrói reservatórios. É a parte mais adiantada do projeto. Responsável pela transposição, uma das principais vitrines do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Ministério da Integração Nacional corre para substituir estacas por obras e entregar a maior parte do projeto em outubro de 2010, como previsto. O governo admite atrasos, mas diz que a construção será acelerada.As obras têm dois eixos: o norte, que parte de Cabrobó, com 426 km de extensão, e o leste, de Floresta, com 287 km.
Ao longo desses dois ramais, 1.998 áreas serão desapropriadas, mas as indenizações de 1.509 ainda não foram pagas -628 proprietários não têm sequer títulos de posse. Antes de pagar indenizações e avançar com a obra, é preciso regularizar as terras. Nesse processo, o governo já pagou R$ 30 milhões e deve desembolsar mais R$ 24,1 milhões.(Folha de S.Paulo)
sábado, 27 de dezembro de 2008
Lagoa Grande terá nova eleição
A notícia da Folha de Pernambuco, publicada no seu Blog ontem, está equivocada, pois o prefeito derrotado, rejeitado pelo POVO, não continuará sendo o chefe do Executivo em Lagoa Grande. Eles impetraram um mandado de segurança com o objetivo de serem declarados eleitos, mas o desembargador Sílvio Beltrão indeferiu a petição inicial. Em Lagoa Grande, haverá nova eleição, sim, pois o candidato vitorioso com quase mil votos de vantagem, JORGE GARZIERA, obteve 53,22% dos votos válidos, sendo aplicável o art. 224 do Código Eleitoral, que determina a realização de novas eleições no prazo de 20 a 40 dias.
Assessoria de Imprensa
Assessoria de Imprensa
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
DNOCS ameaça tomar lotes e agricultores protestam
Cerca de 300 colonos que vivem da produção de milho e frutas no perímetro irrigado de Poço da Cruz em Ibimirim, no alto sertão pernambucano, a 400 km do Recife, cruzaram os braços, ontem, e foram às ruas com faixas e instrumentos de trabalho em protesto contra a decisão do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS – de desapropriar dezenas de famílias indiscriminadamente.
O ato contou com apoio oficial. O prefeito Padre Marcos (PSDB) ajudou na mobilização dos colonos e liderou a passeata, com direito a um discurso inflamado contra o Governo Federal. “O DNOCS, ao invés de ajudar a quem produz, persegue. Virou a pior desgraça para o nosso município, além de um antro de corrupção”, acusou o prefeito, ao discursar em frente à sede do DNOCS, local de encerramento da passeata
O prefeito foi mais além. Prometeu acampar com os colonos na sede do DNOCS, passar o cargo para a vice e fazer uma greve de fome até que a situação dos colonos seja resolvida. Os colonos reivindicam a regularização dos 600 lotes que ocupam hoje; a construção de moradias à margem dos canais de irrigação de Poço da Cruz; a mudança da política de irrigação e apoio para implantação para
instalação de um projeto de piscicultura.
A coordenadora do DNOCS na área, Haydê Carvalho, disse que o ato era político e ficou indignada com o prefeito. “Ele (o prefeito) afirmar que o DNOCS é a desgraça de Ibimirim não está certo. Tudo que Ibimirim tem hoje se deve justamente ao DNOCS”, afirmou. Segundo ela, não há perseguição da instituição aos colonos, mas sim uma política de regularização dos colonos.
“Tem muita gente que repassou o lote sem que tenha sido reconhecido legalmente como o proprietário”, alegou. Ao lado de Haydê, o colono José Antônio Vieira, 44 anos, confirmou ter comprado a sua área de seis hectares de outro colono e admitiu a situação irregular. “Paguei R$ 40 mil pelo lote e agora o DNOCS está
dizendo que estou ilegal. Não posso perder o que já investi na área”, afirmou.
Colono pioneiro em Poço da Cruz, o agricultor Expedito Viana Neto, 79 anos, contou que o que está ocorrendo, hoje, na área é culpa exclusiva da falta de uma política séria do DNOCS. “Tivemos uma fase áurea na década de 80, quando Ibimirim chegou a ser um dos maiores produtores de tomate do País. Depois, o perímetro foi abandonado por um período de mais de 10 anos. Como o DNOCS quer ter agora o direito de nos desapropriar? Isso é injusto, um absurdo”, protestou.
Mais de 600 km de canais integram o complexo de irrigação de Poço da Cruz, que sofreram um processo de deteriorização nos últimos 10 anos. O projeto incluía 8,5 mil hectares, mas existe exploração em apenas quatro mil hectares, que empregam pouco mais de seis mil pessoas, quando poderia atender a 15 mil famílias.
Poço da Cruz é a terceira maior barragem de Pernambuco, com 500 milhões de metros cúbicos de água. Se o projeto de irrigação estivesse operando na sua totalidade proporcionaria uma renda média anual para os 600 colonos em torno de R$ 90 milhões. “Na década de 80, no pique da produção de tomate, saia daqui 100
carretas carregadas por dia. Se o governo não tivesse dado para trás,
estaríamos, hoje, na chamada terra da prosperidade”, lamenta Expedito Viana.
PERSEGUIÇÃO – Durante a passeata, os colonos revelaram que o DNCOS, na tentativa desesperada de desapropriar as suas áreas de produção, que ocupam uma média de oito hectares, chegou a ameaçar de forma truculenta. “Eles entraram em meu lote com a Polícia Federal, me ameaçaram, tomaram tudo que eu tinha e depois
colocaram um cadeado na porteira do meu lote”, contou José Jovaldo Feitosa, 66 anos, um dos primeiros alvos da ação de reintegração do DNOCS.
Segundo o vereador tucano Genivaldo Odilon, Jovaldo foi o primeiro de uma lista inicial de 70 colonos ameaçados de perderem seus lotes. Odilon desconfia do abandono da área e acusa o ex-presidente da Associação dos Colonos, Gilson Lima, de ser o laranja do DNOCS. “Foram repassados R$ 2,4 milhões para serem investidos na recuperação do projeto de irrigação. Para onde foi esse dinheiro?
Certamente, não foi para o perímetro”, diz, insinuando que o ex-presidente estaria envolvido no desvio da verba.
O ato contou com apoio oficial. O prefeito Padre Marcos (PSDB) ajudou na mobilização dos colonos e liderou a passeata, com direito a um discurso inflamado contra o Governo Federal. “O DNOCS, ao invés de ajudar a quem produz, persegue. Virou a pior desgraça para o nosso município, além de um antro de corrupção”, acusou o prefeito, ao discursar em frente à sede do DNOCS, local de encerramento da passeata
O prefeito foi mais além. Prometeu acampar com os colonos na sede do DNOCS, passar o cargo para a vice e fazer uma greve de fome até que a situação dos colonos seja resolvida. Os colonos reivindicam a regularização dos 600 lotes que ocupam hoje; a construção de moradias à margem dos canais de irrigação de Poço da Cruz; a mudança da política de irrigação e apoio para implantação para
instalação de um projeto de piscicultura.
A coordenadora do DNOCS na área, Haydê Carvalho, disse que o ato era político e ficou indignada com o prefeito. “Ele (o prefeito) afirmar que o DNOCS é a desgraça de Ibimirim não está certo. Tudo que Ibimirim tem hoje se deve justamente ao DNOCS”, afirmou. Segundo ela, não há perseguição da instituição aos colonos, mas sim uma política de regularização dos colonos.
“Tem muita gente que repassou o lote sem que tenha sido reconhecido legalmente como o proprietário”, alegou. Ao lado de Haydê, o colono José Antônio Vieira, 44 anos, confirmou ter comprado a sua área de seis hectares de outro colono e admitiu a situação irregular. “Paguei R$ 40 mil pelo lote e agora o DNOCS está
dizendo que estou ilegal. Não posso perder o que já investi na área”, afirmou.
Colono pioneiro em Poço da Cruz, o agricultor Expedito Viana Neto, 79 anos, contou que o que está ocorrendo, hoje, na área é culpa exclusiva da falta de uma política séria do DNOCS. “Tivemos uma fase áurea na década de 80, quando Ibimirim chegou a ser um dos maiores produtores de tomate do País. Depois, o perímetro foi abandonado por um período de mais de 10 anos. Como o DNOCS quer ter agora o direito de nos desapropriar? Isso é injusto, um absurdo”, protestou.
Mais de 600 km de canais integram o complexo de irrigação de Poço da Cruz, que sofreram um processo de deteriorização nos últimos 10 anos. O projeto incluía 8,5 mil hectares, mas existe exploração em apenas quatro mil hectares, que empregam pouco mais de seis mil pessoas, quando poderia atender a 15 mil famílias.
Poço da Cruz é a terceira maior barragem de Pernambuco, com 500 milhões de metros cúbicos de água. Se o projeto de irrigação estivesse operando na sua totalidade proporcionaria uma renda média anual para os 600 colonos em torno de R$ 90 milhões. “Na década de 80, no pique da produção de tomate, saia daqui 100
carretas carregadas por dia. Se o governo não tivesse dado para trás,
estaríamos, hoje, na chamada terra da prosperidade”, lamenta Expedito Viana.
PERSEGUIÇÃO – Durante a passeata, os colonos revelaram que o DNCOS, na tentativa desesperada de desapropriar as suas áreas de produção, que ocupam uma média de oito hectares, chegou a ameaçar de forma truculenta. “Eles entraram em meu lote com a Polícia Federal, me ameaçaram, tomaram tudo que eu tinha e depois
colocaram um cadeado na porteira do meu lote”, contou José Jovaldo Feitosa, 66 anos, um dos primeiros alvos da ação de reintegração do DNOCS.
Segundo o vereador tucano Genivaldo Odilon, Jovaldo foi o primeiro de uma lista inicial de 70 colonos ameaçados de perderem seus lotes. Odilon desconfia do abandono da área e acusa o ex-presidente da Associação dos Colonos, Gilson Lima, de ser o laranja do DNOCS. “Foram repassados R$ 2,4 milhões para serem investidos na recuperação do projeto de irrigação. Para onde foi esse dinheiro?
Certamente, não foi para o perímetro”, diz, insinuando que o ex-presidente estaria envolvido no desvio da verba.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Um grito no Sertão
Ibimirim, no alto sertão pernambucano, seria, hoje, a Canaã (terra prometida) do Nordeste se o Governo Federal não tivesse abandonado por 10 anos o projeto de irrigação Moxotó, em Poço da Cruz, o maior manancial de Pernambuco, com 500 milhões de metros cúbicos de água. Mas ali, onde 600 km de canais levam água para irrigar áreas de 700 colonos, o que seria a redenção para 15 mil famílias, que poderiam ter uma renda anual de R$ 90 milhões, virou um inferno.
Alegando a existência de lotes irregulares, o DNOCS passou a empreender uma política de perseguição, tomando terras a força e sob a intimidação da Polícia Federal. Insatisfeitos e humilhados, cerca de 300 colonos foram às ruas, ontem, protestar contra o descaso do governo.
Exaltado, o padre Marcos, prefeito do município pelo PSDB, chegou a afirmar que o DNOCS virou um antro de corrupção e prometeu acampar na sede do órgão com os colonos até que o Governo regularize os lotes, onde se produz frutas e milho. Portando faixas e exibindo instrumentos de trabalho, os colonos encerraram o protesto em frente à sede do DNOCS.
Três dos 70 inicialmente listados pelo DNOCS já foram forçados a deixarem seus lotes. Há um clima de revolta e insatisfação, até porque ninguém da direção do órgão se manifesta sobre as desapropriações, que no entender dos colonos, são arbitrárias e sem amparo legal.
Fonte: Blog do Magno
Alegando a existência de lotes irregulares, o DNOCS passou a empreender uma política de perseguição, tomando terras a força e sob a intimidação da Polícia Federal. Insatisfeitos e humilhados, cerca de 300 colonos foram às ruas, ontem, protestar contra o descaso do governo.
Exaltado, o padre Marcos, prefeito do município pelo PSDB, chegou a afirmar que o DNOCS virou um antro de corrupção e prometeu acampar na sede do órgão com os colonos até que o Governo regularize os lotes, onde se produz frutas e milho. Portando faixas e exibindo instrumentos de trabalho, os colonos encerraram o protesto em frente à sede do DNOCS.
Três dos 70 inicialmente listados pelo DNOCS já foram forçados a deixarem seus lotes. Há um clima de revolta e insatisfação, até porque ninguém da direção do órgão se manifesta sobre as desapropriações, que no entender dos colonos, são arbitrárias e sem amparo legal.
Fonte: Blog do Magno
Colonos fazem protesto contra o DNOCS em Ibimirim
Cerca de 300 colonos que vivem da produção de milho e frutas no perímetro irrigado de Poço da Cruz em Ibimirim, no alto sertão pernambucano, a 400 km do Recife, cruzaram os braços, hoje, e foram às ruas com faixas e instrumentos de trabalho em protesto contra a decisão do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS – de desapropriar dezenas de famílias indiscriminadamente.
O ato contou com apoio oficial. O prefeito Padre Marcos (PSDB) ajudou na mobilização dos colonos e liderou a passeata, com direito a um discurso inflamado contra o Governo Federal. “O DNOCS, ao invés de ajudar a quem produz, persegue. Virou a pior desgraça para o nosso município, além de um antro de corrupção”, acusou o prefeito, ao discursar em frente à sede do DNOCS, local de encerramento da passeata.
O prefeito foi mais além. Prometeu acampar com os colonos na sede do DNOCS, passar o cargo para a vice e fazer uma greve de fome até que a situação dos colonos seja resolvida. Os colonos reivindicam a regularização dos 600 lotes que ocupam hoje; a construção de moradias à margem dos canais de irrigação de Poço da Cruz; a mudança da política de irrigação e apoio para implantação para instalação de um projeto de piscicultura.
A coordenadora do DNOCS na área, Haydê Carvalho, disse que o ato era político e ficou indignada com o prefeito. “Ele (o prefeito) afirmar que o DNOCS é a desgraça de Ibimirim não está certo. Tudo que Ibimirim tem hoje se deve justamente ao DNOCS”, afirmou. Segundo ela, não há perseguição da instituição aos colonos, mas sim uma política de regularização dos colonos.
“Tem muita gente que repassou o lote sem que tenha sido reconhecido legalmente como o proprietário”, alegou. Ao lado de Haydê, o colono José Antônio Vieira, 44 anos, confirmou ter comprado a sua área de seis hectares de outro colono e admitiu a situação irregular. “Paguei R$ 40 mil pelo lote e agora o DNOCS está dizendo que estou ilegal. Não posso perder o que já investi na área”, afirmou.
Colono pioneiro em Poço da Cruz, o agricultor Expedito Viana Neto, 79 anos, contou que o que está ocorrendo, hoje, na área é culpa exclusiva da falta de uma política séria do DNOCS. “Tivemos uma fase áurea na década de 80, quando Ibimirim chegou a ser um dos maiores produtores de tomate do País. Depois, o perímetro foi abandonado por um período de mais de 10 anos. Como o DNOCS quer ter agora o direito de nos desapropriar? Isso é injusto, um absurdo”, protestou.
Mais de 600 km de canais integram o complexo de irrigação de Poço da Cruz, que sofreram um processo de deteriorização nos últimos 10 anos. O projeto incluía 8,5 mil hectares, mas existe exploração em apenas quatro mil hectares, que empregam pouco mais de seis mil pessoas, quando poderia atender a 15 mil famílias.
Poço da Cruz é a terceira maior barragem de Pernambuco, com 500 milhões de metros cúbicos de água. Se o projeto de irrigação estivesse operando na sua totalidade proporcionaria uma renda média anual para os 600 colonos em torno de R$ 90 milhões. “Na década de 80, no pique da produção de tomate, saia daqui 100 carretas carregadas por dia. Se o governo não tivesse dado para trás, estaríamos, hoje, na chamada terra da prosperidade”, lamenta Expedito Viana.
PERSEGUIÇÃO – Durante a passeata, os colonos revelaram que o DNCOS, na tentativa desesperada de desapropriar as suas áreas de produção, que ocupam uma média de oito hectares, chegou a ameaçar de forma truculenta. “Eles entraram em meu lote com a Polícia Federal, me ameaçaram, tomaram tudo que eu tinha e depois colocaram um cadeado na porteira do meu lote”, contou José Jovaldo Feitosa, 66 anos, um dos primeiros alvos da ação de reintegração do DNOCS.
Segundo o vereador tucano Genivaldo Odilon, Jovaldo foi o primeiro de uma lista inicial de 70 colonos ameaçados de perderem seus lotes. Odilon desconfia do abandono da área e acusa o ex-presidente da Associação dos Colonos, Gilson Lima, de ser o laranja do DNOCS. “Foram repassados R$ 2,4 milhões para serem investidos na recuperação do projeto de irrigação. Para onde foi esse dinheiro? Certamente, não foi para o perímetro”, diz, insinuando que o ex-presidente estaria envolvido no desvio da verba
O ato contou com apoio oficial. O prefeito Padre Marcos (PSDB) ajudou na mobilização dos colonos e liderou a passeata, com direito a um discurso inflamado contra o Governo Federal. “O DNOCS, ao invés de ajudar a quem produz, persegue. Virou a pior desgraça para o nosso município, além de um antro de corrupção”, acusou o prefeito, ao discursar em frente à sede do DNOCS, local de encerramento da passeata.
O prefeito foi mais além. Prometeu acampar com os colonos na sede do DNOCS, passar o cargo para a vice e fazer uma greve de fome até que a situação dos colonos seja resolvida. Os colonos reivindicam a regularização dos 600 lotes que ocupam hoje; a construção de moradias à margem dos canais de irrigação de Poço da Cruz; a mudança da política de irrigação e apoio para implantação para instalação de um projeto de piscicultura.
A coordenadora do DNOCS na área, Haydê Carvalho, disse que o ato era político e ficou indignada com o prefeito. “Ele (o prefeito) afirmar que o DNOCS é a desgraça de Ibimirim não está certo. Tudo que Ibimirim tem hoje se deve justamente ao DNOCS”, afirmou. Segundo ela, não há perseguição da instituição aos colonos, mas sim uma política de regularização dos colonos.
“Tem muita gente que repassou o lote sem que tenha sido reconhecido legalmente como o proprietário”, alegou. Ao lado de Haydê, o colono José Antônio Vieira, 44 anos, confirmou ter comprado a sua área de seis hectares de outro colono e admitiu a situação irregular. “Paguei R$ 40 mil pelo lote e agora o DNOCS está dizendo que estou ilegal. Não posso perder o que já investi na área”, afirmou.
Colono pioneiro em Poço da Cruz, o agricultor Expedito Viana Neto, 79 anos, contou que o que está ocorrendo, hoje, na área é culpa exclusiva da falta de uma política séria do DNOCS. “Tivemos uma fase áurea na década de 80, quando Ibimirim chegou a ser um dos maiores produtores de tomate do País. Depois, o perímetro foi abandonado por um período de mais de 10 anos. Como o DNOCS quer ter agora o direito de nos desapropriar? Isso é injusto, um absurdo”, protestou.
Mais de 600 km de canais integram o complexo de irrigação de Poço da Cruz, que sofreram um processo de deteriorização nos últimos 10 anos. O projeto incluía 8,5 mil hectares, mas existe exploração em apenas quatro mil hectares, que empregam pouco mais de seis mil pessoas, quando poderia atender a 15 mil famílias.
Poço da Cruz é a terceira maior barragem de Pernambuco, com 500 milhões de metros cúbicos de água. Se o projeto de irrigação estivesse operando na sua totalidade proporcionaria uma renda média anual para os 600 colonos em torno de R$ 90 milhões. “Na década de 80, no pique da produção de tomate, saia daqui 100 carretas carregadas por dia. Se o governo não tivesse dado para trás, estaríamos, hoje, na chamada terra da prosperidade”, lamenta Expedito Viana.
PERSEGUIÇÃO – Durante a passeata, os colonos revelaram que o DNCOS, na tentativa desesperada de desapropriar as suas áreas de produção, que ocupam uma média de oito hectares, chegou a ameaçar de forma truculenta. “Eles entraram em meu lote com a Polícia Federal, me ameaçaram, tomaram tudo que eu tinha e depois colocaram um cadeado na porteira do meu lote”, contou José Jovaldo Feitosa, 66 anos, um dos primeiros alvos da ação de reintegração do DNOCS.
Segundo o vereador tucano Genivaldo Odilon, Jovaldo foi o primeiro de uma lista inicial de 70 colonos ameaçados de perderem seus lotes. Odilon desconfia do abandono da área e acusa o ex-presidente da Associação dos Colonos, Gilson Lima, de ser o laranja do DNOCS. “Foram repassados R$ 2,4 milhões para serem investidos na recuperação do projeto de irrigação. Para onde foi esse dinheiro? Certamente, não foi para o perímetro”, diz, insinuando que o ex-presidente estaria envolvido no desvio da verba
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